Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

Antonio Falcão - Boatos e debates

Assisti integralmente ao vosso ultimo programa .
Apreciei as ideias “arrumadas” de P. Pereira sobre a feitura, manipulação e utilização criminosa de alguns boatos. Até aí, tudo bem.
A partir daí, fiquei absolutamente “siderado” com as conclusões extraídas imediatamente do facto, atribuindo implicitamente a sua feitura ao PSD ( ou à Juventude ) sem qualquer margem de hesitação, conectando o facto aos cartazes apresentados.
(Reveja-se o filme e observe-se a expressão de felicidade deliciada na face de J. Magalhães, enquanto falava P. Pereira!)
E não foi posta qualquer outra hipótese na sua origem ! Esperava que a análise de P. Pereira utilizasse a dúvida metódica aconselhada! Eu vou dar 2 hipóteses mais :
a) A origem do boato esteve no PS, para posteriormente poder ser aproveitada justamente para desancar o seu adversário principal;
b) A Banca decidiu actuar assim, como vingança do aumento de Impostos que o Governo introduziu.
Naturalmente, podem inventar-se muito mais suposições, cada qual a seu gosto. Não é isso que está em causa! O que é questionável é a certeza de P. Pereira sobre a conexão do boato aos cartazes do PSD ! E, das duas uma: - Ou ele sabe mais (e não disse!) o que é inadmissível e deveria merecer procedimento criminal; ou não sabe e é lamentável a sua conclusão redutora, simples e despojada...
Sou militante do PSD (óbvio, não?) ; com “companheiros” destes, venham os inimigos ...
Aproveitando a oportunidade, permitam a minha opinião sobre o tema naturalmente em foco no próximo programa.
Não fiquei minimamente esclarecido pelos candidatos. O Eng.º Sócrates parecia um software accionado por cada click dos jornalistas e mostrava o seu “site”. Santana Lopes, por seu lado, não mostrou a sua “agressividade” e não aprofundou os temas em causa, limitando-se apenas a citações. Em minha opinião – empataram...
Antonio Falcão
publicado por quadratura do círculo às 19:06
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José A. Coelho Dias - Portugal em fábula

Depois da fuga airosa de Durão Barroso, deste pântano, criado pela má gestão e fuga vergonhosa de António Guterres e de todos os acontecimentos políticos vividos até esta data, surgiu, na minha mente de vulgo Português, como tantas situações anómalas poderiam ser convertidas numa fábula para as gerações vindouras.
Talvez que Esopo a tratasse assim:
Era uma vez um lago, pequeno mas bonito, habitado por cerca de dez milhões de seres, que viviam de forma pacífica tentando superar as suas dificuldades do dia a dia.
Um dia, surgiu um sapo dizendo ter respostas para todos os problemas existentes e que transformaria o lago num paraíso.
Prometeu mundos e fundos, com ar convincente, de tal modo que os dez milhões de seres lhe entregaram a gestão do lago.
Reiterou de forma convincente a sua paixão pela Educação e Saúde dos habitantes do lago e motivou-os a viver acima das suas possibilidades.
Porém, volvidos seis anos e vendo não ter capacidade para cumprir as promessas feitas e tendo delapidado os últimos recursos existentes, declarou oficialmente a transformação do lago em pântano e fugiu.
Outros sapos, da sua família, tentaram subir ao poder. Porém os habitantes, do agora pântano, não aceitaram e resolveram entregar a gestão a um castor que parecia ter mais conhecimentos e capacidades para transformar de novo o pântano em lago.
Volvidos dois anos, depois de muitos sacrifícios pedidos aos habitantes, sem que fossem notadas francas melhorias, o castor aceitou um cargo de maior relevo no exterior e foi-se embora.
O mocho, tido como ser mais sábio do pântano, ouviu a opinião dos habitantes mais velhos e decidiu entregar a gestão a outro castor, amigo do anterior.
Este, de temperamento mais vaidoso, na sua ânsia de agradar e apresentar trabalho feito, tratou de tentar resolver todos os problemas ao mesmo tempo, descontrolando-se frequentemente e não coordenando devidamente as acções dos castores seus auxiliares.
O descontentamento dos habitantes do pântano foi crescendo e sendo intensificado pela acção da família dos sapos, sempre ansiosos de voltar ao poder.
As cobras e os lagartos também foram fazendo o que podiam para aumentar o descontentamento.
O mocho, voltou a reunir os anciãos e decidiu pôr à votação dos habitantes do pântano a eleição de novo gestor.
Aí, os habitantes do pântano, fartos de falsas promessas e de tanta incompetência, interrogam-se o que fazer.
Os sapos, já mostraram o que valem e têm ainda como ídolo o sapo que criou o pântano!
Os castores, são óptimos a construir represas mas mostraram-se demasiado trapalhões não apresentando soluções fiáveis!
As cobras e os lagartos, não pensam aceder ao poder e procuram apenas desestabilizar o mais possível, tentando manter a situação que lhes é favorável !
As águias, que sobrevoam o pântano, são óptimos gestores, têm provas dadas, mas trabalham em lagos privados e não querem perder beneficíos para virem governar o pântano!
Em quem votar? Quem merece confiança? Quem tem capacidade para gerir o pântano e requalificálo?
Será necessário procurar um gestor no exterior?
O final desta fábula ao futuro pertence!
Façamos votos para que seja um final feliz e que os habitantes do pântano possam ter o lago com que tanto sonham.
José A. Coelho Dias

