Terça-feira, 25 de Outubro de 2005

Nuno Monteiro - Construir escolas

Sucessivamente, o Governo da República tem vindo a apresentar propostas “inovadoras” no 1º Ciclo. Depois do Inglês e da Escola a Tempo Inteiro, vem a refeição e o encerramento das microescolas.
Tudo boas iniciativas. Por ora, intenções.
Alguns sindicatos, a nível nacional, repetem as esfarrapadas razões contrárias ao processo.
Que não, que vai reduzir a qualidade de vida das crianças, vai isto mais aquilo e terminam referindo que nas mais de 500 escolas (a encerrar este ano) há outros tantos docentes que têm vínculo ao ME.
Ora, poderiam apenas ter apresentado esta última razão. Pois é a única que lhes compete e a única que lhes importa. O resto é poeira para os olhos dos mais distraídos...
Qualquer política de melhoria do 1º Ciclo (e educação Pré-Escolar) só poderá ser "construída" a partir dum efectivo reordenamento escolar.
Que terá de ser de iniciativa supra-autárquica. Não porque não existam autarcas conscientes. Mas porque estes são poucos e nem basta que sejam muitos. É preciso que sejam todos. Ou seja, com despachos para as autarquias fazerem não iremos a lugar nenhum.
Só depois desse reordenamento poderá vir a refeição e uma efectiva escola a tempo inteiro, como muito mais do que um Inglês dado por uns professores que vêm e vão, a correr, a partir da sua Escolas de 2º e 3º Ciclos…
Actividades como as Artes, Desporto, Tecnologias, são áreas que, com o Estudo apoiado e o Inglês, são fundamentais.
“Construindo” uma Escola completa que garanta às famílias que as suas crianças estão (bem) enquadradas enquanto trabalham.
Oitenta milhões de euros para investimento este ano.
Pouco. Chega para construir centena e meia de Escolas para 100 alunos capazes de abranger quinze mil alunos. Muito pouco. Estamos em contenção. Dirão.
Mas então não precisamos de uma grande iniciativa nacional? Que custe muitíssimos milhões? Para dar impulso à economia? Não é essa a justificação para as obras faraónicas do aeroporto e caminhos-de-ferro?
Que tal esquecer a OTA e o TGV e iniciar um programa (actualizado) de construções escolares (lembram-se do Plano de Construções de Salazar?) com a finalidade de num prazo aceitável criar uma Nova Escola de 1º Ciclo com Pré-Escolar?
É que a OTA e o TGV, para além de serem investimentos localizados, com efeito e retorno muito duvidosos contêm uma grande componente de know-how externo, com consequentes mais valias estrangeiras.
Ao contrário do Plano de Construções Escolares onde se aplicariam esforços e recursos portugueses, em Portugal… de uma forma maciça e descentralizada. Sendo o Futuro, o retorno mais evidente...
Nuno Monteiro
publicado por quadratura do círculo às 19:20
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