Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005

António Menino - Muito prega Frei Tomás

Então não foi há pouco no novo Código Laboral, criada a figura fácil do
despedimento por inadaptação ao local de trabalho?
Então o que é que chamamos aos individuos, que botam faladura, que os
trabalhadores vão ter que mudar de funções várias vezes na vida, que vão
mudar muitas vezes de emprego, que vão ter que fazer várias funções aos
longo da vida, como se não fosse isso que já acontecia e acontece?
Então o que é que chamamos aos individuos, que botam faladura, e em
campanha eleitoral dizem que são contra o "sistema" quando vivem do
sistema desde que largaram a escola?
Então o que é que chamamos aos individuos, que botam faladura, quando
corridos pelo povo, por incompetência, dizem que querem continuar na
politica, porque não sabem fazer outra coisa, que não querem fazer outra
coisa e que mesmo corridos querem continuar a fazer o mesmo?
Hipócritas, não é? Mesmo quando se tem a formação académica, que a
maioria dos trabalhadores não tem, quando se tem as ligações que a
maioria não tem, quando se conhecem dossiers que a maioria dos
portugueses não conhece.(...)
António Menino



publicado por quadratura do círculo às 18:56
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Mário Martins Campos - Começou a corrida

Começou a corrida. Melhor dizendo, a corrida agora está aos olhos de todos, pois na realidade ela já tinha começado há algum tempo. A derrota do PSD e de Santana era previsível, e só se aguardava para saber qual a sua dimensão, e perceber por fim se Santana tinha ou não condições de ficar como líder do PSD, como ele tanto gostaria.
Santana, ontem, tomou a decisão que muitos esperavam ter ouvido no domingo eleitoral, depois da divulgação da hecatombe para o PSD. Santana não o fez. E não o fez, não se entende muito bem porquê. Sobretudo há que questionar, o que mudou de domingo para terça-feira, que o tenha feito tomar consciência que a demissão era a única e mais digna saída para ele e para o PSD. Então vejamos. Santana afirmou no domingo que tinha “terminado um ciclo político” e que seria necessária uma “renovação com serenidade e profundidade”. Não vejo portanto, como seria possível o nível de profundidade e renovação referido, se o líder do partido continuasse no seu posto, como se tudo lhe tivesse passado ao lado, e como se todas as causas da derrota lhe fossem exógenas.
Bem sei que Santana assumiu uma herança pesada, mas também sei, que esse foi o preço a pagar, para a concretização de um sonho de ser primeiro-ministro, que fica por provar que o realizasse da forma mais tradicional. Assumiu, e teve de pagar a factura, mas conseguiu, por sua iniciativa ou desnorte, acrescentar-lhe mais uns itens, que a engordaram e a tornaram de liquidação impossível.
Santana diz que aguardou por terça-feira para ver se recebia o apoio do partido, justificando assim a protelação da tomada da decisão óbvia. Não percebeu Santana, que o partido já não estava com ele antes das eleições? Como seria possível, que estivesse depois do resultado desastroso!? Estranho que um politico com a sua experiência não o tenha intuído automaticamente. Será que a vontade de ser líder do PSD lhe tolheu os sentidos e o faro político? Só ele o saberá.
Tomada a decisão e aberta a corrida à liderança, começa a “guerra” dos nomes.
Alguns são os nomes, que saltam automaticamente para a praça, sempre que se fala na liderança do partido. Alguns desses nomes, de tantas vezes que vêem à liça, já deixaram de ser credíveis e são automaticamente olhados de viés e colocados na pasta dos “para mais tarde recordar”.
Passando, de forma muito ligeira, por alguns dos putativos candidatos, para depois me deter naquele que aparenta ser o nome portador de maior consenso, dentro das hostes sociais-democratas, vejamos então.
Manuela Ferreira Leite, é um nome que parece agradar a um determinado sector do partido, o sector a que respeitosamente chamaria - “O importante são as contas”. No entanto, falta-lhe entrar no coração das bases e sobretudo falta-lhe provar ao partido, e ao País, que seria capaz de perceber, como o Presidente da Republica a aconselhou, que existe vida para além do défice e dar desta forma uma dimensão política à sua imagem, excessivamente tecnocrata.
