Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2004

Tiago Palma - Seis meses?

Desculpem a minha ignorância, mas para que serve impedir o Presidente da República de dissolver o Parlamento nos últimos seis meses do mandato? Para ele ser obrigado a fazê-lo nos seis meses anteriores aos últimos seis meses? Acabamos de assistir, há uns dias, à precipitação do dr Jorge Sampaio que, noutras circunstâncias, poderia ter mostrado um "amarelo alaranjado" ao 1º ministro, em vez de um "vermelho directo". Na minha opinião, a situação acabaria por estabilizar, mas o dr. Jorge Sampaio deve ter sentido a pressão de brevemente ficar impedido de dissolver o Parlamento, daí a precipitação. Além disso, será um bom exemplo para a Função Pública fazer do funcionário público mais importante do país alguém que não faz mais nada senão receber o ordenado ao fim do mês, durante seis meses? Haverá quem lhe chame a "rainha de Inglaterra". Muito obrigado pela atenção. Tiago Palma
publicado por quadratura do círculo às 19:10
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Nelson Henriques - Incoerências políticas

Todos nós os que lemos jornais e blogs, ouvimos rádio e vemos televisão, conhecemos desde há muito, o pensamento politico de José Pacheco Pereira.
Pacheco Pereira é um bom pensador e excelente comunicador. Não admira por isso que seja permanentemente solicitado pela Comunicação Social para opinar.
Sendo filiado do PSD desde há muito se demarcou, em muitas coisas do seu próprio partido.
Não é de agora, reconheça-se, que passou a ser uma voz incomoda dentro do PSD. Mesmo no tempo de Cavaco Silva, não podemos deixar de reconhecer que não era um incondicional.Talvez por isso mesmo nunca foi chamado a exercer cargos políticos de relevância e sua carreira politico-partidária ficou claramente condicionada.
Enquanto a Comunicação Social o solicitava e de algum modo o seu trabalho intelectual tem sido o seu ganha pão, politicamente os seus chefes partidários, preferencialmente, sempre lhe reservaram lugares fora de Portugal.
Podemos dizer que o gostaria mais de ver longe que, como agora faz, todos os dias na Televisão ou nos jornais.
Nos últimos meses tem sido um dos maiores críticos do ex e actual governo.
Pedro Santana Lopes tem de facto razões de queixa e se calhar muitas das cicatrizes que agora exibe, das facadas e chicotadas, e muitas das bofetadas que levou na incubadora foram-lhe dadas pelo correligionário José Pacheco Pereira...
Foi por isso que com enorme surpresa ouvi da boca de Pacheco Pereira que, apesar de tudo, ia votar em Pedro Santana Lopes, nas próximas eleições legislativas.
Pacheco Pereira não um militante anónimo e não é um politico qualquer. É um fazedor de opinião publica é um influenciador politico do voto de muitos portugueses.
Nessa qualidade não é fácil entender a sua incoerência pessoal e sobretudo a sua subjugação ao "cartão de militância".
Parece que afinal a "obediência" à máquina partidária é mais forte que o seu próprio pensamento politico. É pena.Pessoalmente é uma grande desilusão !
Não basta ser-se sério. É necessário também parecer-se. Se Pacheco Pereira fosse coerente com o seu próprio pensamento nunca poderia "engolir" elefantes e tapar os olhos para votar.
Se a obediência partidária é a sua referencia, a sua consciência politica, então o que devemos pensar ao ouvir e ler José Pacheco Pereira ?
Parece que a "moda" de dizer uma coisa e depois fazer-se o contrário está também a afectar outros ilustres "críticos" de Santana Lopes.
A acreditar nas últimas declarações de Marques Mendes, este está a preparar o "povo" para justificar o seu voto em Santana Lopes.
Não me admirava nada que num dos próximos comícios o Dr. Santana Lopes apresentasse a lista dos seus "inimigos públicos" que desde já lhe garantiram o seu voto para continuar a governar.
Pacheco Pereira, Marques mesmo parecem estar garantidos. E Manuela Ferreira Leite ainda a veremos num próximo comício ?
Incoerências políticas!
Nelson Henriques
publicado por quadratura do círculo às 19:04
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António José Monteiro - Paixão de Santana

