Quinta-feira, 10 de Março de 2005

José Palma - Limites da crítica

Diz o Dr. Pacheco Pereira que deixou os cargos que tinha no Partido (desafiando outros a fazerem o mesmo) para, na condição de "simples" militante de base, poder usufruir de toda a liberdade para defender as suas posições. Acontece que o Dr. Pacheco Pereira, mesmo sem esses cargos, não é um "simples" militante de base. É um militante de base que, nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, foi, apenas, cabeça de lista do seu Partido e que dispõe (sem dúvida por mérito próprio), de palcos mediáticos absolutamente inacessíveis a qualquer "simples" militante e mesmo aos que não sejam "simples". Por outro lado e aceitando que os três ilustres convidados desse programa nele participem em nome individual e não em representação partidária e que o critério de escolha tenha sido o mérito e competência pessoais (indiscutíveis), a verdade é que é um de cada Partido. Foi por acaso? É evidente que não. Logo, é inevitável que quem vê o programa, identifique cada um deles com o seu Partido e, na prática, os veja como seus representantes (lembram-se que uns programas atrás o Dr. Lobo Xavier, face às posições do Dr. Pacheco Pereira, disse que estavam a precisar aí de uma pessoa do PSD?). Assim sendo, considera o Dr. Pacheco Pereira que é éticamente aceitável a sua posição de ataque sistemático ao seu partido e em termos mais radicais e cáusticos que os utilizados pelos adversários? Porque razão não lhe passou pela cabeça deixar de participar no programa?
Sem sair do programa, era bom reparar, por exemplo, na posição do Dr. José Magalhães. Nas eleições internas do PS, foi (penso não estar enganado) apoiante da candidatura de Manuel Alegre. Esta candidatura disse do Engª José Sócrates e do aparelho supostamente por ele dominado, quase tanto como o Dr. Pacheco Pereira disse do PSD e do Dr. Santana Lopes. E qual foi a atitude do Dr. José Magalhães?
Como repararam, não fiz (propositadamente) qualquer juízo sobre a forma como o Dr. Santana Lopes chegou a Primeiro Ministro, nem sobre a sua actuação enquanto tal, nem sobre a acção do Governo no seu conjunto.
José Palma

publicado por quadratura do círculo às 18:41
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