Segunda-feira, 19 de Setembro de 2005

Manuel Neves - Vários comentários

Estive a acabar de lêr uma obra de Raul Brandão, intitulada El-Rei Junot.
Extremamente crítico e assaz mordaz com as misérias de determinados personagens,aliás como era seu timbre, fiquei fascinado com a quase actualidade de certas passagens deste livro. Mas também fiquei muito incomodado,inquieto ou o que lhe queiram chamar, principalmente a descrição da partida do Rei D. João VI para o Brasil e a descrição ao pormenor do estado a que o Estado tinha chegado naquela altura. Portanto a História,tende a repetir-se,sendo que os personagens vão mudando pela inevitabilidade orgânica do ser humano,mas por vezes,demasiadas vezes, devemos pensar se a repetição de acontecimentos funestos politicamente em Portugal,é mesmo repetição azarada ou destino deste Paìs.
Fiquei também a saber e não sabia, que no célebre Tratado de Fontainebleu, de 1807, Portugal contrariamente ao que se costumava apregoar quando na Primària ainda se estudava Història, não teve qualquer voto na matéria. História portanto,mal ensinada.. O que aconteceu é que nos termos desse Tratado, França e Espanha, esquartejavam e dividiam Portugal entre eles,incluido as colònias,etc...
Aliàs, é velho sonho de Espanha,anexar Portugal... considerando-o parte integrante de Castela,como em tempos idos foi. Mas isso são considerações do passado,que eventualmente se podem repetir,,já não com a França como insidiosa manipuladora desse célebre Tratado,mas de forma mais "serpenteante" ou seja, politicamente interveniente atravès daquilo que já noutros tempos fêz , o poder econòmico, aliado à desagregação da sociedade,o descontentamento popular e a lenta introdução de alguns Miguèis de Vasconcelos nessas áreas de poder econòmico,grandes empresas,etc..
Estive muito atento (quarta-feira) à noite aos meus quatro amigos.
Achei uma certa graça ao JPP. Desta vez esteve com o Govêrno em relação à proibição do Direito de Manifestação dos Militares. Eu também , se a mesma se destinava efectivamente a prosseguir em reivindicações sindicais. Tambèm não concordo com desvios acentuados de ideàrio. Ou são Associações Profissionais e muito bem, ou são Sindicatos e muito mal porque a Lei ainda não permite, e disse ainda... De facto cabe aos Chefes Militares,nos termos da Lei, a representação efectiva dos desejos e aspirações dos seus comandados. Mas aqui,surge-me a pergunta:
Então aqueles três mil e tal Militares que estavam na Casa doAlentejo, são comandados por quêm ? Juntem-lhes mais aqueles, que como muitos que conheci em 24 de Abril de 1974, apenas esperam que os "outros" lhes façam o trabalho e depois aparecem na cena pùblica, com ares de grandes libertadores e democratas de longa data, e chegaremos fácilmente aos quatro mil e tal. Juntem os filhos,as filhas os pais,os irmãos,etc... que também são militares e depressa chegaremos aos cinco ou seis mil. Tambèm concordo com o JPP acerca da ocupação de certos cargos essenciais,por pessoas que embora de reconhecida competência, não serão convenientes éticamente nos tais cargos. Mas isto é um defeito,como disso o JPP, dos diversos govêrnos que por aqui passaram... e mais não quero adiantar sobre este assunto. É que já passaram os tais 5 anos, mas eu não quero dizer nada...não me apetece. Talvez um dia, quem sabe!
Firmeza da parte do Govêrno,deste ou doutro qualquer, é essencial, mas arrogância e falta de diálogo sério, gerará conflitualidades que ninguèm de bem aceitará!
O meu particular amigo(e meu ex-Camarada) JC, esteve muito bem. Não enfatizando o papel repressor que o Estado por vezes se socorre em alturas menos boas para ele,Estado, disse o que tinha a dizer com clareza,mas também com inteligência e sobriedade. Sinceramente gostei...Pena é que nem sempre tenha sido assim,mas isso são outros 25 tostões.
Já o FLX, então,esteve uma maravilha. É que se os Govêrnos de vez em quando fossem menos formais, se incorrectamente politicamente falassem para os Portugueses, então eram ouvidos,aplaudidos,eu sei lá... Podem-se dizer coisas muito sérias sem se estar com aquela cara de quem nada sabe, mas que tem de dizer alguma coisa.
A propósito. Dos 25 membros da UE só 8 não têm Associações Militares...ainda...e por acaso não são as mais importantes,por acaso. Mas de sindicatos nas FA não,não concordo. Concordo sim é que tenham um tratamento diferenciado melhor,porque os Militares são diferentes do cidadão comum.
Sobre o senhor Bush... aconselho-os a verem o documentário de Michael Moore, Farenheit 9/11. É esclarecedor e agora compreendo porque é que o nosso ex-primeiro ministro, todo se derretia com a dupla Bush/Blair, quando lhes anunciou que Portugal faria parte da Coligação... Pouco tempo depois,partia para Bruxelas...onde deve deixar ficar-se por muitos e longuìssimos anos!
Manuel Neves


publicado por quadratura do círculo às 17:15
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