PSL Iniciou formalmente a sua campanha eleitoral.
O seu comício inaugural não aconteceu em qualquer sede partidária ou espaço político "arrendado" para o efeito. Aconteceu na residência oficial do primeiro ministro. Assim, em ambiente de pose de estado, o P.M em funções de gestão discursou em profundidade sobre os temas habituais : a escandalosa atitude do PR; a perseguição feroz de que foi alvo, em quatro meses pela comunicação social, mas sobretudo pelos seus correligionários; as fantásticas medidas tomadas pelo seu "governo" em apenas quatro meses de governação, que fizeram deste executivo um modelo de eficácia, ao pé do qual o próprio Cavaco Silva sai empalidecido.
Por último, se algo "correu mal " na sua governação, os únicos culpados são ... Durão Barroso, que abandonou o executivo e o deixou com uma "pesada herança " e os traidores do seu partido, que o têm crucificado, a ponto de ter "as costas cheias de cicatrizes de facadas, a ponto de não caberem lá mais".
Ao ouvir a intensidade dramática desta expressão da boca de um P.M em exercício, sentado num cadeirão da sua residência oficial, ainda esperei, que num rasgo de exaltação histriónica o homem se despisse em directo e mostrasse aos portugueses o dorso martirizado, numa remake barata da polémica "Paixão de Cristo". As referências constantes a "Deus", ou a "Graça a Deus", ou "se Deus quiser" não me deixaram mais tranquilo. A velha diabolização da esquerda e do comunismo será esgrimida sem subtileza.
O tom da campanha está dado - populismo primário, vitimização, apelo ao portugal católico rural e profundo. O mesmo portugal que rasteja em Fátima com os joelhos em sangue, que se exalta fanaticamente à volta de questões de bairrismo como em Canas de Senhorim, que segue com mais paixão o futebolês e os seus assuntos do que as minudências da actuação política, o portugal envelhecido e empobrecido que não tem acesso á net, nem aos blogues, nem aos jornais, nem aos debates políticos dos intelectuais.
PSL deixou um claro aviso. Cuidado comigo, que sou um animal político. E usarei todas as armas que tiver, sobretudo as da autoflagelação.
Entretanto, o PP continua a campanha heróica com os nossos soldados no Iraque. Quantos corações não se enternecerão ao ver os nossos rapazes de camuflado, a lutar (não, não é pela Pátria, nem pelas saudosas colónias) patrioticamente? Será que veremos a reprise daquelas imagens de "votos de boas festas e um ano novo cheio de propriedades?" Quantos lacrimejos de simpatia não renderão estas imagens politicamente trabalhadas de apelo ao nacionalismo?
A campanha começou. Paulo Portas, a ganhar trunfos como estadista, com pose de responsabilidade e respeitabilidade. Pedro Lopes, na figura de Cristo crucificado.
António José Monteiro
publicado por quadratura do círculo às 18:59
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Hilário Forja - Poder e Pessoas

Portugal está como está, mais por uma dificuldade ou ausência de estilo de governação adequada, do que propriamente por falta de medidas económicas estruturais. Não quero dizer não exista essa necessidade, mas as medidas só existem com as pessoas, infelizmente não basta aplicá-las. Sem a mobilização as medidas começam a falhar, e às vezes não é possível quantificar essas dificuldades.
O que eu percebo e tenho cada vez maior consciência é da extrema ignorância do poder político/económico sobre o que são realmente as pessoas. Governa-se e “aplica-se” o poder com arrogância, fruto de uma crença ingénua inerente às teorias clássicas de aprendizagem, em que as pessoas são tidas como tábuas rasas, e às quais basta aplicar um estímulo adequado para obter a resposta que se pretende. Todos sabemos que isto não se passa assim, mas infelizmente a prática do poder é na sua essência exercida desta forma. O que resulta daqui são profundos desencontros do poder com as pessoas. Isto porque esta tipologia de relação é profundamente desequilibrada e aniquiladora de uma das partes, no seu acontecer enquanto elemento activo de participação. O grande desencantamento face à politica da maioria do povo tem a ver com isto, que se traduz no sentimento generalizado, que “parece não valer a pena” “eles são isto e aquilo”, ” só nos ligam na altura do voto”. Etc…
As pessoas até dão alguma margem de manobra aos políticos, porque têm consciência que não existem politicas miraculosas, que possam trazer Portugal de um momento para outro para níveis de desenvolvimento que todos queremos. O que se verifica é a existência de um sentimento, que elas são postas à margem, são desvalorizadas no seu potencial, diria mesmo, numa “aventura” interpretativa da minha parte, que não se sentem estimadas e dignificadas na sua cidadania. Pode-se dizer, que Portugal está numa “bronca” por causa deste desencontro, é que o poder necessita das pessoas para conseguir levar a cabo as medidas estruturais potencializadoras do desenvolvimento. O que acontece é que a aplicabilidade destas medidas são sentidas por uma grande maioria como actos de governação contra eles. Não tanto por não perceberem a sua necessidade, mas devido a mecanismos reactivos despoletados por esta dificuldade de encontro. A questão essencial que leva ao erro tem a ver com o estilo de governação. O que eu tenho verificado ao longo dos anos no exercício do poder é que
parece ser exercido sempre contra alguém (entenda-se grupos de referência na Sociedade), com uma argumentação de fundo de ser a favor de Portugal, como se fosse possível desenvolver um País sem o envolvimento de todos. Verifica-se que isto parece ser potencializado em virtude da maioria das pessoas, que exercem diferentes cargos de poder padecerem ou serem contaminados, daquilo que parece ser uma exacerbação de mecanismos paranóides do qual o exemplo típico é o Dr. Paulo Portas. É impressionante os inimigos que o senhor vê. Eu acho que sem querer foi-lhe atribuído a pasta certa. Entenda-se que não tenho nada contra esta figura, mas não resisti ao exemplo. Acho que somos todos válidos, até porque as características de personalidade nunca poderão ser alvo de qualquer juízo de valor, embora claro está, tenham implicações nos diferentes papeis que desempenhamos ao longo da vida.
Ao contrário do que julga a maioria dos homens do poder ele deve ser exercido no equilíbrio entre movimentos de verticalidade hierárquica e horizontalidade participativa. É claro que para isto não se pode estar preso a outras “verticalidades” por vezes não tão bem conseguidas como desejadas. Queria deixar aqui a ideia, um recado para o poder, se queremos chegar à razão o caminho mais adequado é irmos pela via afectiva, ao que parece agora até confirmado pela “Deusa” Ciência. Como diz o ditado - as moscas apanham-se com mel - Uma desculpa a todos nós pela comparação.
Hilário Forja
publicado por quadratura do círculo às 18:40
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2004

