Quarta-feira, 29 de Junho de 2005

Mário Martins Campos - Sampaio e Banca

O Dr. Jorge Sampaio veio a terreiro, tecer algumas considerações sobre o papel da banca no desenvolvimento do País, que levantaram alguma celeuma.
Na minha opinião, de forma empolada e de desproporcionada.
No entanto, depois de durante a campanha eleitoral, este sector ter sido atacado de forma vil, como o grande responsável pela queda do governo, bem como após isso, apontado como o grande “poupado” do sistema fiscal, sobre quem tem de cair as espadas do Fisco, é natural que a hipersensibilidade sobre o sector bancário esteja ao rubro.
O que o PR disse, tem dois aspectos fundamentais, que não são do domino da opinião, mas dos factos:
1. O capital de risco é maioritariamente publico, o que é um absurdo.
2. O sobreendividamento das famílias é uma facto incontornável.
São dois aspectos distintos, mas que devem ser igualmente encarados de frente.
Em relação ao primeiro aspecto, o PR quis convocar para a construção de uma sociedade assente no conhecimento e na inovação, aquilo que de melhor existe na economia nacional, e lembrou-se do sector bancário, como uma referência e uma âncora indispensável para esta tarefa. A banca deveria sentir-se elogiada porque o Presidente da República ao tomar esta posição, reconheceu o esforço de modernização, inovação e sucesso do sector bancário nacional, que se coloca nestes aspectos ao lado do melhor que se faz no mundo.
Bem sei, que o capital de risco não é a vocação da banca, sei igualmente que existem critérios associados às normas de Basileia II, que impedem a incorporação de risco na estrutura financeira das instituições bancárias, mas também sei que existem mecanismos de organização das unidades orgânicas dos grupos financeiros, que permitem gerir a distribuição do risco.
Basta comparar os índices, associados ao suporte a capitais de risco, com o que existe em Espanha, para entendermos, que é possível fazer mais e melhor.
No que diz respeito ao segundo aspecto, terá de facto de partir das entidades reguladoras, o controlo àquilo que muitas vezes parece ser o “el dourado” financeiro, que promete tudo e mais alguma coisa, em troca de facilidades e com demasiado facilitismo.
Ai sim, o PR criticou. E bem!
Mário Martins Campos

publicado por quadratura do círculo às 19:38
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