Quarta-feira, 6 de Abril de 2005

Fernanda Valente - Perfil de António Borges

Não fosse a jornalista Judite de Sousa especialista na desmontagem de intenções, e nós não teríamos ficado com uma ideia clarificadora do perfil do Dr. António Borges enquanto militante do PSD, político activista e co-autor de uma moção de estratégia a ser apresentada no próximo congresso deste partido.
Segundo nos fez saber aquele ilustre economista, esta é uma moção de estratégia que dá voz a uma terceira via de entendimento programático no interior do partido, que, à partida, não se revê na candidatura de Luís Filipe Menezes, e encara a eventual vitória de Marques Mendes à presidência daquele partido como um mal menor. Sempre que da ala conservadora do PSD surge um pedido de socorro, evoca-se o Dr. António Borges como prenúncio de salvação, no sentido da renovação de um partido que, entretanto, perdeu a sua identidade no âmbito do espectro político-partidário do centro-direita, consequência do recente naufrágio de que foi vítima.
Parece-me que, mais do que assumir-se como o motor da renovação deste PSD moribundo, António Borges pretenderá - com as suas constantes invectivas mediáticas e ao traçar sempre o mesmo quadro sinóptico das directivas que aponta para a solução dos problemas, quer do partido, quer do país - obter com antecipação os dividendos que o PSD sempre proporcionou aos seus militantes mais exemplares (Dias Loureiro, um entre muitos), em que são inúmeros os cargos para os quais são convidados a exercer funções no domínio empresarial privado, cargos altamente remunerados, e cuja única ocupação é saber gerir a esfera de influências a que ficaram ligados através do desempenho das pastas ministeriais que lhes foram atribuídas em sucessivos governos. Em suma, o Dr. António Borges pretende ingressar na política activa pela porta da frente, de preferência com a passadeira vermelha estendida a seus pés, sem ter que primeiro "vestir a camisola" (para usar a terminologia futebolística aberrante, mas que já se dignou entrar nos compêndios do léxico do senso comum), em muitos casos, usada até à exaustão por parte de anteriores militantes que conferiram ao partido o estatuto que ainda hoje beneficia, mas que está na eminência de se vir a anunciar terminal.
Fernanda Valente
publicado por quadratura do círculo às 20:02
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