Fernanda Valente - Política que incomoda

A sordidez da política incomoda-me, ou melhor dizendo a sordidez dos políticos.
- A coligação PSD/PP desfaz-se publicamente, com mais ou menos emoção, mas promete voltar a coexistir nas próximas legislativas - era bom que nós não conhecêssemos o Dr. Paulo Portas e os constantes "volte-face" das suas posições politico-partidárias -. Por outro lado, não é que esta estratégia de marketing político dá resultado? O caso mais recente é o do Dr. Pacheco Pereira que até já disse que ia votar no PSD. Só espero é que o Prof. Cavaco Silva vote PS, sempre deverá ser mais fácil trabalhar com o Engº Sócrates do que com aquelas personagens matutas da coligação.
- A política de avanços e retrocessos do governo de gestão, que se encontra a soldo de dividendos eleitoralistas. Graça nenhuma estarão a achar aqueles que presumivelmente irão integrar o próximo governo constitucional.
- As sessões parlamentares na ilha da Madeira. O presidente daquela região autónoma promove e aplaude (...).
- A busca de protagonismo do novo secretário-geral do PC. Como é que este partido que, do ponto de vista ideológico, sempre primou pela manutenção dos princípios doutrinários mais ortodoxos, precipitando deste modo o abandono de notórios militantes que em muito contribuiram para a sobrevivência e aceitação do seu espaço político ( João Amaral foi o último "dos Moicanos" a apelar para a tão necessária renovação no interior do partido, tendo sido igualmente banido, da forma mais cruel, sem sequer lhe ter sido prestada a devida homenagem aquando das suas exéquias), como é que este partido obsoleto e retrógrado se propõe agora participar na política activa deste país?
- Finalmente, parece-me ser o Dr. Francisco Louçã o mais coerente dos políticos mediáticos.
Eu até já estou a pensar em alterar o rumo da minha intenção de voto! Pois é, tenho dito, vou votar no Bloco de Esquerda e pronto!
Fernanda Valente
publicado por quadratura do círculo às 16:53
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Nuno M. Almeida - A Hora de Sócrates