António Borges, passou a ser, de há uns anos para cá, um nome que é sempre lembrado pela comunicação social e por alguns notáveis. Borges tem uma aura de competência, rigor e seriedade, que são inegáveis, no entanto ninguém o conhece fora do mundo desses notáveis em que se movimenta. Depois, em relação a Borges, existe um problema de base, que é comum à captação para a vida pública, daquilo que melhor há na sociedade, que é a falta de competitividade relativa, desta com as funções privadas.
Depois, não me parece que Borges esteja dispostos a abdicar do seu actual estatuto, para assumir a liderança do PSD, pois parece-me que ele gosta de viver com a imagem “Sebastianina” sobre si.
Luis Felipe Meneses, parece-me ser um candidato que levará a sua candidatura até ao fim, representa um estilo populista de fazer política e muito regionalmente marcado. São conhecidas as suas entradas de leão, para saídas de cordeiro, e representa o que de pior existiu no “cavaquismo”, juntamente com o outro, e mais forte candidato – Marques Mendes.
Marques Mendes é um caso paradigmático de maleabilidade política. Desde o fim do “cavaquismo” que Marques Mendes consegue estar com todos e contra todos os líderes do seu partido. Fazendo a cada momento, apenas e só, aquilo que melhor serve a sua carreira política, abdicando da defesa das ideias e dos valores.
Marques Mendes tem uma visão da vida política de puro carreirismo pessoal, não perdendo nunca uma boa oportunidade de se posicionar no melhor dos palcos. Conduz a sua vida politica agarrando todas as oportunidades, não importa como, quando ou com quem.
Marques Mendes, consegue estar contra Durão e Santana, no congresso do PSD, para no momento a seguir aparecer como ministro dos assuntos parlamentares (ainda por cima um ministério eminentemente politico), do próprio Durão, a quem criticara de forma dura as suas orientações estratégicas e políticas.
Como se consegue ser responsável, pela defesa política de um governo no parlamento, quando se está em profundo desacordo com o seu líder?
Sai Durão, entra Santana, Mendes critica e fica.
Critico de Santana, teve de facto, a honestidade de no congresso do partido, subir à tribuna e dizer que se encontrava em divergência com a orientação política do partido. Só não conseguiu levar esse nível de honestidade ao ponto de recusar ser cabeça de lista, em listas que defendiam a tal estratégia de que era crítico.
E porquê?
Bem, a resposta é mais ou menos evidente. Porque sabia que Santana iria perder e sair no momento seguinte, e para que sua candidatura fosse forte, era importante que ele tivesse o seu assento parlamentar garantido. Enfim, mais uma vez, a sua lógica de carreira a imperar.
Dito isto, fico admirado como se ouvem tantas vozes consonantes no apoio a Marques Mendes, no que à sua candidatura diz respeito. Será porque é evidente o seu melhor posicionamento para a vitória? Será que as vozes de apoio, se guiam pela vontade de apoiar o candidato vencedor? De facto, Marques Mendes começa a aparecer apoiado por um conjunto de barões e baronetes, que de tão diferentes percursos e sinais contrários, mais parece um albergue espanhol, onde apenas é necessário trazer uma manta para pernoitar, e ficar à espera do comboio do poder.
Não sou defensor de um purismo político, que implicaria que todos os candidatos a deputados estivessem alinhados com o líder a 100%. Acho mesmo, que isso diminuiria a expressão do pluralismo das diferentes facções dentro dos partidos. O que já não acho, é que esse desalinho, possa ser extensível aos cabeças de listas, que são as faces visíveis, do ponto de vista distrital, dessas orientações políticas.
Estas situações só são possíveis numa lógica de oportunismo político, de ambos os lados. Do líder e do cabeça de lista.
Esperemos que os militantes do PSD encontrem a melhor solução, pois uma boa oposição é tão importante como um bom governo. No entanto, as vozes que se ouvem não auguram nada de bom.
Pena é que exemplos, como o de Pacheco Pereira, não sejam mais vezes seguidos. Critico acérrimo do rumo que o PSD tomou, abandonou e rejeitou alguns cargos políticos (alguns bem apetecíveis), para ter total liberdade de critica. Bem-haja!
Mário Martins Campos
publicado por quadratura do círculo às 18:52
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David Estêvão Gouvêa - Necessidades da Direita

