Quinta-feira, 14 de Abril de 2005

Paulo Garrido - Há quanto tempo foi 20 de Fevereiro?

Nos jornais de hoje, e nos de ontem, e convictamente nos de amanhã, sei quem vai ser o principal alvo de comentários de todos os comentadores políticos, sei bem qual o partido que servirá para encher uma páginas em destaque. Sei-o pela preocupação ainda vísivel e transversal em determinados meios de comunicação, que acenam e protestam, incapazes de despir a camisola, inconscientes que o Governo já governa, e que as reformas prometidas foram lançadas para o final da legislatura em nome de se poder comprar Aspegic no Continente. O Sr.Belmiro agradece a deferência e vê assim recompensadas as suas intervenções públicas em nome da estabilidade governativa. Tudo em nome da transparência.
O que em determinados congressos é visto como salutar discordância, é vista noutros como fracturante dissidência. O debate democrático de uns, é rapidamente o “desnorte” ideológico de outros. Visivelmente, e digo-o interpretando os sinais que nos chegam da sociedade, até os próximos combates eleitorais estarem resolvidos, vamos continuar a assistir a uma intoxicante campanha jornalística direccionada não sobre quem governa, mas sim sobre o maior partido da oposição. Essa mesma evidência é apoiada no número de artigos publicados em orgãos informativos, onde o silêncio do Governo é idolatrado, e se viram baterias para a social-democracia.
É espantoso como afinal agora existem boas receitas extraordinárias, que o aumento dos impostos é uma medida da qual não se pode fugir, e que Durão Barroso afinal é um competêntissimo e ilustre membro da sociedade portuguesa, cujo trabalho como líder da Comissão Europeia está a ser muito meritório. De trapalhadas estaríamos conversados, mas os interesses a que certos e determinados orgãos de comunicação estão presos conseguem esquecer tudo isto, porque afinal, o Mendes com 56% é que tem uma liderança enfraquecida.
Será assim, certamente até às autárquicas e até às presidenciais. Que importa que Mariano Gago estar de volta a um ministério depois do terror que por lá espalhou, ou que o antigo líder do CDS seja membro do Governo em troca de umas declarações pré-eleitoralistas que fez? O Mendes é que está desnorteado, a direita perdida, e sem ideias.
Poupem-se uns trocos nos jornais, porque vêm aí o aumento do IVA, do IA e da idade das reformas, e as notícias, essas sim é que vão ser mais do mesmo, sobre os mesmos, mesmo quando representam a perda da isenção jornalística e política.
Paulo Garrido
publicado por quadratura do círculo às 17:31
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