Terça-feira, 20 de Julho de 2004

Mário Martins -Tristezas

Depois de tanta desgraça, só faltava mesmo aturar os nossos políticos que
vergonhosamente se prestam ao que dizem defender as cores nacionais, isto
é, Portugal, não vá alguém chamar-me de fascista ou coisa parecida.
Sinceramente não sei o que pensar de tanta trapalhada que anda por aí. Ando
triste e não sei por onde passa o nosso futuro. Verdade seja dita, que já
esteve bem pior, mas depois de tanto sacrilégio será que valeu a pena? Será
que vale a pena continuar a lutar por uma causa justa que ao bom estilo
português nunca chegará ao seu destino final? Por ai andam algumas criaturas
que esperam que D. Sebastião regresse à sua bela e maravilhosa pátria. Enfim
do país do Futebol, Fado e Fátima. Foi preciso encontrar um homem de outra
nação para nos fazer dar valor ao que realmente somos. É triste e deprimente
que assim seja. Mas começando pelos nossos representantes estes sim têm
muito que aprender. Façam as pessoas pelo menos acreditarem nas vossas
palavras.
Um jovem universitário,
Mário Martins
publicado por quadratura do círculo às 16:46
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JL Viana da Silva - Cultura

Santana Lopes foi secretário de Estado da Cultura quando da construção do CCB. Foram gastos mais de 100 milhões de contos, 500 milhões de euros, na sua construção! Na altura, conversando com um vereador da Cultura de um municipio local, Paredes, dizia-lhe que todo esse dinheiro deveria ser gasto em pequenos centros culturais, um por concelho! Ele dizia que talvez! O cenário da conversa foi o polivalente de uma escola secundária, onde uma associação juvenil organizava um festival de teatro amador (da qual eu fazia parte). A ideia surgiu de daquela situação eu achar que era mais necessário ao país um centro por concelho que um grande centro em Lisboa! De facto, parece ser frequentado por escassos espectadores e sem projecção nos meios de comunicação social portugueses! Parece ter sido uma má aposta cultural. Se se olhar para o futebol vê-se que existe quase um clube por freguesia, muitos por concelho, etc. Temos, em consequência, dos melhores jogadores do mundo! Economicamente, talvez, o futebol não seja muito rendível por esse exagero! Um centro cultural por concelho pode elevar a cultura dos portugueses e criar um grupo de mais de trezentas empresas rendíveis! Utopicamente falando seria criar uma movida local, regional, nacional e quiça exportar um produto que em Portugal há muito é escasso! Uma movida onde teriam lugar as vanguardas, o clássico, e as coisas mais populares! É uma necessidade que a médio prazo pode ser uma boa fonte de riqueza! Toda a matéria prima é humana e podia ser quase exclusivamente nacional! Santana Lopes, a primeiro ministro, poderia dar esse passo de gigante que desde a ditadura de Maio de 1926 ninguém deu!
JL Viana da Silva
publicado por quadratura do círculo às 16:13
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Amora da Silva - Governo que merecemos?

A propósito do governo de Santana Lopes e do próprio, como cabeça do mesmo,
será que ainda se poderá continuar a dizer que "cada povo tem o governo que
merece"?
Por mim, calculo, não sei exactamente com que fundamento, que a maior parte
dos leitores deste país preferem revistas como "Maria", "Caras" (fico por
aqui dada a minha incultura no género), a revistas como "Visão" ou " Exame" e
os que acedem a leituras mais extensas, na sua maioria prefere
escritores(as) pilantras; quanto a jornais os desportivos, quero dizer os
que tratam da bola, são os que melhor se safam; e se formos para a música os
"Pimbas" levam a melhor muito à frente, porque ainda há pouco quis oferecer
um desses discos à minha querida sogra e estava esgotado em tudo quanto é
sítio; e nas artes do palco só vingam as coisas leves do género "Revista; e
na televisão é o que sabemos: depois do Big Brother fictício temos o Big
Brother real do qual, em termos de governo, entrámos na 2ª parte. Tenhamos
paciência que lá chegará a altura de alguém mandar uns pontapés (onde? na
Sónia, num árbitro, num apito, numa mesa, ...) para, como uma pedrada no
charco, animar o circo. Depois de dois anos ricos em distracção animada pela
pedofilia e pelo euro ou surgem novos motivos ou este governo está perdido:
embora seja elevada a classe dos figurantes e tenha um óptimo encenador,
poderá o povo não se encontrar à medida do espectáculo oferecido. Poderá o
elenco achar que o cachet é demasiado baixo e que não está para aturar mal
agradecidos.
Aguardemos. O espectáculo só agora começou!
Amora da Silva
publicado por quadratura do círculo às 16:09
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Nuno Santos - Sobre uma capa

