Quinta-feira, 3 de Março de 2005

Luis Lima - Contra a depressão

Antes de mais o meu total acordo ao texto de Mário Martins, sobre o choque ético, ainda que este não se deva restringir á relação Governo / Comunicação social mas aplicar-se a toda a prática politica e financeira. Escrevo para chamar a atenção para o artigo de Luis Delgado, (no Diário de Notícias de) hoje, sobre os anti-depressivos. Este artigo é bem a marca de uma personalidade confusa, de argumentação fácil e contraditória, bem ao estilo do anterior PM de má memória. Ao contrário do que afirma, os Portugueses não são depressivos, podem até ser péssimistas, mas as duas coisas não se confundem. Tal como alertei há uns meses, a depressão e o aumento do consumde anti-depressivos instalou-se em Portugal, por motivos óbvios de uma crise generalizada e prolongada. Acontece que uma crise ( desemprego, precaridade no emprego, prepotência patronal, insegurança quotidiana nacional e internacional, exploração mediática da tragédia, culto da futilidade bem sucedida, impacto do Euro no custo de vida, falta de credibilidade da justiça, etc.... ), não é por si só uma razão definitiva para a depressão, mas a falta de esperança na resolução dessa crise é seguramente razão para o desencanto e a depressão. Um desempregado, com dois anos de F. de desemprego, com as normais obrigações financeiras de qualquer pessoa, se não vir uma luz ao fundo do Túnel, tem toda a razão para estar muito deprimido. E o mesmo acontece a um estudante que andou cinco anos a tirar um curso superior e só arranja trabalho num " Call center " ou como vendedor. Enquanto isto, os tais deprimidos, olham á volta e comparam o seu fado com o dos Isaltinos das C. municipaís , os Portas dos Independentes e das Modernas, os Presidentes das nossas empresas públicas etc.. contentes, satisfeitos , muito bem instalados e com o seu futuro muito bem assegurado. A vida não é a preto e branco, como se retira de uma das colunas mais "deprimentes " de Graça Moura, após as eleições. Existem muitas cores pelo meio e a Esperança tem de ser repintada em tons mais alegres e positivos, a bem da Saúde Nacional.
Luis Lima
publicado por quadratura do círculo às 18:19
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