Segunda-feira, 18 de Julho de 2005

Mário Martins Campos - Lucidez de ministro

O ministro Campos e Cunha é um homem muito bem preparado, lúcido e com capacidade técnica, para exercer este cargo, como qualquer outro na área das finanças publicas.
A sua falta de traquejo político, dá-lhe uma ingenuidade de procedimentos e linguagem, que chega a parecer demasiado “naif”, não viesse de um homem com a sua preparação intelectual.
A sua falta de tarimba política, não o deixa ser opaco, omisso ou encapotado, no que diz respeito ao estado e ao rumo das suas finanças. Não se deixa condicionar, na gestão de questões de estado, por calendários politico-eleitorais, capazes de deixarem para “depois” aquilo que é verdadeiramente importante e urgente.
Quem fica a ganhar é o País.
O ministro das finanças, veio agora, e mais uma vez em antecipação, erguer a bandeira amarela, em tom de aviso ou preparação.
Que o estado das finanças publicas não é famoso, já todos o sabemos, que é importante levar a cabo sacrifícios, repartidos por todos, também. O que ainda não sabíamos, era que provavelmente ainda teremos de aumentar o nosso nível de esforço, com o objectivo de reduzirmos o peso que cada um de nós perpetra no estado, nas áreas mais criticas, para o controlo da despesa publica. A Saúde e a Segurança Social.
Adicionalmente, é importante analisar com rigor, aquilo que é a política de investimento publico.
O investimento público é uma área fundamental. «A ideia de que o investimento é sempre algo de bom é errada» como diz o próprio ministro. E a constatação de que «hoje viveríamos melhor se certos investimentos não tivessem sido realizados», parece-me ser um exercício de lucidez, que deve ser encarado como um ensinamento para o futuro e mais para o presente, no momento em que estão a ser tomadas decisões nesta área.
A selecção dos investimentos é importante, senão «hipotecamos, gastando com investimento, o presente e comprometemos o futuro com prejuízos de exploração», afirma e bem o Sr. Ministro.
De facto é de momentos de lucidez e clarividência técnica (mas também política), como estes que o País precisa. É pois importante, ter a certeza que, «A qualidade da despesa pública passa pela criteriosa e apertada selecção dos investimentos. Caso contrário, temos, hoje e no futuro, menos benefícios do Estado ou mais impostos»
p.s.: Aquilo que se encontra entre «» são transcrições do artigo que o Sr. Ministro das Finanças publicou no jornal “Publico”.
Mário Martins Campos



publicado por quadratura do círculo às 16:33
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