(...) Uma questão com seis meses: O Dr. Santana Lopes lançou por essa altura um livro. Chama-se “Causas de Cultura”. Sim, Cultura. Confesso a minha parca capacidade (se comparada com as do Dr. Pacheco Pereira ou do Professor Marcelo Rebelo de Sousa) para ler todos os livros (ou quase todos). Por isso não li este.
Mas a curiosidade levou-me um dia na livraria a senti-lo na mão e a passá-lo pelos dedos.
Detive-me na capa. O Dr. Pedro Santana Lopes ao lado de um grande arquitecto que um dia há-de terminar uma obra nunca iniciada por Santana em Lisboa. Mas o que me chamou a atenção não foi a postura de nenhum deles (quase como amigos ou companheiros de longa data, numa cruzada pela cultura e por causas de cultura). Detive-me no detalhe. Aquilo seria uma fotografia? Não parecia! Seria então uma pintura? Era o que parecia, de facto! Os meus olhos aproximaram-se e… Não era uma pintura. Nem uma fotografia!
Sorri sem gosto! O que ali estava na minha frente era algo de arrepiante, de facto!
Num acto de quase desespero, procurei a ficha técnica ou qualquer coisa na esperança de ainda encontrar um autor para aquela capa. Mas não havia!
As minhas suspeitas estavam confirmadas: o que ali estava nas minhas mãos era simplesmente a capa de um livro, concebida a partir de uma qualquer fotografia sem autor, tratada num programa de edição de imagem tipo Photoshop para que parecesse uma pintura.
De facto, o que ali estava à minha frente, não era nem foto, nem uma pintura. Era uma fraude intelectual, que desculpamos ao nosso filho no jornal da escola, mas que nos transforma o sorriso de gozo que não consegui primeiramente evitar, numa vontade de dizer: “eu não faço parte do mesmo Portugal”.
Esta classe política que hoje se contenta com este “volume” de cultura lançado pelo Dr. Santana Lopes é a mesma que suporta o desfoque que é feito sistematicamente em nome de ideais, políticas e progresso. Um desfoque que não visa já sequer “enganar” todos. Mas só os que não lêem o livro, os que não sabem o que é o Photoshop, os que não sabem o que é uma pintura e os que nem querem saber. E esses, são quase todos. Nesse aspecto, o trabalho do Dr. Pedro Santana Lopes quando passou pelo Governo com a pasta da cultura deverá ter sido brilhante. A pequena percentagem dos que notam a fraude continua a ser ínfima e não me consta que algum político esteja entre esses.
Nuno Santos
publicado por quadratura do círculo às 12:32
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2004

Amora da Silva - Louvores

Num tempo em que todos se atropelam a correr para palcos para os sítios onde
as luzes mais incidem, é gratificante ver outros sairem de uma peça que
seria cómica se de pura representação se tratasse. O preço do bilhete que
não quisemos, de pagamento compulsivo, será elevadíssimo e todos terão de
assistir até ao desenlace.
Louvo a atitude corajosa de Ferro Rodrigues, por quem não tive nem tenho
simpatia. Louvo a atitude corajosa de António Vitorino, porque é preciso
força para resistir à atracção do poder. Louvo, sobretudo, a atitude corajosa
de Pacheco Pereira, porque outros se calam mas ele não e porque não anda
por empurrões. E louvo José Sócrates pela esperança de que possa trazer
alguma salubridade à política que deveria ser a mais nobre das actividades
do homem. Amora da Silva
publicado por quadratura do círculo às 20:06
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Ricardo Garrido - Concurso de professores