Após o fait divers que foram Durão Barroso, Santana Lopes e Paulo Portas, não menosprezando o custo para a Sociedade portuguesa e quem o pagou: os pobres, os remediados e a burguesia, a Direita tem de reganhar focus.
Isto porque, sendo de esquerda, eu acho que a Sociedade não pode ser coxa e necessita de uma Direita clarividente, fria, e, especialmente, séria e honesta!
A Direita tem de ser acima de tudo realista, com uma visão acentuadamente economicista da Sociedade. Tem que nos dizer como se ganha e conserva a riqueza, como se deita fora o excesso de peso, as banhas e as gangas e as gangrenas, sem compaixão, nem piedade, com a frieza do calculo que é sua.
A Direita tem de nos fazer duros dizendo-nos que somos o que somos e o que herdamos e o que ganhamos, o resto fica para o lado espiritual que é a preocupação da igreja e das religiões.
A Direita tem de defender não a conservação da riqueza por aqueles que já a têm, pelos ricos, mas por aqueles que são mais hábeis e capazes de vencer no campo plano e equitativo da concorrencia livre. Cada um tem direito ao que for capaz de conquistar, de arrebatar, de esgravatar, de resgatar. Tem de dizer claramente aos portugueses que têm direito à saúde, à educação e à habitação que a riqueza que possuirem lhes permitir comprar e que têm de viver dentro das suas posses, devendo poupar para os tempos difíceis.
A Direita tem de dizer que o auxilio é só para aqueles que podem vir a ser um risco para a sociedade, um risco que é mais despendioso que o custo do auxilio dado!
Os teorizadores modernos da Direita são Friedrich Hayek , Karl Popper, Milton Friedman, Gary Becker, herdeiros de Adam Smith, Bacon, Hobbes, Hume, Kant e Whitehead.
Acima de tudo a Direita é honesta, ordeira, tradicionalista, voltada para a familia, para o prazer contido, é anti gay e heterosexual, e defende o casamento formal e religioso, recusa o aborto e adora baptizados, e exige o exame constante como prova da sua valencia e virilidade.
Não sou de Direita mas reconheço que uma direita como esta descrita cima é precisa para a Sociedade progredir. Requer muita honestidade e convicção e consigo ver (...) capazes protagonistas.
David Estêvão Gouvêa




publicado por quadratura do círculo às 18:45
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José Faria - Novos empregos

Hoje enviei um E-mail a mais de 100 colegas meus com o seguinte:
“Queria lembrar todos aqueles que se encontram desempregados, para ponderarem apresentar um pedido de subsídio ou inscreverem-se no IEFP, pois vêm aí 150000 novos empregos, quem sabe se um não será vosso.”
Quem sabe eu não abandono o actual e faço o mesmo para ver se arranjo um emprego melhor…
José Faria



publicado por quadratura do círculo às 18:39
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Nuno Moreira de Almeida - Frente de direita

Ouvi, na SIC Notícias, Manuel Monteiro fazer a apologia do modelo francês para que em Portugal, no seguimento da hecatombe eleitoral do espectro de centro-direita, se crie uma frente alargada PSD-CDS-PND.
Apesar da ideia não ser disparatada não me parece concretizável por vários factores:
Qualquer que seja a nova liderança do PSD, já percebeu que terá que "romper" com a direita , por forma a poder recolocar o partido no centro, onde se ganham e perdem eleições - inclusivé, hoje já ouvi da boca de alguns dirigentes laranjas a necessidade de conquistar o centro-esquerda. Ora, sendo expectável que o cavaquismo assuma as rédeas do partido, qualquer encosto à direita se torna muito improvável.
O provável sucessor de Paulo Portas -Telmo Correia, que já foi monteirista mas que aderiu em força ao portismo, apesar de subtilmente sempre ter corrido por fora, dificilmente conseguiria apoio consistente dentro do partido do Caldas para estabelecer acordos com a Nova Democracia; para atestar esses pruridos, basta ouvir as teses de alguns que apontam para um desvio de 40.000 votos centristas para o PND como motivo para a perda de 2 deputados do CDS, materializando-se assim, segundo eles, a concretização da vingança suprema de Monteiro sobre Portas.
Por tudo isto, parece-me muito, mesmo muito difícil que essa ideia colha, até porque à direita do PSD vêm aí tempos muitos difíceis.
Nuno Moreira de Almeida



publicado por quadratura do círculo às 18:37
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Pedro Oliveira - Vontade de comer

