Quinta-feira, 19 de Maio de 2005

Mário Martins Campos - Caso Portucale

O “caso Portucale” levantou o véu a um tema, que muitas vezes ouvimos falar na surdina do nosso quotidiano, mas que nunca ninguém viu, todos sabem, ninguém prova e apenas desconfia.
O crime de tráfico de influência é um crime de difícil prova, uma vez que se trata, na maior parte dos casos, de um crime desmaterializado.
Quanto a este crime, muito provavelmente, a dificuldade de arregimentar provas contra os actuais arguidos, terá como resultado provável, o mesmo resultado de todos os outros, que se levantaram anteriormente: Ninguém será condenado!
(...)
O despacho governamental, é vergonhoso para todos os políticos envolvidos, e em particular para Luís Nobre Guedes, que se apresentou como o arauto da defesa do ambiente e da luta intransigente contra os interesses e os poderes instalados. Pois bem, esta decisão, não é mais do que um vergar perante o poder económico de um grupo privado, em nome dos interesses e à volta de legitimidade duvidosa.
Este despacho é uma tentativa despudorada, de fazer impor como públicos, interesses exclusivamente privados.
Bem sei, que vivemos num país em que a iniciativa privada, esbarra muitas vezes, nas regras burocráticas do estado, mas utilizar esse argumento para justificar este tipo de comportamento, relativo ao “factor cunha”, parece-me muito pouco sério e facilmente aplicável a todo e qualquer crime da mesma natureza.
Este caso, fez-me ir buscar à minha memória, um comentário que tinha feito, sobre a evolução dos orçamentos de campanha de alguns partidos, entre duas eleições da mesma natureza. A minha questão era simples, continua sem resposta, mas talvez se entenda melhor. Porque é que um partido como o CDS, que não aumentou a sua base de apoio, nem significativamente os seus resultados eleitorais, multiplica por muitos o seu orçamento eleitoral, só porque está no centro da governação?
(Nos últimos quinze dias, estive em total dedicação ao meu filho, ao abrigo da minha licença paternal. Ele tem 6 meses e muito provavelmente quando ele crescer, vou ter de lhe dizer: “Martim, aqui existiam umas arvores, chamadas sobreiros, mas em nome de um interesse público cortaram o teu interesse particular de as conhecer...”)
Mário Martins Campos
publicado por quadratura do círculo às 18:56
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