Depois das eleições europeias, do Euro 2004, do folhetim presidencial
eleições antecipadas/Santana Lopes e agora as expectativas quanto à
composição do novo governo, há assuntos que continuam afastados da
comunicação social. De facto, depois dos erros assombrosos cometidos pelo
Ministério da Educação aquando da saída das primeira e segunda listas
provisórias de ordenação dos professores, relativas ao concurso 2004/2005, a
incompetência continua, e continua, e continua, ... . Faz lembrar a
publicidade às famosas pilhas.
Então não é que as listas de colocações de professores só serão publicadas
no dia 15 de Agosto, em pleno período de férias de quase todos os que
aguardam com ansiedade o resultado das mesma para poderem decidir o seu
futuro?
Só para recordar, em anos anteriores as listas de colocações eram publicadas
em meados de Junho. Posteriormente, os docentes interessados concorriam aos
destacamentos, afectação dos Quadros de Zona Pedagógica, preferência
conjugal, etc., sendo o resultado desse concurso conhecido apenas no final
de Agosto. É ainda de lembrar que no ano passado esses resultados foram
conhecidos apenas nos primeiros dias de Setembro, tendo criado algumas
complicações nas escolas que necessitavam de professores para assegurar o
serviço de exames nacionais do 12º ano.
Ao serem publicados os resultados das colocações em meados de Agosto, quando
serão conhecidos os resultados dos destacamentos e afectação aos quadros de
zona pedagógica? Finais de Setembro? Então a comunicação social nada tem a
dizer sobre o assunto? Já viram o que seria dos hospitais, sem médicos, à
espera da sua colocação? Dos tribunais a aguardar a colocação de juízes? Das
esquadras sem polícias? Das repartições de Finanças sem funcionários? Do
Governo sem ministros e secretários de Estado ? Do Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras sem inspectores? De uma fábrica sem operários? Não seria tal um
escândalo nacional? Então e as escolas poderão funcionar sem o número de
professores necessário?
Do meu ponto de vista, há algo de inexplicável que está a suceder. Como é
óbvio, aos professores não é actualmente atribuído o estatuto que possuíam
quando o País estava subjugado a uma ditadura e o analfabetismo interessava
ao poder instalado. Não sendo esse o tema em análise, porque numa sociedade
aberta e democrática todos devem ser iguais e tratados de igual forma, quer
sejam médicos, jornalistas, políticos, sapateiros ou padeiros, julgo, no
entanto, difícil de explicar por que motivo uma situação que envolve dezenas
de milhares de professores, com tudo o que acarreta ao nível pessoal,
social, económico e profissional, não é encarada pela comunicação social
como algo extremamente grave e inaceitável. Mas há algo para o qual devo
chamar a atenção: quando se iniciar o ano lectivo de 2004/2005 e as escolas
funcionarem a meio gás, os pais vão começar a aperceber-se que os filhos não
têm aulas, que não sabem o que lhes hão-de fazer, onde os deixar, e aí,
talvez só aí, o País se aperceba que alguém cometeu uma falha muitíssimo
grave. Espero que, na altura, não culpem os professores pelo sucedido.
Há ainda mais reflexos da total incompetência dos responsáveis do Ministério
da Educação. Eu, como milhares de outros professores, apresentei duas
reclamações aquando das publicações das duas listas provisórias. A primeira
foi para o caixote do lixo porque as listas foram anuladas. Entreguei uma segunda
reclamação, praticamente igual à primeira (o que significa que, se não
tivesse sido deitada ao lixo, o Ministério, pouparia trabalho, papel,
paciência, tempo e dinheiro), pelo que aguardo pacientemente que o
Ministério me comunique por escrito, via correio, o tratamento dado à mesma.
Dado que em meados de Agosto, quando saírem as listas, eu estou em período
de férias, como poderei consultar a resposta e o provimento, ou não, dado à
reclamação? Se eu fosse passar férias ao Brasil ou à Cochinchina, o que
obviamente não vai acontecer porque sou professor e os rendimentos não dão
para tanto, teria que vir a Portugal propositadamente para não ver o meu
futuro profissional posto em causa? O mais certo seria prescindir dessas
férias mas, se tal ocorresse, estaria a prescindir de um direito
fundamental. É lógico que, se fosse apenas eu, seria grave mas o País não
pararia para se debruçar sobre o assunto. Afinal, para o bem e para o mal,
uma andorinha não faz a Primavera. Mas não sou só eu; são milhares de
professores.
De qualquer forma, como tenciono concorrer ao destacamento se não for
colocado na escola que pretendo, vou ter que o fazer até ao dia 5 de
Setembro, segundo consta. Ora, terei que aguardar a saída das listas
provisórias de ordenação desse concurso, aguardar o período de reclamações e
a saída das listas de colocação. Há alguém, minimamente bem intencionado,
que possa garantir que o ano lectivo lectivo irá arrancar sem problemas até
ao dia 16 de Setembro? Ou será, mais que demagogia e hipocrisia, a mentira e
a incompetência a funcionarem de novo? Afinal, desde que começaram os
concursos não foi isso que se repetiu constantemente? Bem, vivemos em
Portugal e tenho esperança que daqui a alguns anos se venha a descobrir o
responsável pelo descalabro. Talvez alguma empregada de limpeza do
Ministério ou, mais provavelmente, o mesmo electricista que trabalhava no
hospital de Évora quando ocorreu a trágica morte dos hemodialisados.
Continuando, não é estranho que os destacamentos por condições específicas
arranquem no dia 15 de Julho, sem os interessados saberem se irão ficar
efectivos nas escolas para onde irão pedir destacamento?
Ao longo deste imbróglio já contactei diversas vezes o Ministério da
Educação por via electrónica. Nem uma resposta. Escrevi para diversos orgãos
de comunicação social, canais de televisão, jornais, Provedoria de Justiça,
Presidência da Républica e houve «feed-back». Aliás, fiquei agradavelmente
surpreendido por ter recebido, passados quatro ou cinco dias, respostas da
Provedoria de Justiça e da Presidência da República. Finalmente tive uma
resposta indirecta do Ministério da Educação. Ao ser publicado um excerto de
uma carta minha para o «Correio da Manhã», por baixo vinha a resposta da
Dra. Joana Orvalho afirmando que eu tinha toda a razão nas reclamações
apresentadas mas que o erro tinha sido meu por me ter enganado a preencher
os impressos (é estranho ter havido milhares de erros do mesmo género).
Convém esclarecer, em jeito de contra-resposta fora de horas, que eu
efectuei a profissionalização em serviço como formação inicial e que nas
instruções para preenchimento dos impressos do concurso estava bem claro que
devia ser indicada a data de conclusão da formação inicial mas para a
profissionalização em serviço devia ser indicada a data de homologação da
mesma (publicação em «Diário da República»). Foi o que fiz e, por ter
seguido as regras, o erro foi meu.
Por já não estar com paciência para escrever para o Ministério da Educação,
mais valia falar para as paredes, por sentir que o País dá mais importância
a tantas outras coisas e a Educação vem lá muito para baixo na lista de
prioridades de cada um, o que no actual momento até é compreensível, vou
enviar este documento para uma série de endereços electrónicos porque mal
não faz e sempre me ajuda a aliviar esta terrível ansiedade. Talvez consiga
adormecer mais facilmente, talvez leia de novo o Cervantes e o seu D.Quixote
a lutar contra moinhos de vento. Talvez...(...)
Ricardo Garrido
publicado por quadratura do círculo às 20:04
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Abílio Ribeiro - Democracia em causa