Contrariando o sentimento geral de esperança que os media procuram transmitir, após terem levado ao colo a esquerda em geral e o Partido Socialista em particular, permito-me discordar do tipo de discurso que encontro ao passar os olhos pelo vosso blogue. Ao ser levado a escolher entre dois fatos vazios - Pedro Santana Lopes e José Socrates
- os portugueses escolheram o que ainda não tinham experimentado. E é só.
José Socrates vai descobrir que a esperança, muito simplesmente, não se decreta no Diário da República, principalmente quando os cofres do Estado já estão vazios. Com dinheiro, a esperança pode sempre ser comprada - e esta era uma especialidade do Engenheiro Guterres - mas não agora. Este é um caminho vedado a Sócrates. Escusado será repetir o mesmo para o optimismo.
Torna-se assim patético ler e ouvir os discursos triunfalistas que os media nos tentam injectar. Os votos de domingo não eliminaram o deficit. Os problemas são os mesmos que na semana passada. E a tão propalada onda de entusiasmo popular aconteceu apenas na cabeça dos habituais comentadores comprometidos.
Os portugueses quiseram livrar-se de Pedro Santana Lopes, e de uma situação de incómodo geral, muito bem alimentada pelos media e com a cumplicidade de alguns orgãos de soberania, diga-se de passagem. Percebe-se. Até se pode louvar.
O que se percebe menos é como é possível que uma amável nulidade como José Socrates obtém assim uma maioria absoluta. A única explicação que encontro é falta de alternativa. A classe politica portuguesa chegou ao grau zero, realmente.
Numa escolha entre a fome e a vontade de comer, os portugueses escolheram a segunda. Bom apetite, Portugal.
Pedro Oliveira
publicado por quadratura do círculo às 18:34
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José A. Rebelo - A vingança

Mal aqueceram o lugar na oposição e já se começam a movimentar alguns dos revanchistas mais inconformados, isto é, os cavaquistas derrotados. Querem voltar ao poder...pelas traseiras. Nestas alturas convém sermos um pouco marxistas: à segunda vez a história descamba am tragicomédia. O plano é o seguinte: (...) vêem com alguma angústia os quatro anos de jejum do poder que os esperam. Solução: meter M&M a dirigir o PSD e apoiar Cavaco a Belém (quase parece uma parábola biblica...) para, daqui a dois anos, quando o PS tiver posto isto de pantanas (disse-o o oráculo Vasco Moura), o então ungido Cavaco dissolver a Assembleia da República e o PSD voltar ao poder ao som das hossanas!!! Daria vonatde de rir caso não houvesse muita alma que leva esta estratégia a peito ... A ser bem sucedida,devem agradecer uma quota parte desse sucesso ao mediocre Presidente da República que tivemos nestes quatro anos: foi ele que abriu a caixa e clamou por Pandora ao dissolver a AR quatro meses depois de o dever ter feito e não o ter feito. Enfim ...
José A. Rebelo
publicado por quadratura do círculo às 18:32
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João Viveiro - Respirar finalmente

Que Santana Lopes é um católico supersticioso e se interessa por fenómenos paranormais, já todos o sabíamos, sobretudo desde o dia em que disse que "estava escrito nas estrelas" que teria de se defrontar com Durão Barroso.
Na altura, ficou célebre a resposta de Durão Barroso referindo que Santana Lopes era "um misto de Zandinga e Gabriel Alves".
E não é que este efeito está a alastrar aos militantes de mau perder?...
Meus caros senhores, os números são eloquentes! Excepto a Diocese de Leiria, (fenómeno Lúcia?) a mudança foi radical.
Depois da seca que o povo português sofreu, nos últimos tempos, finalmente começou a chover. Como vêem, até o tempo mudou!... Finalmente respira-se!...
João Viveiro

publicado por quadratura do círculo às 17:54
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005

