Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Nuno Moreira de Almeida - Retrato de Portugal

Pedofilia na Casa Pia.
Situação económica caótica.
Empresários meramente preocupados com os seus interesses pessoais pouco
valorizando o mérito dos seus colaboradores e metendo na gaveta a sua
responsabilidade social.
Decréscimo do investimento estrangeiro em Portugal.
Sistema educativo paupérrimo.
Professores que persistem em achar que "é uma maçada aturar crianças" e que
apenas ambicionam pelo final do ano lectivo, sem a preocupação de ensinar
correctamente as matérias curriculares aos seus alunos, levando a cabo
greves descabidas e despropositadas que apenas servem os interesses de
alguns sindicalistas.
Universidades geridas por clãs mafiosos, com ligações à maçonaria, à
prostituição e ao tráfico de armas.
Governantes e políticos embrenhados num carreirismo serôdio em que apenas
ambicionam atingir os seus objectivos individuais, esquecendo o espírito de
serviço à causa pública e o bem-estar dos seus concidadãos, nomeadamente as
franjas mais desfavorecidas.
Partidos políticos transformados em agências de emprego e em clubes de
amigos.
Comunicação social manipulada e manipuladora, sem qualquer critério de
qualidade.
Pais que adulteram a sua tabela de prioridades, pensando em 1º lugar na sua
carreira, hipotecando a educação e a formação dos filhos. Criminalidade cada vez mais elevada associada a sentimento de insegurança
crescente por parte dos cidadãos.
Proliferação de xenofobia e de racismo.
Forças de segurança pouco motivadas e pouco zelosas.
Ausência de solidariedade e de espírito de entreajuda entre os cidadãos. Conceito de família em clara desagregação. Devastação da nossa floresta por acção dos fogos.
Esta é uma forma muito simples e bastante resumida de caracterizar o
Portugal com o qual entrámos no século XXI.
Como os sinais de melhoria nos planos social, político e económico, são
perfeitamente nulos, existe uma forte probabilidade de que todas estas
vertentes se agravem e se cave um fosso cada vez maior.
Em contraposição, olhamos para o lado e vemos uma Espanha, pese embora a
praga de terrorismo que tradicionalmente a tem assolado, perfeitamente
pujante e com uma vitalidade invejável, onde o conceito de cidadania é mesmo
levado a sério.
Razão talvez tivesse Miguel de Vasconcelos, o qual enquanto Secretário de
Estado da duquesa de Mântua, vice-raínha de Portugal, em dependência do rei
de Espanha, se tornou persona non grata por assumir a colaboração com a
representante da dominação filipina.
Um visionário!
Nuno Moreira de Almeida

publicado por quadratura do círculo às 13:22
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