Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005

José António Santos - Candidatura de Alegre

Se existe coerência e justeza de critérios no que deve incorporar um Presidente da Republica, Manuel Alegre possui sem a menor sombra de dúvida todas as qualidades para ocupar o mais alto cargo publico da nação.
No seu vasto leque de qualidades há a destacar a sua irrepreensível conduta politico-partidaria bem como o seu elevado sentido de estado que sempre potenciado pela sua verticalidade de carácter, pelo seu inspirador percurso politico e pela fineza da sua conciliadora diplomacia o colocam como o perfil por excelência para candidato presidencial.
A muito que a pátria dos Poetas necessitava de alguém com a destreza, sensibilidade, visão e capacidade de expressão como Manuel Alegre, não só por ser um dos mais extraordinários poetas do nosso tempo mas também por ter demonstrado continuadamente que tem uma opinião própria e muito fundamentada acerca do passado, presente e futuro de Portugal e que também e mercê do seu impar percurso politico o transforma inegavelmente em um politico igualmente extraordinário.
A esquerda ainda se vive muito no fundamento do confronto primário entre facções, a candidatura de Manuel Alegre traz um traço de concilio e sanctuarium politico para todos aqueles que lutam para que a Nação não volte a cair na estagnação e obscurantismo medieval cavaquista.Estamos todos de acordo que é imperativo derrotar a "esfinge" da direita através da criação de um movimento de simpatia e eficácia politica fecundante a todos os sectores da sociedade Portuguesa e nesta altura em que a animosidade destra se distendeu o quanto baste agora é necessário convergir no que de melhor civilidade e transparência a esquerda poderá manifestar e materializar e como naquela fabula dos vimes, juntos tornam-se inquebráveis mas só um é que vai poderá ir depois ao pote do mel e espero sinceramente e para o bem de Portugal que seja Manuel Alegre.
O poeta-politico ou Politico Poeta pôs um ponto final no partido-porreirismo que o vinha assolando a algum tempo a esta parte.Acabou-se aquela benevolência aristocrática, aquela admiração ostentativa de metiê em que fica sempre bem um intelectual na foto e se for poeta tanto melhor.Acabou-se aquele papel por vezes altamente subestimado e por vezes meramente decorativo de quem ali esta apenas para atribuir pedigrie politico ao Partido Socialista.Terminou a arruaça pervertida de chamar esquerda a um virtualmente omnipotente Partido socialista que transformou o núcleo duro da classe media trabalhadora em lastro da desmesurada caminhada desvalorizada de valores que literatos ou em dialéctica poderão finalmente adquirir uma dimensão humanamente funcional.
O peso da historia e a sede de futuro demonstra-se nos
actos e nos homens maiores que ao transpor o véu do mediatismo gratuito como
suporte da legitimidade se tornam andarilhos conscientes da alma maior de toda
uma nação.
Muito para alem de duelos ao por do sol entre cavaco e
soares em que o primeiro, eufónico representa o eufemismo da indiferença e da
desvitalização do Portugal moderno enquanto que o segundo preconiza um
agastado discurso do dialogo ecuménico completamente incompatível com os
novos desafios e eras.
(...)
Os que possuem Bibliotecas e percebem de finanças
nada poderam fazer se não saberem usar a ferramenta e a visão humanista,
audaciosa e plena de futuro que é sem dúvida o lema que norteia o âmago de
Manuel Alegre.
O inquietante poeta
Sabe que pouco vale a ode
Se no seu intimo não almejar
Demonstrar tudo o que o povo pode
José António Santos



publicado por quadratura do círculo às 18:03
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