Francisco Viegas Abreu - Grande Ressaca

Sou do PSD desde pequenino e no dia 20 senti bem fundo o sabor amargo da derrota, estive cerca de cinco horas para digerir aquilo... foi até adormecer. Não é que não esperasse, mas perante as evidências a coisa foi bem mais difícil de digerir do que eu pensava.
E agora, para não andar em baixo, esforço-me por acreditar que o PS vai conseguir governar bem o País, continuar a arrumar a Administração Pública, a fazer reformas como as recentes iniciadas na Defesa, na Saúde, na lei das rendas, a correcção de erros como o das SCUT's, etc...., mas estou a fazer um grande esforço. É que, independentemente das opções ideológicas que me separam do PS (embora estas, na prática, estejam cada vez menos acentuadas), continuo certo que no PSD e no PP há melhores quadros do que no PS, mais capazes de orientar o país.
É-me muito difícil acreditar que o PS desta vez não vai voltar a cair na tentação de, nas necessárias reformas a fazer, recuar perante as reacções dos interesses instalados / grupos de pressão, de combater o desemprego à custa da engorda do Estado, etc... este PS ainda me cheira muito a Guterres, é muito a onda do "vamos ser felizes" sem saber muito bem como, falar, falar, facilitar, facilitar - é o regresso do Nacional Porreirismo!
Eu acho que Portugal teve memória curta! Nestes últimos meses toda a gente se lembrava dos ridículos episódios com que o governo Santana nos presenteou mas toda a gente se esqueceu, a começar no sr. Sampaio, que o essencial não era isso, mas sim as acções tomadas na efectiva governação do país, e essas foram sendo tomadas e quase sempre de forma correcta. No entanto, quem queria conquistar o poder foi conseguindo centrar a atenção da vida política no acessório e, com uma fantástica ajuda, nunca antes vista, da comunicação social, as atenções do país foram todas levadas para os assuntos acessórios... reparem que não se conseguia passar nenhuma mensagem positiva relativamente às decisões que se foram tomando, e muitas delas fantásticas (lei das rendas, fim do serviço militar obrigatório, etc..), e que num ambiente político normal teriam sido amplamente festejadas por terem sido, durante muito tempo, consideradas quase irresolúveis. As notícias eram dadas mas sempre sob uma desconfiança generalizada e de forma rápida. Lembram-se do anúncio da resolução do problema dos antigos combatentes? Foi tão importante e foi tomada há tão pouco tempo... nas entrevistas feitas, alguns diziam: "Sim, sim, mas vamos ver se é para todos"; "Sim, sim, mas vamos ver o que lá vem agora"; " Quando a esmola é muita o pobre desconfia" e outras baboseiras que tais. O essencial da questão não era explorado mas sim as reacções de desconfiança de alguns. (...) Entre um discurso às galinhas do Castelo Branco e um anúncio de uma medida pelo Santana ou pelo Portas, o país queria era ouvir o sermão de José Castelo Branco às galinhas!
Agora aguentamos a (des)governação PS durante 4 anos, se entretanto não se instalar novo pântano e numa qualquer noite José Sócrates se lembre de imitar Guterres, descubra a sua grande incompetência e saia de cena. Pela Pátria espero que não, espero é que o próximo governo tenha sucesso. Mas há uma luta dentro de mim entre a Razão e a Emoção... é que até o meu sangue é Laranja! Acreditem que estou mesmo com dor de cabeça! E acho que ainda vou andar algum tempo de ressaca...
Francisco Viegas Abreu


publicado por quadratura do círculo às 19:08
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Vitor Silva - Compreender o eleitor

Todas as análises sobre os resultados das eleições giram em torno dos partidos.
Quem ganhou, quem perdeu, percentagem de crescimento de derrota, de transferencia de votos, etc. Enfim as análises giram em volta dos partidos, da clubite partidária e dos diferentes personagens.
Não vi nenhuma análise que tenha posto no centro da questão o eleitor, o que significa a elevada taxa de participação (quando comparada com os valores de actos eleitorais anteriores) e as consequências que esse facto pode ter no modo de fazer política em Portugal.
Penso que a maturidade demonstrada pelos eleitores, votando em "massa", não se deixando impressionar pelos truques politiqueiros que uns e outros usaram, é o facto de relevância política mais importante destas eleições.
Demonstra que o "povo" sabe analisar e compreender o que é melhor para o país e age em conformidade quando necessário. E isto independentemente da cor partidária (parece evidente que o PS ganhou com os votos do eleitorado "natural" do centro-direita).
Já muito se especulou se o voto foi no PS ou contra o PSD. Quanto a mim esta é
uma questão de pouca relevância.
O que importa saber é qual foi a acção do PSD que o eleitorado castigou?
Muitos dirão que foi as reformas difíceis que fez o PSD no inicio do mandato outros que foram as trapalhadas do final de mandato. Eu penso que foi a falta de respeito pelos eleitores que foi sancionada.
O problema não é que se peçam sacrifícios. O problema é a facilidade com que se entorse a direcção traçada, com que se engana o "povo". A falta de rigor, o despudor. Em resumo, o problema é não compreender que se governa gente madura, educada e inteligente. Pronta a aceitar o plano proposto, a aderir. Pronta também a sancionar.
O PS tem de perceber isto e de aproveitar a oportunidade que um eleitorado maduro apresenta ao partido do governo.
O novo governo tem de falar claro com os Portugueses, definir objectivos claros, mesuráveis. Tem de evitar a tentação de prometer e não cumprir. Tem de ser rigoroso e exigente.
Se for capaz de tratar o eleitorado como "gente crescida" e atingir de forma rigorosa e transparente os objectivos a que se propôs poderá ter um longo "reinado".
Se optar pelo facilítismo da gincana política corre o risco de ser tratado da mesma forma que o PSD.
Vitor Silva (França)
publicado por quadratura do círculo às 19:05
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