Quarta-feira, 6 de Abril de 2005

Fernando Calisto - Europa versus China (cont.)

Os primeiros dados sobre a importação de têxteis da China estão aí, e são só
3 a 4 vezes mais altos do que os limites máximos de crescimento fixados por
ambas as partes.
Perante isto, embora não me admire acho gravíssimo, os dirigentes europeus
ainda estão à espera de mais dados e só depois pensam em ter contactos
informais com os chineses!
O director de um jornal económico está admirado como os dirigentes europeus
e americanos só agora começam a debater o problema e é de opinião que tem
que se fazer alguma coisa mas que não tenha nada a ver com proteccionismos. Está mais que provado que o livre comércio é a melhor forma de desenvolver
as economias e o bem estar. Mas as condições para esse livre comércio tem
limites e é nesse ponto que estamos neste momento. Ou conseguimos definir
esses limites, condicionando as transacções comerciais com as condições de
desenvolvimento ou veremos o desemprego subir em flecha começando a afectar
o crescimento. (.. também o desemprego, até um determinado taxa, não afecta
o crescimento, e até pode ser considerado uma condição para a retoma
económica ).
Acho que estamos com um problema novo e por isso a solução pode não estar
nos livros de Economia.
Fernando Calisto
publicado por quadratura do círculo às 19:59
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Fernando Calisto - “furos” no ensino

É muito simples resolver o problema dos “furos” devida à falta dos
professores. Basta os professores do ensino público terem as mesmas
condições que têm os seus colegas do ensino privado. A taxa de absentismo
dos professores do ensino público é muito superior aos seus congéneres do
privado. Isto resolve 70 a 80% dos “furos”, os restantes são devidos a
acções de formação do corpo docente, cujo impacto poderiam ser minimizado se
elas se realizassem preferencialmente no período de férias dos alunos. A solução que o Sr. Eng. Sócrates preconiza é um mal menor que não vai à
raiz do problema. Não são soluções como esta que nos levam ao encontro da
qualidade e exigência na educação.
Fernando Calisto
publicado por quadratura do círculo às 19:57
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Jorge Costa - Orçamento 2005

O ano de 2005 anuncia-se sombrio.
As novas previsões do Eurostat confirmam e reforçam tudo o que foi dito sobre o irrealismo do Orçamento de Estado de 2005 ainda aprovado pela anterior maioria.
Revendo em baixa todos os indicadores, colocam as nossas perspectivas num ponto de grandes dificuldades, corte de 50 por cento no crescimento do PIB, aumento do défice para perto dos 5 por cento, crescimento do desemprego para mais de 7 por cento.
Pior era difícil!
Olhando para trás e revendo os discursos de Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes ou Bagão Félix que se mostravam escandalizados com aquilo que apelidavam de “pesada herança socialista e de estado de tanga”, taxa de crescimento do PIB ligeiramente acima dos 2 por cento, 4,2 por cento de défice e uma taxa de desemprego a menos de metade da média europeia, 4,6 por cento, não se entende onde estão os resultado de todas as medidas de contenção que eles defenderam e aplicaram.
Se encontraram o povo português de tanga, face aos resultados desastrosos das suas políticas poder-se-ia dizer que hoje nem fio dental tem, está completamente nu. Despido de qualquer artefacto, deu-se o regresso às origens bíblicas.
A tão propalada política de contenção e consolidação orçamental mais não foi que a desorganização do aparelho produtivo, a destruição da confiança dos agentes económicos, a clara divergência com a Europa, o agravamento das assimetrias sociais e regionais, com um empobrecimento acentuado dos já desfavorecidos e a criação de novas bolsas de pobreza.
Nunca em tão pouco tempo se conseguiu fazer tanto para atrasar o país!
A situação actual é crítica, sendo o crescimento previsto do PIB metade da média europeia, mais uma vez a convergência se transforma em divergência, em lugar da tão prometida carruagem da frente da União Europeia, mais parecemos uma carruagem esquecida num qualquer ramal.
O Orçamento de Estado de 2005 foi montado em bases completamente irrealistas que só era defendido por quem o fez e aprovou. Pressupunha o preço médio do barril de petróleo para 2005 a 38 dólares, está a 57 e prevê-se que atinja na melhor das hipóteses o valor médio anual de 51; um crescimento do PIB de 2,4 não ultrapassará os 1,1 por cento.
Cada dia que passa mais se justifica o aparecimento de um Orçamento Rectificativo que reconduza a gestão do país à realidade. Que por uma vez não sejam os culpados do costume a pagar a crise, que se divida o mal pelas aldeias, e que se reforce o mais possível a coesão social, atenuando as assimetrias ao nível do tolerável.
Esta é a expectativa do eleitorado que gerou a actual maioria e a responsabilidade desta perante quem os levou ao poder, castigando pesadamente àqueles que se apresentavam como os salvadores da Pátria e se limitariam, se lhes tivessem permitido consumar a sua acção, a serem os seus coveiros.
Jorge Costa (membro do Secretariado da Federação Distrital de Portalegre do PS)
publicado por quadratura do círculo às 19:56
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Armando Barata - Plano tecnológico

