Terça-feira, 26 de Abril de 2005

Fernanda Valente - Elevação do CDS

Primeiramente, parabéns pelo nível de elevação que presidiu ao XX Congresso do CDS/PP. Foi um raro momento televisivo que nos manteve atentos ao ecrã pela noite dentro.
O discurso de despedida de Paulo Portas, foi, como todos os anteriores sempre foram, frontal e assertivo. Mas este, pela primeira vez e desde o abandono de Durão Barroso, teve o mérito de reconhecer publicamente a culpa directa do então primeiro-ministro, no desencadear de uma crise política sem precedentes, de dimensões até aqui ainda não quantificadas, cuja tendência natural é a continuidade da sua propalação. No entanto, esta crise tem vindo a verificar-se inócua, pelo que tem contribuído para a renovação de todo o sistema político-partidário desde as ideologias de esquerda até às da direita propriamente ditas.
Mas, Paulo Portas, também afirmou, a título de recado à próxima liderança, que o partido não deveria passar da "governabilidade à marginalidade". Por outras palavras, segundo ele, o mais certo era manter-se numa linha de continuidade, obviamente a que Telmo Correia subscrevia, ou seja a continuidade do nada, de coisa nenhuma. (Contudo, a avaliar pelo rosto de satisfação que apresentava Paulo Portas no final do Congresso, esta minha apreciação poderá ser bastante falível).
Entendo que marginal tem sido a política do CDS/PP de há uns anos para cá, sempre funcionando como apêndice do partido social-democrata, sempre mendigando participação política nos seus projectos governativos, indiferente à força que essa participação sempre teve na viabilização dos executivos liderados por este partido, designadamente o último em que muito e bom trabalho foi feito, e que sem a participação do CDS/PP, isso não teria sido possível. O CDS/PP, por seu turno, sempre exigiu muito pouco em troca, resumindo-se o retorno dessa colaboração à atribuição da tutela de alguns ministérios, porventura os de menor relevância política.
A apetência que é conhecida a Marques Mendes pelo não envolvimento de parceiros estratégicos nos planos eleitoralistas do seu partido, justificando este facto os anticorpos que, entretanto, criou contra eventuais futuras coligações com o CDS/PP, e a simultaneidade da nova liderança deste partido, protagonizada por Ribeiro e Castro, são dois factores determinantes para que o CDS/PP comece a pensar com a sua própria cabeça, a andar pelos seus próprios pés ... o terreno é bastante promissor, prevendo-se que as árvores dêem os seus frutos a quem os queira e saiba colher.
Fernanda Valente

publicado por quadratura do círculo às 21:57
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