Quinta-feira, 7 de Abril de 2005

Mário Martins Campos - Reflexões eleitorais

Começaram as autárquicas.
Começaram, mas não para todos, uma vez que à direita ainda mora a incerteza e a tentativa de ganhar um rumo (novo ou não...).
O PS, ao que parece, já tem candidatos às duas principais câmaras do País.
Lisboa e Porto têm, nestas como em todas as eleições autárquicas, um particular interesse, pois os resultados eleitorais, nestes dois concelhos, têm implicações e interpretações, que vão muito para lá da mera decisão, de quem irá governá-los num próximo mandato.
Enquadradas no ciclo eleitoral que o País atravessa, estas eleições revestem-se de particular interesse, pois os seus resultados terão inevitáveis consequências, no nível de força e estabilidade política de cada um dos partidos em disputa.
Assim, estas eleições serão um momento importante, para o reforço da confiança, que o eleitorado depositou no actual governo. Bem como, serão de importância vital, para a construção de uma dinâmica de vitória para as eleições presidenciais. Temos portanto, umas eleições de impacto tripartido (autarquias, governo, presidência).
Para ganhar as presidenciais, é fundamental garantir que o ambiente político, resultante da disputa autárquica, seja potenciador de candidatos pluri-partidários, capazes de albergarem em seu apoio, um vasto leque de perfis ideológicos.
Neste cenário, e dadas as vicissitudes politicas dos partidos da direita, é no centro-esquerda que esta hipótese é a mais viável. Se existir um candidato, que congregue todo o centro-esquerda, esse será certamente o próximo Presidente da Republica.
Não basta pois ganhar as autárquicas, e esperar que atrás da onda de vitória, venha a conquista das presidenciais. É importante, mas não determinante.
Dito isto, reveste-se de particular interesse e importância, a politica de alianças autárquicas, que os diferentes partidos irão fazer, em todo o País, mas muito em particular nas principais cidades. Não é de todo à toa, nem de forma ingénua, que pessoas com a experiência política do Dr. Mário Soares, têm feito referência, de forma insistente, à importância que têm as alianças (ou não) nestas eleições, uma vez que o desgaste de um combate político autárquico, pode deitar a perder a possibilidade, de apresentação de uma candidatura, verdadeiramente agregadora e naturalmente vencedora.
Mário Martins Campos



publicado por quadratura do círculo às 15:31
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