publicado por quadratura do círculo às 19:02
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Pedro Oliveira - Política rasca

Ainda me considero um jovem, tenho 30 anos, sou mais um dos que rotularam de
geração rasca, mas pelo que vejo, quer pelos candidatos a estas
legislativas, quer pelo tipo de campanha que está ser levada a cabo por
todos os partidos que concorrem a estas legislativas atrevo-me a dizer que a
geração rasca chegou à classe politica. Pela primeira vez, temos candidatos
sem carisma, ocos, vagos, sem ideias, e, digo isto porque me assusta pois a
situação económica que o país atravessa, não se vêem lideres, vê-se sim
individualidades que nunca tiveram grande destaque ou grande relevância
politica, e caem de pára-quedas sem nenhuma ideia em concreto para
apresentar.
Podemos constactar que a população está atípica, estamos a (11) dias das
eleições e ninguem presta atenção, pois os próprios politicos não querem
essa atenção.
Estas serão para mim as piores legislativas de todos os tempos, e posso
concretizar dizendo que a abstenção vai ser uma enormidade, que prejudicará
bastante o PSD.
Pedro Oliveira
publicado por quadratura do círculo às 18:27
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Mário Marafona - Custos de campanha

Nesta campanha eleitoral, tão agitada e acalorada pelos temas discursados, salta à vista um mise en scène diferenciador, perceptível em qualquer reportagem alusiva aos comícios dada pelos canais televisivos. Quaisquer que sejam os partidos, localidades, palanques, telepontos, holofotes, palavras-de-ordem, cartazes, bandas sonoras, bandeiras e toda a espécie de quinquilharia e frenesim reportados, mantém-se um cenário comum: os espectadores comicieiros encontram-se a (ou acabam de) comer!
De acordo com as notícias vindas a público, a actual campanha eleitoral custará tanto quanto custaram, globalmente, as três campanhas anteriores!!! E tal terá sido (unanimemente?) aprovado na legislatura anterior. Com esta decisão, ter-se-à posto fim à alegada falta de transparência no financiamento eleitoral dos partidos políticos...Ou seja, para acabar com tamanho melindre, atacou-se o Orçamento Geral do Estado. O tal que é deficitário...O mesmo que tem obrigado os economistas-gurus dos nossos mais recentes governos a inventar receitas para equilibrar as contas públicas "no" déficit...Que, por via disso, já fizeram operações financeiras que, não sendo novas, saltam à vista por agregarem, tipo compêndio, todas as maquilhagens feitas por alguns parceiros da União Europeia. Ao lease-back do património estatal, juntou o factoring com as dívidas fiscais e a reengenharia dos fundos de pensões...E até já pensaram em taxar uns cêntimos com o funcionamento nocturno das pistolas nas gasolineiras...Tudo medidas de gestão a incluir nas cadeiras de macroeconomia de tudo o que é business school por esse mundo fora...
O custo da actual campanha eleitoral está estimado em mais de 20 milhões de euros!!! Quanto não se pouparia em edifícios, créditos fiscais e retirada de fundos de pensões se este dinheiro fosse utilizado para tapar (melhor dizendo, remendar) o tão falado déficit... O tal que, de tão badalado, não tem deixado dormir os portugueses... Vá lá que, agora e enquanto decorre a campanha eleitoral nas ruas, qualquer um de nós ainda poderá ter ocasião de se deitar após o caldo verde, o lombo assado, o refrigerante e o leite-creme do último comício que passou cá pela terra...
Mário Marafona



