Segunda-feira, 6 de Junho de 2005

Abel Cunha - Reformas

Como a generalidade dos portugueses, quando comecei a trabalhar e desde então passaram mais de 40 anos, o estado obrigou-me a celebrar um contrato de reforma e assistência na doença, cujos termos eram simples: Eu e a entidade empregadora pagávamos ao estado uma taxa sobre o vencimento e, este comprometia-se a assistir-me na doença e a pagar-me uma reforma a partir dos 60 anos.
Chegado o momento de assumir as suas responsabilidades neste contrato, o estado altera as regras do mesmo atirando com a idade da reforma para os 65 anos. Claro que já todos sabíamos que o estado não é pessoa de boa fé! Mas também todos sabemos que quando uma das partes não cumpre, resta à outra recorrer aos tribunais.
Não é aceitável o argumento de que a Segurança Social não tem dinheiro, porque a ser verdade, certamente tal se deverá a má gestão e assim há que responsabilizar os maus gestores. Veja-se que o banco de Portugal, que de alguma forma todos pagamos, consegue dar reformas milionárias a pessoas que lá trabalharam 6 anos!!! E que o sindicato dos bancários garante as reformas dos trabalhadores da banca por inteiro e actualizadas.
A questão é que após o 25 de Abril de 74, todos passaram a ter pensões e reformas mesmo que para a Seg. Social nunca tivessem descontado um tostão, ou seja, de repente deu-se a todos o que pertencia a alguns.
Aceitando à partida que o estado deve assistir os menos favorecidos, deverá fazê-lo com fundos criados para o efeito e não com o dinheiro de quem andou uma vida inteira a descontar uma parte do seu salário para poder continuar a comer quando deixa de trabalhar. Fazer caridade com o dinheiro dos outros é efectivamente fácil.
Abel Cunha



publicado por quadratura do círculo às 17:40
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