Terça-feira, 8 de Março de 2005

Mário Martins Campos - Tarefas imediatas no PSD

Os dados estão lançados.
Na corrida à liderança do PSD, existem duas candidaturas no terreno, e muito dificilmente aparecerá uma terceira via.
Manuela Ferreira Leite, almejada por alguns como a protagonista da tal via alternativa, não só recusou a sua candidatura, como tapou a possibilidade de surgir uma outra personalidade, de dentro da sua facção partidária, que assumisse a tarefa. Com o argumento de que a sua candidatura, seria mais do mesmo, quando em comparação com a de Marques Mendes, retirou todas as pretensões, de todos quantos, sendo seus apoiantes, se preparavam para avançar, no caso da sua rejeição.
Com os dados lançados a campanha começou. E não começou bem.
Qualquer um dos candidatos está a cometer um erro de orientação no seu discurso. O PSD e os seus candidatos a líderes têm de estar preparados para um período de oposição, que pode ser longo. Assim, falar para o partido, como se estivesse a falar para o País, e como se fosse ser governo daqui a um mês, é um erro de palmatória, que só servirá para iludir a discussão séria, que é necessária e indispensável, para a construção de uma oposição forte e credível, que tanta falta faz ao País.
Os candidatos a líder têm de entender que são neste momento, isso mesmo e não outra coisa. O discurso deve ser, sobretudo um discurso virado para a análise dos efectivos problemas do PSD, com uma discussão aberta e sem pudores do que correu menos bem, e deve consubstanciar-se numa proposta credível de oposição e não de governo.
Fazer propostas de governo (e algumas a revelarem falta de preparação e bom senso, como a de abolir o Tribunal Constitucional e a Alta Autoridade para a Comunicação Social), é incorrer num erro de fazer uma fuga para a frente, que deixará todos os esqueletos no armário, prontos para criarem problemas no médio prazo.
Quem quiser ser líder do PSD tem de falar para o interior do partido, e só depois falar para o seu exterior.
Propostas de governo, têm de ser cimentadas por uma liderança consolidada, de forma a lhes dar um nível de credibilidade, que não têm neste momento. Ninguém ouve nenhum dos candidatos a líder, como futuro primeiro-ministro. Essa é uma imagem que têm que construir, de forma penosa e sustentada, durante um período de oposição, que se antevê longo.
Ora, apresentar como slogan de campanha - "Portugal quer um PSD forte", é um contra-senso, quando dito passados 8 dias, de Portugal ter expresso de forma clara, que neste momento, quer o PSD fraco.
O que Portugal quer é que o PSD retome a seu lugar de partido matricial da democracia Portuguesa, que se apresente na oposição como uma alternativa credível ao governo de Portugal, mesmo que por um período eternamente longo...
Mário Martins Campos




publicado por quadratura do círculo às 18:31
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

 

.Fevereiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28


.posts recentes

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Teste

. João Brito Sousa - Futecr...

. Fernanda Valente - Mensag...

. António Carvalho - Mensag...

. João G. Gonçalves - Futec...

. J. Leite de Sá - Integraç...

. J. L. Viana da Silva - De...

. António Carvalho - Camara...

.arquivos

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

. Janeiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds