Segunda-feira, 6 de Junho de 2005

Samuel de Castro Osório - Constituição Europeia

Muito ficaram surpreendidos pelo claro Não expresso pelos eleitores
Franceses, quando confrontados com a validade da Constituição que se
pretende aprovar para a União Europeia. E a questão não é a de saber se os
franceses votaram não à constituição Europeia, não à europa ou não ao
governo vigente em França. O certo é que todo o conceito europeu ficou em
causa agora, e ficará quando o tratado for chumbado em mais uma série de
Paises onde isso irá de seguida ocorrer.
Ao longo de vários séculos, poderosas figuras tentaram fazer pela força
aquilo que hoje uma série de intelectuais querem fazer pela diplomacia,
congregar o poderio economico-social da Europa em apenas um estado,
maximizando essas potencialidades e impedindo que as assimetrias culturais
destruissem estes Estados Unidos da Europa.
Infelizmente, e mau grado as intenções imediatas até serem valoráveis, é
triste verificar que todos esses intelectuais são refèns dos seus proprios
medos, e do sistema que, por ser justo, não é executável. Ao terem medo de
referendar a constituição alguns revelam medo que o povo lhes não partilhe
as ideias, ao globalizaram esqueceram-se que as regras que estavam a criar
seriam iguais para todos, e veem-se agora obrigados a mudar as regras já
depois de o jogo ter começado, em ordem a compensar as assimetrias que o seu
génio não preveu.
Mas continuemos, o próprio sistema de adesões, que de forma liberal aceitava
as candidaturas de novos países que quisessem subjugar-se a este projecto em
comum esbarrou no medo de admitir a Turquia, uma vez que os seus cinquenta
milhões de habitantes representariam, segundo o também aprovado e destemido
metodo de repartição de poder a potência mais poderosa desta nova união. E o
medo de permitir que uma nação de pendor Muçulmano tome conta dos desígnios
da Europa arrepia quem exala aos ventos que a nova união será Laica. Na minha opinião pessoal, a unica forma como a Europa poderia resultar seria
apenas e só sobre a forma de União económica e Monetária, com pequenas mas
contundentes instituições de justiça que pudessem livrar os países mediocres
da corrupção judicial ( não só mas também Portugal). Só assim teria alguma
logica a existência de uma união entre países tão diferentes social
economica e culturalmente.
Claro que, os democratas não aceitarão esta decisão da maioria do Povo, pois
como sempre, as duas decisões são apenas consultivas. Em Portugal também já
se passou algo de muito semelhante, quando ocorreu o referendo sobre a IVG
(interrupção voluntária da Gravidez), ficou a ideia que o unico resultado
que seria vinculativo seria o sim.
Portugal será dos países mais prejudicados com o fim anunciado da
instituição Europeia, pois o nosso caracter indeciso e brando fez com que
nos tornassemos dependentes dos subsidios, como se vivessemos sempre na
dependência do Pai superior.
Samuel de Castro Osório
publicado por quadratura do círculo às 13:22
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