O Plano tecnológico só por si , não resolve os problemas estruturais e de competitividade do país. Este plano tem de ter em conta as experiências em outros países(Ex:USA), e direccionar muito bem o tipo de formação que se pretende,para não haver o chamado "bad return",com consequências preversas e gravosas para o nosso
país-
-"Pode ser pior a emenda que o soneto":
--Ora vejamos:
A) Existe uma fase contemporânea, em termos da evolução do trabalho na empresa,em que se passou dum sistema profissional de operário qualificado,para um sistema técnico de trabalho ,em que o homem é cada vez mais integrado na organização.
B)A transformação dos trabalhadores em operadores de máquinas,passando a programação das máquinas para o departamento de planeamento e métodos,faz com que a maioria dos trabalhadores seja desqualificada, e perfeitamente
controlável.
Tendo em conta os factos/dinâmica,que se esboça no período presente,deveremos saber que nos USA,o conhecimento qualificado em temos de Industria estava concentrado em 3%da população, e que a população empregada na indústria científica e tecnológica avançada se reduz face á empregada em áreas que ainda não foram submetidas à evolução tecnológica, e que o decréscimo de mão-de-obra directa empregada na indústria científica e tecnológicamente avançada é acompanhado de acréscimo de mão-de-obra directa.
Conclusão:Do exposto no parágrafo anterior resulta que quanto mais se verifica evolução tecnológica tanto mais aumenta a proporção do emprego em áreas que nada têm a ver com tal evolução.
Armando Barata
publicado por quadratura do círculo às 19:53
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Fernando Calisto - “ditadurite” da Europa

No Domingo, no filme sobre a vida do Papa apresentado na RTP1, citaram a
seguinte frase de Stalin “ou estão connosco ou estão contra nós”. A mesma
frase, ou com o mesmo significado, ouvimos da voz de outros ditadores, tais
como Salazar, e de outro líder, que não sendo ditador, teve, no meu
entender, uma crise de “ditadorite” aguda – Bush. No entanto, o decorrer dos
acontecimentos e a pressão internacional debelaram esta “doença” passageira. O mesmo não está a acontecer na Comunidade Europeia , visto que, a sua
evolução e consolidação, estão a ser realizadas com a mesma dicotomia, “ou
aprovam o que nós apresentamos ou estão contra a Europa”, e como isto já
acontece, pelo menos desde Maastricht, o nosso quadro é mais de uma
“ditadorite” crónica. Situação bem conhecida dos europeus mas que tardam a
encontrar uma solução. Esperemos que a solução seja encontrada antes que a
“doença” evolua para um quadro mais crítico.
Fernando Calisto
publicado por quadratura do círculo às 19:51
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Valdemar André - Idade da reforma