Na ressaca dos acontecimentos das últimas semanas - e ainda sem estar devidamente recomposto do sucedido -, atrevo-me a fazer um julgamento de desapreço em relação aos seguintes factos: Durão Barroso optou pelo Parlamento Europeu, Santana Lopes garantiu a liderança do PSD (e, «emocionado», deixou a Câmara de Lisboa), Jorge Sampaio deu o aval ao novo governo «encabeçado» por Santana Lopes e Ferro Rodrigues saiu de cena...
Enquanto Santana, discretamente, completa a sua lista ministerial (acto que se processa a conta-gotas), eis que alguns socialistas asseguram, agora, levar o PS a bom porto. Lá mais para trás, os partidos minoritários continuam a apregoar o que toda a gente já ouviu centenas de vezes.
Em duas linhas (e até para não ocupar muito tempo de antena): a «política à portuguesa» está no seu melhor. Mas, acima de tudo, é a Democracia que está em causa. Há pouco mais de 2 anos, acabámos por ter (parcialmente...) um partido de direita no poder. Foi o povo que assim o desejou?! Barroso deixou o país em detrimento dos (seus) interesses pela Comissão Europeia. Não foi nele que a maioria dos eleitores votou para que ele governasse Portugal?! Agora, Santana assume o rosto da (des)governação. Fomos nós que, democraticamente, o elegemos?!
O tempo passa, os chefes de governo são substituídos, os gabinetes são reformulados... Numa altura em que Portugal atinge o «ponto de ebulição», com tantas reformas por fazer e cuja urgência não deveria ser menosprezada, já sabemos que as prioridades são criar novos ministérios e - sublime ideia! -, levar alguns deles para outras regiões do país. Como se Portugal tivesse uma política de e-government, sem papel, capaz de suportar tal decisão. Outra coisa não resta senão aguardar pelos episódios seguintes. O novelo já começou a desfiar-se e, pelo que temos visto, a coisa promete...
Abílio Ribeiro
publicado por quadratura do círculo às 19:55
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Fernanda Valente - Louvando Ferreira Leite

