Terça-feira, 12 de Abril de 2005

Carlos Monteiro de Jesus - Limitação de mandatos

Tento ser espectador assíduo do v/programa por considerar o mesmo bastante útil à sociedade. De facto, as análises, os comentários, as sugestões, enfim toda a panóplia de ideias defendidas por quem sabe e por quem é (ou foi) eleito democraticamente num estado de direito (como dizem que é o nosso), são discutidas de forma descomprometida, isenta e sem pensar no proveito próprio ou no lucro de algum partido em especial. A melhor forma de se debater política é a que se assiste neste programa. São programas como este de debate alargado a todos os pensamentos políticos que se contribui para uma visão do futuro que queremos para o nosso Portugal. Os intervenientes, embora militantes partidários são de uma isenção que apraz registar. Três partidos representados bastam para resumir de tal forma o pensamento político da nossa sociedade, que depois de se assistir a um programa de tão altíssimo grau intelectual (saliente- -se “político”), qualquer simples eleitor (como eu) fica cada vez mais convicto da necessidade de se aproximar do seu eleito para partilhar o sublime prazer das suas brilhantíssimas ideias. Para não me alargar mais em considerações, o meu “voto de louvor” vai direitinho para a “inovadoríssima” ideia apresentada nessa noite por um dos intervenientes e de imediato corroborada pelos restantes, incluindo o moderador que pela sua postura, sem alaridos, também entendi como sendo uma ideia pacífica e boa para todos. Viava o progresso - Viva a inovação. Ora aí está a ideia : “Limitação de mandatos em cargos executivos”. Estou totalmente de acordo na exacta medida em a mesma foi apresentada e
defendida:
Por exemplo: Um cidadão eleito de um grupo de pessoas já anteriormente auto nomeadas (leia-se Comissão Política Concelhia) vai a votos encabeçando uma lista para a Câmara Municipal, tem mais votos que os outros, depois de convenientemente excluídos os votos, brancos, nulos e a tal abstenção (tanto lembrada até às vésperas das eleições) e ... já temos Presidente. Mas este deve ter um número limitado de mandatos. Medida que deve ser posta em prática já em Out./05. «Mas sem efeitos retroactivos» Há que salvaguardar os bons exemplos, como sendo “Braga”, “Vila Nova de Poiares”, “Castro Verde”, “Montemor- o-Novo” e outros símbolos do orgulho democrático português. Mas, Mas, mas, nunca, nunca, mas mesmo nunca tal medida pode tão pouco ser sonhada em ser aplicada aos lugares de deputado/a. Estes, sim, deverão sempre ser mantidos com as actuais regras ultra democráticas, em que Portugal se encontra na vanguarda dos Sistemas Eleitorais. Aliás, o nosso País dá cartas nesta matéria (como noutras) por esse mundo fora. Desde a Revolução dos Cravos que ainda hoje temos deputados desse tempo. Cidadãos eleitos de forma totalmente democrática.
É sem dúvida uma honra, um privilégio ter no nosso pequeno país, quem se sacrifique anos a fio para o bem público de tal forma que às vezes até é necessário mudar de partido, outras vezes criar um novo, fazer coligações, tal é a pressão do povo para se candidatarem. Outras vezes até têm que percorrer vários círculos eleitorais cada vez que o povo é chamado a votar, tal é a necessidade de os mesmos continuarem ajudando as nossas regiões. Por vezes ainda, as pessoas menos esclarecidas não percebem o que vai na alma desses candidatos quando dizem, estou neste Distrito do meu coração porque casei aqui, ou porque o meu avô paterno nasceu aqui, ou porque trabalhei aqui uma vez, ou simplesmente “Puseram-me aqui e pronto”. Apenas e só para servir Portugal – cinco dias por semana com entrada às 09.00 Horas e saída sabe Deus quando, com 25 dias úteis de férias. Também pouca gente faz ideia o esforço que é fazer parte de uma lista dos grandes partidos – ser dos 4 primeiros em Aveiro, ou dos 2 no Algarve, ou dos 10 no Porto, ou dos 15 em Lisboa, ou dos 5 em Braga ou ter que encabeçar em Bragança ou Évora. Para não falar dos círculos da emigração onde este ano na Europa tanto se preocuparam com os votos nulos. Tão desgastante é esta vida, tão pouco recompensada e tantas vezes incompreendida que parece só por milagre divino alguns conseguem ter algum merecido descanso. Acontece, por vezes de forma totalmente isenta (como sempre) como aconteceu quando o grande Actor António Silva presidiu ao júri da eleição da Rainha das Costureiras em “A Canção de Lisboa”, quando alguns familiares directos destes deputados são legitimamente eleitos, havendo, assim, uma saudável continuidade democrática denominada “renovação”.
Agradeço a v/atenção e aproveito a oportunidade para desejar felicidades ao programa. Espero que jamais convidem pessoas anti-democráticas, como aquelas que não defendem uma democracia verdadeiramente representativa como a nossa.
Momentos de reflexão:
O 4º da lista do PS em Coimbra irá ser eleito?
O 3º da lista do PSD em Viseu irá ser eleito?
O 2º da lista do CDS-PP no Porto irá ser eleito?
O 3º da lista da CDU em Setúbal irá ser eleito?
O povo escolhe quem?
Bom, o melhor é pagarmos as quotas para ver se entramos na Quota Democrática. O problema é encontrar o cobrador indicado.
Carlos Monteiro de Jesus



publicado por quadratura do círculo às 17:29
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

 

.Fevereiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28


.posts recentes

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Teste

. João Brito Sousa - Futecr...

. Fernanda Valente - Mensag...

. António Carvalho - Mensag...

. João G. Gonçalves - Futec...

. J. Leite de Sá - Integraç...

. J. L. Viana da Silva - De...

. António Carvalho - Camara...

.arquivos

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

. Janeiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds