Segunda-feira, 11 de Julho de 2005

Baltazar Pinto - China e globalização

Há muito que procuro em notícias vozes que se libertam do marasmo político para vociferarem razão sobre a permissão à entrada da China no mercado global. Não falo isto por achar que a globalização deveria ser um clube fechado mas sim por pensar que a China não estava e ainda não se encontra num nível social aceitável para ser considerada uma concorrência leal. Sempre ouvi os políticos portugueses culparem os empresários da crise que representou a entrada de produtos chineses no mercado português, no entanto nunca ouvi ninguém levantar-se e dizer que nenhuma empresa consegue concorrer com outras que empregam crianças e empregados que apenas levam para casa o suficiente para irem vivendo. Eu não vejo outra forma das empresas nacionais conseguirem sobreviver a este mercado global a não ser reduzir as regalias dos trabalhadores de forma a conseguirem preços equiparáveis aos apresentados pelas empresas sedeadas na china. Mas isso vai contra a ideia principal do mercado global, penso eu, a ideia primária deveria ser expandir para outros países o nosso modo de vida. Entendo que o mercado chinês é sedutor para as grandes empresas que vêm nele uma forma de venderem os seus produtos ou serviços aos milhares de habitantes, mas isso significa esquecer as pequenas e médias empresas que representam o maior numero no nosso país e nos outros países europeus. Não vejo muitas empresas com capacidade financeira para fazerem investimentos na china de forma a aproveitarem esse mercado, não o vejo por várias razões. 1º A maior parte das empresas portuguesas mal consegue sobreviver nesta conjuntura nacional quanto mais prescindir de alguns euros para procurar um possível mercado na china 2º A China mantém a sua politica proteccionista facilitando a exportação mas dificultando a importação Sendo assim só resta uma 3º opção às empresas portuguesas que é deslocar a sua produção para aquele país aumentando mais ainda o numero de desempregados. Creio que a globalização é uma óptima ideia desde que os países que a integram tenham a mesma consideração pelos trabalhadores, de outra forma apenas vamos ver a redução da qualidade de vida para um nível que não o idealizado. A União Europeia já há muito que é desconsiderada em vários países europeus por tentar aplicar regras e politicas que em nada ajudam o povo e cada vez mais esse povo mostra que esta União Europeia é prescindível. Os políticos não se deveriam orientar pela vontade das grandes empresas mas sim pela vontade da maioria das pessoas, creio que ainda é assim que funciona a democracia. Espero ainda ver alguém levantar-se e vociferar bem alto de forma a acordar este problema do dragão que estamos a alimentar.
Baltazar Pinto
publicado por quadratura do círculo às 17:30
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