Quinta-feira, 16 de Junho de 2005

Fernanda Valente - Grandes e pequenos

Pedir a um “grande” Estado-Membro da UE que aumente, de uma forma substancial, a sua contribuição a favor de outros “pequenos” Estados-Membros que foram privados, por razões históricas, de “crescer” em condições normais e de acordo com as regras naturais da evolução da economia afecta ao espírito do capitalismo, e, posteriormente, reclamar igualdade de direitos em termos decisórios da ordem política e constitucional, corresponde a uma lógica que ainda nenhum princípio doutrinário ousou reconhecer como sua.
O poder económico tem sido o motor da evolução da sociedade, e continuará a sê-lo, por mais que isso signifique supremacia de poder de uns Estados por oposição a outros.
Talvez a via da hostilidade por parte dos cidadãos europeus, não seja a melhor resposta no combate ao statu quo, podendo pôr em risco tudo o que de bom até aqui foi conseguido, nomeadamente a criação de uma moeda única e da sua entidade reguladora, o BCE, (medida que atira a polémica da ratificação do Tratado Constitucional para os antípodas daquela que deverá ser a racionalidade comportamental do capital humano), visando a sustentabilidade do crescimento económico no espaço comunitário europeu, quer através do modelo social, como defendem uns, ou do modelo liberal, como defendem outros. No fundo, ambos pretendendo alcançar os mesmos objectivos.
A transformação do “welfare” em “workfare” que consubstancia as políticas adoptadas pelos seguidores de um estilo de governação apelidado de “terceira via”, acaba definitivamente com a demasiada protecção dos trabalhadores e, consequentemente, com o peso excessivo que essa metodologia representa nas finanças públicas, insistindo mais nas reformas estruturais da economia, como factor determinante na criação de emprego, na implementação de políticas macro-económicas em prol do crescimento, e, em finanças públicas sustentáveis. Finanças públicas sustentáveis em inter-relação com as reformas estruturais ajudam ao crescimento económico, promovendo, por sua vez, a criação de emprego.
Este foi, pois, o modelo de governação seguido por Tony Blair no Reino Unido, e o resultado está à vista.
Fernanda Valente


publicado por quadratura do círculo às 15:28
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