Sexta-feira, 26 de Maio de 2006

Manuel Mesquita - Livro de Carrilho

Tive uma certa paciência para ver (...) na TV - canal 1, o debate sobre o último livro do Dr. Carrilho. Fiquei esclarecido. Quem deve estar agradecido ao programa é mesmo o Dr. Carrilho o ex-candidato à Câmara de Lisboa. Teve ali umas quase duas horas em que, sem pagar um cêntimo, mostrou-se aos portugueses de vários ângulos, com sorrisos à mistura e por vezes com um grande plano da capa do seu último livro.
Não sei o que se passou no estúdio quando o debate terminou: talvez que todos se tivessem cumprimentado, como gente civilizada, depois de toda aquela "algazarra" . Uma palavra de apreço para o Dr. Pacheco Pereira que ao longo do programa se manteve calmo e com argumentos que não foram desmentidos pelo Dr.Carrilho. Foi a nota positiva do programa. Mas então de que se trata, no livro? Dum conluio entre poderosas forças de bloqueio que compraram jornalistas. E foi isto e apenas isto que fez perder as eleições ao filosofo e professor, no entender deste.Pena foi que lá não tivesse estado o Dr. Sousa Tavares.
Foi mesmo muita pena. E, aqui, teve sorte o Dr. Carrilho.
Gostaria de deixar aqui consignado que o Dr. Carrilho não é mesmo pessoa simpática ou pela qual se sinta ou possa sentir um mínimo de simpatia. Poderá ser um bom professor, um intlectual de craveira, um bom marido e um bom pai. Nada disso estará em causa. Mas que não é simpático, ai disso não se tenha dúvidas. O programa de ontem mostrou-nos um Carrilho agressivo e pretensioso, por vezes até malcriado no geito de argumentar e defender as suas razões e argumentos.
Ainda me lembro da falta de aperto de mão ao candidato Carmona Rodrigues. Todos nos lembramos. Como nos lembramos que volvidos alguns dias, em cena pública, deu a mão à palmatória, e de sorriso de orelha a orelha, cumprimentou então o candidato que o venceu nas autárquicas.
O Senhor deputado Carrilho deve perguntar para dentro do seu partido se gostam mesmo dele, qual o capital político que auferiu durante todos estes anos.Ao povo de Lisboa já perguntou nas últimas autárquicas e já tem a resposta.
E gora se vê, que as rosas vermelhas distribuídas pelas ruas de Lisboa, com sorrisos e a mulher à mistura, era apenas para inglês ver e porque as câmaras de televisão estavam ligadas.Sem câmaras não haveria rosas nem sorrisos.
No programa de ontem o mesmo deputado fez uma publicidade gratuita ao seu livro mas deu-nos a todos nós que o vimos uma má imagem.De um homem arrogante e convencido. Só que os portugueses, não são parvos e não se deixam ir em cantigas. Depois não se queixe, Dr. Carrilho!
Manuel Mesquita
publicado por quadratura do círculo às 20:14
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