Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005

Mário Martins Campos - Razões de uma derrota

10 de Outubro de 2005
O País foi a votos e o resultado foi claro. O PS perdeu! O PSD ganhou!
Importante é olhar para estes resultados e retirar deles a correcta interpretação, porque o País não perdoaria, que em cima destes resultados, houvessem oportunismos ou retraimentos políticos, que nos desviassem do essencial.
O PS perdeu, em primeira análise, porque os seus candidatos não tiveram por parte do eleitorado, de cada um dos concelhos, a aceitação que os candidatos vencedores tiveram.
Dizer isto, é uma verdade incontornável. Mais difícil será perceber o porquê.
O PS apresentou candidatos, que não traziam nada de novo, no que diz respeito à política autárquica, comparativamente com os projectos apresentados em 2001. Ai perdeu, e agora voltou a fazê-lo!
O PS insistiu numa estratégia já derrotada no passado, em alguns casos com os mesmos protagonistas, noutros com as segundas figuras, promovidas a protagonistas.
Nos casos em que inovou, inovou com protagonistas à procura do seu papel...
O PS deverá tirar ilações desta estratégia, e os responsáveis concelhios e distritais, não se podem esconder atrás das primeiras figuras. Têm de assumir as suas responsabilidades e dar espaço à renovação das estruturas do Partido, que continuam empedernidas, em muitos concelhos, agarradas a modelos arcaicos de fazer política.
Não é possível, justificar o resultado eleitoral, sem dar atenção à agitação social, que se sente no País, associada à contestação resultante das importantes reformas que o Governo está a levar a cabo.
Importantes sectores da sociedade, alguns dos quais com responsabilidades especiais, e aos quais se exigia um comportamento civicamente mais responsável, têm sentido que alguns dos benefícios, que injustificávelmente os diferenciava de outros servidores públicos, têm sido postos em causa, e isso tem transmitido uma conflitualidade social, resultante da expressão que essas corporações têm na sociedade, induzindo um conjunto alargado de cidadãos, a uma atitude critica perante o Governo e o Partido Socialista.
Não é possível, que se olhe para os resultados eleitorais de forma estanque, sem olhar para este factor.
Importante é, que o Governo não se amedronte com estes sinais, e prossiga firme, com as reformas que o País tanto precisa.
É importante pois, que a linha de rumo do governo, não seja desviada um milímetro, em nome de nenhuma cedência eleitoral. O País não o perdoaria.
Mário Martins Campos



publicado por quadratura do círculo às 20:10
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