Quinta-feira, 16 de Junho de 2005

Diogo Roquette - Sobre a crise

A crise - I - É no mínimo estapafúrdio colocar numa empresa estratégica e que movimenta muitos milhões de euros, um senhor que em questão de combustíveis a única coisa que vislumbra é que quando um carro entra na reserva acende a luz e apita. II - É confrangedor assistir em pleno hemiciclo os senhores deputados, juntamente com o MNE, discutirem a próxima esmola a pedinchar em Bruxelas, será que esta matéria não merece um certo recato? Fica a imagem de um fulano que ao passar no metro ouve o indigente dizer: não aceito menos de 25% do fundo de coesão que o senhor leva na carteira! III - É infame que em nome do combate à evasão fiscal, o meu vizinho possa conhecer qual o montante e natureza das minhas despesas de saúde, se pago muito ou pouco em ensino ou habitação; para não falar na triste intenção de tornar Portugal numa horda de delatores, vulgo bufos. Se o Ambrósio do 5º esquerdo é tão desenvolto a subir as escadas do prédio, porque razão declarou ao fisco uma pomada para os artelhos? interroga-se o denunciante do R/C ao olhar para o IRS do vizinho. Vou ter que investigar! Vou investigar! IV – Muito nos divertiu a ultima “bujarda” do Alberto João, ao declarar que as mães de alguns senhores da comunicação social do continente andam a comer sandes de mortadela à beira da estrada; o que seria de nós sem o Jardim ajudar-nos a superar a crise e, valha a verdade, alguns são mesmo. VIII - Esta estória da cumulação do vencimento com a pensão referente ao Ministro das Finanças cheira a alma de invejosos bem ao estilo português; gostava de saber quantos que agora o criticam, se na mesma situação, recusariam a “mordomia”, no entanto, o ministro devia ter em atenção o ditado popular que ensina que “Quem capa não assobia”. IX – Quando me falam na crise, lembro-me do verso que Mário Soares trouxe ao conhecimento do público e que “acerta na mosca” sobre o que os portugueses pensam destes pensionistas que nos governam:

Você tem-me cavalgado,

Seu safado! Você tem-me cavalgado.
Mas nem por isso me pôs
A pensar como você.
Que uma coisa pensa o cavalo;
outra quem está a montá-lo.

Diogo Roquette
publicado por quadratura do círculo às 13:00
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