Quarta-feira, 23 de Março de 2005

Luís Dias - Olhar para o Ensino

Gostaria muito de lembrar a todos que o verdadeiro problema do país é a falta de uma política coerente, eficaz, construtiva e duradoura sobre a problemática do ensino em Portugal. Digam o que quiserem do desemprego, digam o que quiserem da falta de meios, de transportes, de riqueza. Digam o que quiserem das finanças públicas, o que é facto é que os portugueses são iletrados em relação à Europa!
Não interessa discutir a razão de tal facto, pois ela remonta a séculos anteriores, mas sim discutir o presente, quais as medidas, que eu diria de emergência, deveriam ser aplicadas ou não! A falta de planos e objectivos nesta temática apreende-se no tipo de objectivos estudados pelos políticos - "aumentar a taxa de sucesso dos alunos" ou ainda "escolaridade obrigatória até ao 12º ano", como se com a implementação de medidas legislativas conseguissem desenvolver a cultura dos portugueses em relação aos seus estudos, que diga-se, é a pior da Europa.
Faltando um "desígnio" em Portugal, eu diria que é sem dúvida o ensino! Não percam tempo a discutir o TGV, façam isso no intervalo de almoço. Pensando no sonho Guterrista do "desenvolvimento sustentável", é tempo de o aplicar no concreto, investindo e muito no ensino.
Dignifiquem-no. Sublinhem a sua importância, façam uma campanha enorme para mostrar aos portugueses a importância do ensino, a importância de ter estudos! Mostrem que, se não "estudarmos" todos, ficaremos sem dúvida na cauda da Europa, pois não temos o potencial académico que todos os outros têm.
Invistam nele. Dinheiro gasto em submarinos ou em tanques? A guerra é hoje de conhecimentos, técnicas e economias. Guerreiem nesses temas. Incentivem os privados a investir no ensino, pois é nele que o seu futuro está decidido.
Facilitem o ensino, simplifiquem-no. Chega de reformas em cima de reformas em que os professores já nem sabem (nem acreditam) o que é que vai melhorar ou se foram feitos estudos sobre a reforma anterior. Tudo sobre o joelho, basta! Chega de "experimentalismos" (deixem isso para os holandeses). Pensem num plano para 30 anos. 50! Convivam com o PSD sobre esta matéria.
Criem as condições para a multidisciplinaridade e intervenções na sociedade. Promovam intersecções entre o privado, as empresas e as escolas, as associações das freguesias ou concelhos.
Só num investimento mais forte no ensino a todos os níveis se conseguirá ultrapassar a barreira cultural própria do país da iliteracia, só dessa maneira se conseguirá chegar aos mesmos níveis no ensino da Europa a longo prazo, só desse modo conseguiremos um dia aspirar a ser Europeu em todo o seu significado. É esse o verdadeiro desenvolvimento sustentável.
Luís Dias

publicado por quadratura do círculo às 18:41
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