Quarta-feira, 29 de Junho de 2005

Fernanda Valente - A propósito de erros

Os críticos na rede e entenda-se “rede” no sentido mais lato, vulgo oposição, comentadores políticos, jornalistas, voyeurs…, por falta de argumentos palpáveis que consubstanciem uma crítica construtiva e sã, direccionam o olhar público para os erros de um Orçamento Rectificativo, pertencentes a uma rubrica com mero carácter informativo, que nem sequer obstam a que o mesmo seja votado em Assembleia.
Mas, infelizmente, ninguém é perfeito, sobretudo quando nos referimos ao Sr. Ministro das Finanças e respectivo staff, a braços com uma das maiores crises orçamentais jamais vividas por anteriores executivos.
A oposição, sobretudo a que representa o 2º maior grupo parlamentar, preparada que estava para se opor, fazer oposição a um governo nascido de dentro do Partido Socialista ( que, segundo as palavras de Manuela Ferreira Leite em Congresso, é um partido que não governa, que não sabe governar), vê-se confrontada com uma prática governativa que de socialista não tem nada, tornando assim improcedente todo o conteúdo argumentativo de que dispunha para voltar a arregimentar os seus eleitores fujões no próximo acto eleitoral legislativo.
Mas, o Engº Sócrates surpreendeu-nos a todos, a nós cidadãos eleitores que viabilizámos a constituição do seu governo com algumas reservas, e até aos próprios militantes socialistas.
Como disse Tony Blair, nas declarações que proferiu após o encerramento da cimeira europeia e quando o acusaram de ter sido o causador do seu insucesso, não é uma questão de “ideas” ou “ideals”, mas de “modernisation”, acrescentando eu, no nosso caso, também uma questão de sobrevivência e garantia de continuidade da nossa independência.
O Engº Sócrates, para além de um excelente “gestor de recursos humanos”, ao saber rodear-se da nata de um painel de técnicos “experts” nas diferentes áreas de actuação do governo, mostra uma coragem e uma determinação muito acima da média de todos os políticos que têm passado pelos sucessivos governos, afrontando o “poder” das corporações, até aqui julgado intocável, e enfrentando as críticas no interior do seu próprio partido, gerindo os ânimos mais controversos da melhor forma que pode, entendendo eu, inscrever-se neste contexto, as nomeações bastante polémicas que levou a efeito, donde destaco a de Fernando Gomes para a vice-presidência da Galp e a de Manuel Maria Carrilho para candidato à Câmara Municipal de Lisboa.
Fernanda Valente



publicado por quadratura do círculo às 19:41
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