Gostaria de deixar aqui um voto de louvor à Dra. Manuela Ferreira Leite que, dentro de muito em breve, passará à galeria dos esquecidos.
A auto-determinação, o espírito combativo e a consciência da inevitabilidade são três indicadores de personalidade que, quando se manifestam em conjunto no mesmo indivíduo, podem resultar em verdadeiros actos heróicos.
Acto heróico foi a política das finanças implementada pela ex-ministra, num país em que a fuga aos impostos funciona como uma espécie de palavra de ordem para a maioria dos contribuintes.
A consciência cívica do contribuinte tem necessariamente que passar pela educação.
Num país aculto, em que o individualismo, a inveja e a ausência de valores de cidadania são o denominador comum de um número razoável de cidadãos, independentemente do seu extracto social, só mesmo com actos heróicos como aquele é que se obtêm resultados.
Também a condição feminina da personagem tem aqui muita importância, pois é um dado adquirido que, em situações de grande conflitualidade, é a mestria da mulher a que melhor se impõe.
Só os egocêntricos são 100% de esquerda ou 100% de direita. Em certos casos, as políticas têm que ser ajustadas às necessidades imperativas que viabilizam a funcionalidade de um sistema. Ainda nenhum político teve a coragem de explicar ao cidadão comum, sem escamoteios e sem recorrer aos habituais bodes expiatórios, o porquê da inevitabilidade em aplicar determinadas medidas ditas impopulares e que tanto afectam a economia doméstica das famílias. "Semear para colher" poderia ser um bom mote para início de conversa ...
Para concluir, direi que um bom ministro das finanças é aquele que der continuidade à política de reformas e contenção levada a cabo pelo anterior governo.
Fernanda Valente
publicado por quadratura do círculo às 19:51
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João Campos Costa - SMS e Ana Gomes

Mais uma vez não resisto a vir dar o meu contributo à magnífica Quadratura do Círculo.
Ainda a propósito da decisão do Presidente Jorge Sampaio, não resisto à tentação de comentar uma reacção em particular: a da "extraordinária" Dra. Ana Gomes.
Foi comovente a forma sofrida como a mais que provável futura Ministra dos Negócios Estrangeiros de um governo socialista reagiu à "traição do amigo". Mais uma vez foi possível verificar a sensatez e a prudência nas declarações da digníssima representante do Partido Socialista para as Relações Exteriores. O remate final da SMS enviada por um amigo foi lapidar como exemplo extremo da boa utilização das novas tecnologias. Acredito mesmo que a Dra. Ana Gomes passe grande parte do seu tempo na trocas de SMS, dada a enorme capacidade de síntese de que já deu mostras de possuir. Contudo, e porque sou daqueles que acha que o país não merece o brilhantismo da Dra. Ana Gomes na condução dos Negócios Estrangeiros do país, já comecei a pesquisar alternativas para o meu exílio no dia em que o Palácio das Necessidades passar a ser o seu local de trabalho. Até agora o país que mais me seduziu foi o Burkina-Faso e acho que não vou sozinho.
João Campos Costa
publicado por quadratura do círculo às 19:48
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José Filipe Barbosa - Aceleração e travagem

Quando tive conhecimento da nomeação do Dr. Santana Lopes, fiquei deveras curioso quanto ao nosso futuro politico. Passados alguns dias de reflexão, cheguei à conclusão que a dupla “infernal” Santana Lopes - Paulo Portas vai “arrasar” tanto em termos políticos como em termos de campanhas eleitorais. Somente achava que alguém teria de por algum travão no contagiante entusiasmo resultante desta dupla. Ontem fiquei ainda mais descansado quanto a este assunto – estes dois já conhecidos futuros ministros (Bagão Félix e António Monteiro) trarão o equilíbrio quando tal for necessário.
Espero voltar a ter o entusiasmo de 1980 (com a AD) embora os protagonistas de então (Sá Carneiro e Amaro da Costa) não tivessem necessidade de qualquer espécie de “travão” – eles eram o Governo, eles eram os partidos (falo com conhecimento de causa), eles eram a imagem da coragem, honestidade e serenidade.
Também espero que o recém-convertido socialista (ou já será bloquista) Freitas do Amaral não se queira agora colar tendo em vista as presidenciais. Esse homem por quem tantos deram a cara, a disponibilidade e até a integridade física quando ele necessitou, quer nos tempos do CDS, quer quando se candidatou à Presidência, deveria, no mínimo ter respeito e lembrar Amaro da Costa. (...)
José Filipe Barbosa
publicado por quadratura do círculo às 19:44
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