As sondagens dão José Sócrates e o Partido Socialista como prováveis vencedores das próximas eleições legislativas. Mas como alguém diria "sondagens são meramente sondagens".
Vamos a factos:
O momento político que se vive é perfeito para que José Sócrates arrecade uma vitória avassaladora, apesar dos inúmeros avisos feitos para que não se menospreze a capacidade de fazer campanha por parte de Pedro Santana Lopes e de Paulo Portas: não nos esqueçamos do infatigável "Paulinho das feiras e dos mercados".
O PSD, apesar de não ir coligado com o PP estará mais encostado à direita do que em anteriores eleições; aparece claramente refém dos do Caldas, mesmo depois do anúncio de que retomarão o "casamento" após o exercício eleitoral, deixando assim vago para o PS, todo o imenso espaço ao centro.
O PCP, sob a batuta de Jerónimo de Sousa está mais ortodoxo que nunca, pelo que as franjas comunistas moderadas seguramente se inclinarão a votar no PS.
O BE tenderá a manter o eleitorado já conquistado, apesar de eu achar que alguns dos jovens que votaram nos bloquistas em exercícios eleitorais anteriores, desta vez poderão ser seduzidos por um PS mais arejado e mais moderno do que aquele de Ferro Rodrigues.
Sendo umas eleições que se adivinham particularmente bipolarizadas creio que desta vez, todo o eleitorado socialista se mobilizará em força para votar em Sócrates e todo aquela imensa massa votante do centro, a qual pretensamente decide eleições, votará desta vez PS.
Todos estes cenários poderão ser concretizáveis a menos que os portugueses sofram de uma repentina amnésia e se esqueçam da incompetência demonstrada por Pedro Santana Lopes nestes últimos meses como inquilino de S. Bento.
Mas lá que José Sócrates pode ir sorrindo, lá isso pode!
Nuno M. Almeida
publicado por quadratura do círculo às 16:44
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2004

Pedro Cintra - Duas observações

Sobre o Presidente:
O Presidente, Dr. Jorge Sampaio, demitiu o Governo baseado no facto de este demonstrar sinais de instabilidade traduzidos
em lapsos processuais e incoerências factuais. Ora, durante todo este processo, o Presidente não só cometeu gravíssimos
lapsos processuais (de todos bem conhecidos), como também, durante o seu discurso de justificação ao país e não só, as
suas próprias incoerências foram por demais evidentes.
Uma vez que não existiram razões objectivas para a demissão do Governo, é-me também legitimo fazer a seguinte
apreciação subjectiva à actuação do Presidente: numa atitude facciosa e premeditada o Presidente da República empossou o
Governo encabeçado por Pedro Santana Lopes, contra a opinião de muitos dos seus amigos e correligionários, apenas
orientado pelo único propósito de garantir o tempo necessário à reorganização interna do Partido Socialista e permitir a
renovação da sua direcção, gasta e vencida, tendo, logo que estes objectivos foram atingidos, aproveitado o primeiro
motivo minimamente aceitável para demitir o Governo.
Deste modo o Presidente garantiu que o PS se apresentava a eleições face lavada e evitou que um Governo do PSD tivesse a
possibilidade de governar num período ascendente de recuperação económica, resultado de anos de sacrifícios,
assegurando que esse período ficaria reservado para uma futura governação socialista.
Que raio de presidente é este? Que raio de país é este?
E quem demite o presidente?...
Sobre o Dr. Pacheco Pereira:
Quanto ao Dr, Pacheco Pereira, após as inúmeras declarações no seu blog pessoal e nos órgãos de comunicação social de
três cenários possíveis, um há-de ser verdadeiro:
1 - o Dr. JPP encontra-se imbuído de ódio pessoal e move-o uma lógica de "vendetta" . Nesse caso nós não temos nada a
ver com isso e o Dr. JPP deverá tratar dos seu problemas pessoais a nível privado. Para ser mais simples, Dr. JPP nós
dispensamos perfeitamente de ouvir os seus problemas pessoais!
2 - O Dr. JPP sofre das mesmas maleitas nacionais que tanto crítica e, à semelhança de outra conhecida figura do PSD,
pratica a gosto o desporto nacional de maledicência sem qualquer objectivo superior que não seu próprio prazer pessoal.
Neste caso Dr. JPP, como de "reality shows" estamos nós fartos, poupe-nos por favor!
3 - O Dr. JPP, tal como eu o acredito, encontra-se animado de verdadeiro sentido patriótico e, nesse caso, deverá contrariar
o hábito nacional e em sede própria, dentro ou fora do PSD, apresentar uma alternativa viável e credível que ajude o País a
ultrapassar este triste período, uma alternativa que dignifique a sua estatura intelectual e o seu genuíno amor por Portugal.
Chegou a hora daqueles que ainda acreditam neste país assim o demonstrarem com coragem e, até mesmo, sacrifício
pessoal e, se assim não o quiserem, que se calem para sempre.
Num país em que todos falam, mas ninguém assume responsabilidades e até, antes pelo contrário, delas fogem, não admira
que há séculos atrás já os romanos se interrogassem: "que povo é este que não se governa nem se deixa governar?"
Aparentemente nada mudou.
Que tristes tempos para ser português, meu Deus que vergonha!
Pedro Cintra
publicado por quadratura do círculo às 18:32
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Ricardo Castro Gens - Voto em Cavaco