publicado por quadratura do círculo às 18:23
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2005

Fernanda Valente - Outro choque

Ainda voltando à terminologia dos "choques", gostava aqui de fazer referência a um outro que, não tendo sido enunciado como tal, se verifica ser a sua aplicação de efeitos ainda mais devastadores, no bom sentido, do que os anteriores, e, ao qual eu chamaria de "choque infra-estrutural". De acordo com as afirmações proferidas pelo coordenador do programa de governo do PSD, aquela linha programática preconiza, se ganhar as eleições, retomar o dossier que prevê a implementação de um novo aeroporto, construir uma terceira ponte sobre o rio Tejo, uma nova via ferroviária na actual 25 de Abril, para a ligação do TGV de Lisboa a Évora e de Évora a Madrid, e ainda, aquela que seria uma complexa estrutura em forma de túnel, que ligaria a parte oriental da cidade ao Barreiro, aparentada com o túnel que atravessa o canal da Mancha desde a França até à Inglaterra. Não desconheço o facto de ainda podermos dispor dos fundos estruturais da UE para esses projectos, conhecendo igualmente que esses mesmos fundos só abrangem parte do investimento global, sendo que a forma como economicamente seria viabilizada a totalidade da obra, não tenha sido mencionada por aquele ilustre gestor de empresas, o Dr. António Mexia. Mas nós, cidadãos, sabemos como. Através da política da concessão, aquela política que hipoteca o nosso futuro, o dos nossos filhos e o das crianças que ainda irão nascer durante muitos e muitos anos, isto se não hipotecar também a nossa hegemonia enquanto cidadãos portugueses. São criados consórcios com nomes como: luso...isto, luso...aquilo, que integram empresas que se comprometem a financiar os ditos projectos mediante a assinatura de contratos de concessão/exploração que, pelo montante do financiamento, terão uma duração de tempo indeterminado, e em que se conta connosco, os contribuintes, para irmos garantindo o retorno do investimento, através daquele princípio, entretanto tornado elementar, e que é o do utilisador/pagador. Mas, para mim, o perigo ainda maior reside na proveniência dos fundos de investimento. Por detrás daquelas empresas, escondem-se os capitais de "nuestros hermanos" que, como é público e notório, têm vindo a proliferar no nosso mercado, a todos os níveis e de uma forma assustadora, assumindo o controlo de um grande número de empresas através dos seus centros de decisão, em que se inclui a Banca, os sectores da pequena, média e grande distribuição - essencialmente os produtos têxteis e os agro-alimentares -, os sectores infra-estruturais, sobretudo o energético, e os sectores industriais com particular relevância para o do turismo e o imobiliário. No plano internacional, Portugal é visto como o país periférico que integra a península ibérica. Desejar-se-ia que o poder central que regula a economia de cada um dos dois Estados fosse conjunto, localizando-se o seu centro de decisão preferencialmente em Madrid ou Barcelona. A deslocalização das filiais de empresas estrangeiras em território nacional para Barcelona é já uma realidade. A pouco e pouco, sem darmos por isso, e com a conivência dos nossos governantes que não têm tido competência para implementar soluções alternativas, sujeitando-nos ao fatalismo da inevitabilidade, vamos sendo invadidos, como uma doença incurável que subreptíciamente e de mansinho se insinua, antecipando o iminente desfecho ao atingir o orgão vital.
Fernanda Valente

publicado por quadratura do círculo às 19:10
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