Quinta-feira, 28 de Julho de 2005

Alexandre Quinteiro - Terrorismo em Portugal

(Três semanas) depois do terror em Londres não poderia deixar abordar também um pouco este tema infeliz, cada vez mais presente nos dias de hoje!
Para os mais distraídos sobre este tipo de temas enquadremo-lo do ponto de vista dos contendores.
Por um lado, e caracterizando cada uma das partes, penso que valerá a pena citar Mao Tsé Tung dizendo que a “primeira lei da guerra é preservar-nos e destruir o inimigo”... Deste modo, o que os terroristas pretendem quase sempre é isto… se calhar até na forma inversa da frase (“destruir o inimigo e preservar-nos”).
Por outro lado, nos países democráticos, a liberdade acarreta certos riscos e o controlo existente pode ser medido, por exemplo, com o tipo de informação que Francis Pisani, um jornalista, usou no “Le Monde Diplomatique”, na edição de 4 de Junho de 2002 (p. 5) com dados do “The Economist” de Londres: “ 90% do transporte mundial de mercadorias é feito em contentores (há mais de 15 milhões em circulação) e que menos de 2 por cento desse contentores passam por uma inspecção alfandegária ou policial”.
É caso para dizer que se isto é a medida do controlo que escapa nos Estados democráticos, imagine-se o que é possível esperar das acções dos terroristas nos próximos tempos!
É claro que não temos em Portugal os factores que nos podem fazer temer o terrorismo que ameaça países como os EUA, a G.B., a Espanha ou a Rússia. Mas temos outras desgraças! Em Portugal grassa outro tipo de terrorismo neste momento: o dos atentados ambientais na vertente dos incêndios florestais!!!
São verdadeiros terroristas os pirómanos que ameaçam a vida de particulares que, desesperados, se põem a correr atrás das labaredas como podem, para salvar os seus bens, muitas vezes idosos carenciados em zonas rurais. É um crime hediondo e equivalente a atentados suicidas - com a “cobardia” de que nem sequer chegam a ser suicidas!!!
Não é possível continuarmos todos os anos a ver aumentar a área ardida e assistir incólumes ao desbaratar de recursos sejam eles ambientais ou financeiros!
Onde estão agora então as críticas vorazes ao estado das coisas e que na anterior legislatura não paravam de vociferar ataques à incompetência do Estado na gestão da coisa pública?
Afinal foi só retórica meus senhores, retórica fácil para consumo rápido e sazonal… sempre ideal, no início da “silly season”.
Alexandre Quinteiro








publicado por quadratura do círculo às 16:27
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