Terça-feira, 3 de Maio de 2005

Fernanda Valente - Candidatura de Isaltino

A Associação Nacional de Municípios Portugueses, presidida por Fernando Ruas, ilustre militante do PSD e presidente da Câmara Municipal de Viseu, entendeu por bem promover um encontro de autarcas, de âmbito nacional, com vista a defender os seus direitos, nomeadamente, os que se prendem com a manutenção dos cargos que agora exercem, contra a lei da limitação de mandatos, em discussão no Parlamento, a bem da vontade popular, expressa através dos votos que os elegem.
Ora, todos nós sabemos como é que os autarcas da maior parte dos municípios do interior são eleitos. Até já tivemos oportunidade de assistir, ao vivo e a cores, a uma dessas técnicas recorrentes de marketing, em véspera de actos eleitorais: distribuição de galináceos pela população, ofertas de cestas básicas de bens alimentares, promessas de emprego ao nível de varredor de rua, já não falar daquela a que eu chamo de “política do chafariz”, a puxar a nacionalismos atávicos, demonstrativos de comportamentos perfeitamente serôdios.
O poder político central vai-se mantendo indiferente a esta profusão de episódios, que em nada contribuem para o bom nome da classe política, muito pelo contrário, até prejudica a imagem dos políticos, que se quer impoluta, sobretudo daqueles em quem nós depositamos maior confiança, quando lhes confiamos a gestão das nossas instituições.
Designadamente, o PSD optou por não aceitar a candidatura de Isaltino Morais à Câmara Municipal de Oeiras, partindo do princípio (que não serve a todos) da recondução dos autarcas em exercício de mandato. Isaltino Morais suspendeu o seu mandato da C.M.O., tendo sido substituído pela actual presidente, na sequência de um convite que recebeu de Durão Barroso para integrar um executivo que, entretanto, veio a extinguir-se, encontrando-se, neste momento, o ex-autarca livre para se recandidatar àquele município.
A razão que o PSD evoca para não reconduzir Isaltino Morais no cargo, prende-se com a situação jurídica que este tem pendente nos Tribunais. – O mesmo irá passar-se com Valentim Loureiro, presumo eu, cuja situação jurídica, altamente comprometedora para este autarca, naturalmente não se resume a manifestações subjectivas de índole persecutória por parte dos agentes judiciários, como já deu a entender -.
A resposta de Isaltino Morais, ao se apresentar como candidato independente, abdicando de todo um património de militância política que conquistou ao longo dos tempos, é um acto de coragem, revelador da confiança que os eleitores sempre depositaram nele, do mérito de que dispõe pelo trabalho realizado naquele município, a excelência de uma das zonas urbanas mais bem conseguidas da nossa costa litoral.
Fernanda Valente


publicado por quadratura do círculo às 16:04
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