Não consigo entender as grandes massas cinzentas deste País em especial a do Governador do Banco de Portugal, e as ideias do Primeiro Ministro.
Não sou intelectual nem possuo canudo académico,mas tenho um membro do corpo humano denominado Cabeça que trabalha em função das idiotices.
Porquê de se defender a idade de reforma para mais tarde?
Escudam-se na sustentabilidade do Sistema ?
O sistema não é sustentável com activos?
O sistema não é sustentado por exemplo por aumento de contribuições do trabalhador e da Entidade Patronal?
É que se nada disto acontece e não se lançarem mãos a criar muitos e muitos postos de trabalho nelhuma das teses defendidas terá razão de ser.
Os primeiros empregos não aparecem.
Novos activos não aparecem,até os velhos deixarem de ser activos e passarem a imobilizados.
Que deixe o PS de defender aquilo que em França tanta polémica gerou.
Valdemar André
publicado por quadratura do círculo às 19:47
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Nuno Moreira de Almeida - Refundações

Depois da histórica, rotunda, merecida e inevitável derrota eleitoral da direita liberal e populista, no passado dia 20 de Fevereiro, uma palavra passou teimosamente a constar na prosa e nos textos de vários opinion makers e aprendizes de tal: refundação!
Muitos têm defendido com inusitado afinco e empenhamento que a direita ( qual?) deve aproveitar esta pancada no fundo para "fechar para obras" por forma a desenvolver um esforço no sentido de se refundar, reequacionando muitas das verdades adquiridas, quase bíblicas, nas quais assentava o seu pensamento e a sua acção política recentes.
Aproveitando o balanço de meritória (?) discussão eu gostaria de ver uma refundação mais lata: a refundação do sistema político, dos respectivos actores, das diversas forças, das ideologias, dos discursos, das atitudes,...
A conjuntura política que agora se inicia e que será caracterizada por quatro anos de estabilidade governativa ( será assim?), torna-se um campo propício para que os partidos relevantes com assento parlamentar, redefinam a sua ideologia ( por muito que vários freneticamente defendam apocalipticamente o fim das mesmas ), os seus propósitos, os seus valores, os seus programas políticos, para que finalmente volte a haver alguma definição concreta sobre aquilo que cada um verdadeiramente representa, no plano das ideias e das propostas e, sobretudo, que tipo de modelo de organização de sociedade preconizam.
Aconselho ainda que se erradique aquela visão serôdia que a pretensa direita tem, de que quem defende princípios de esquerda ainda usa boinas "che guevara", tem hábitos higiénicos de cariz duvidoso, abomina a igreja, defende revoluções diárias e "come criancinhas ao pequeno-almoço".
Aos esquerdistas convictos deixo a sugestão de que ponham de lado a ideia errada de que pessoas que se identificam com ideologias políticas próximas da direita clássica, ainda têm espalhados pelos seus lares vários retratos de António de Oliveira Salazar, que tresandam a naftalina, que dominam a "quequice politicamente correcta", que soltam incontrolados tiques saudosistas monárquicos e que são genuínos ratos de sacristia.
Talvez seja chegado o momento de se exorcizarem velhos fantasmas que toldam o raciocínio e a lucidez a muitos que deitam um olhar apaixonado mas demasiado maniqueísta sobre a nossa vida política.
Quanto às ideologias, quando dirigentes, militantes e eleitores das várias forças partidárias finalmente souberem o terreno que pisam e aquilo que concreta, objectiva e convictamente defendem, talvez esteja dado um sério passo rumo à clarificação e à delimitação das fronteiras entre comunistas, socialistas, social-democratas, centristas, democrata-cristãos e liberais.
Até que se mudem todas essas vertentes, continuará a prevalecer a confusão, a sobreposição, o chamado pragmatismo e a alternância bacoca, caduca e anacrónica.
Nuno Moreira de Almeida

publicado por quadratura do círculo às 19:44
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Carlos Andrade - Aviso

Nos últimos dias, tive problemas de acesso às mensagens enviadas.
Sugiro a quem tenha tentado contactar a equipa da Quadratura do Círculo a partir das 2 e 57 de 27 de Março até às 19 e 57 de 4 de Abril o reenvio dos textos.
Creio que, a partir desta data e hora, está a chegar tudo sem problemas.
Carlos Andrade
publicado por quadratura do círculo às 19:40
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