Não resisti a enviar o meu estado de alma sobre o país, ou melhor sobre o
que ainda resta dele. Aos comentadores do programa, gostaria de deixar esta
pequena nota. Após a demissão do governo presidido pelo dr.Lopes e a
respectiva dissolução da Assembleia da República por Sua Excelência o
Presidente da República congratulei-me com o facto de ter votado com muito
gosto no prof.Cavaco Silva nas eleições presidenciais aquando da sua
candidatura e passo a explicar.A saber:
1) Ficou agora mais do que provado de que o Dr.Sampaio não possuí qualidades
para ocupar o cargo Presidencial,por força das fraquezas e das suas
limitações, logo, nenhum Presidente chamaria a formar governo uma
personalidade como o dr.Lopes. O enredo constitucional que o actual
Presidente consolidou na sua pessoa é por demais triste digno de um país
sul-americano.
2)O Presidente da República é refém da sua estratégia.Leia-se: amorfismo.
Foi assim com o Eng. Guterres com quem pactuou do princípio ao fim,
culminando na actual chefia do governo.
Concluo pois que não chega ser ex-líder partidário ou ex-Presidente da
Câmara de Lisboa para ser Presidente da República. O estágio camarário já
nos deu que chegue: um Presidente da República embrulhado em contradições e
um primeiro-ministro sem qualquer preparo para o cargo.
Foi pois com muito gosto que «visitei» o meu voto num passado não muito
distante no Prof.Cavaco Silva, pois com ele não teriamos com total certeza
trapalhadas constitucionais como esta que vivemos e jamais teriamos tido um
governo liderado por Santana Lopes...lembram-se que Cavaco nunca o promoveu
a ministro?
Ricardo Castro Gens
publicado por quadratura do círculo às 18:26
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Padre Hermenegildo José das Neves Faria - Decisão de Sampaio

Pedir ao PS que faça consolidação orçamental é pedir a um elefante que voe, só acontece na banda desenhada. Os governos de inspiração socialista nunca foram capazes sequer de gastar com um mínimo de discernimento.
O Presidente da República dissolve desagradado com a situação política actual, mas o resultado das próximas eleições ou dá um novo governo incapaz “geneticamente” de fazer aquilo de que o país precisa, rigor financeiro e cortes no aparelho estatal, ou dá um Santana/Portas vencedor e ainda mais confirmados nas convicções que tanto desagradam à classe política em geral, será “A Vingança de Rambo”.
A culpa disto é da Europa: com os subsídios da União Europeia, Portugal habituou-se a viver para além das suas possibilidades e agora não consegue voar sozinho, vai ter que aprender a viver apenas do seu trabalho.
Padre Hermenegildo José das Neves Faria
publicado por quadratura do círculo às 18:13
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Nuno Ribeiro - Dircurso do Presidente

(Ouvi) o discurso mais hipócrita de que me lembro desde que me conheço.
O Sr. Presidente da República acaba de dizer:
- por um lado é "boa a estabilidade para o país e para a retoma económica", por outro lado, acaba de dissolver a assembleia da república criando instabilidade, adiando pelo menos seis meses de iniciativas em curso, e noutros casos, como a reforma para o ensino superior mais até;
- que o Orçamento de Estado 2005 que previa aumentos para a função pública é mau, segundo o sr. Ppresidente da República, pois "não consolida a economia das contas públicas", por outro lado, durante os governos do Eng. Guterres nunca o ouvi dizer nada acerca do despesismo reinante (reconhecidamente pelo próprio Eng. Guterres que se demitiu) que acabou por levar Portugal a situações internacionais menos favoráveis;
- por um lado, o próximo governo "irá governar com estabilidade em 4 anos", por outro lado, por razões que crenças pessoais do sr. presidente acerca da capacidade ou não deste governo, este não pode governar durante todo o mandato sufragado e é interrompido passados dois anos;
- Que são necessárias "reformas inadiáveis" para o país quando este governo já tem/tinha planeado algumas que eu conheço, como educação, justiça, adimistração pública, tendo reformado por ex. a lei do trabalho, saúde, que eu me lembre assim de momento, adiando portanto essas reformas...
Conclusão lógica:
ou- O sr. presidente da república não gostava do Sr. Ferro Rodrigues e então esperou que o PS se reconstituísse num lider mais a seu gosto,
ou- O sr. presidente da república acaba de exercer a sua função duma forma prepotente e ditatorial que me faz lembrar as birras das crianças (não gosto, não quero, não dá, não, não e não!)
Enfim, resta votar...
Nuno Ribeiro


publicado por quadratura do círculo às 18:10
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