Segunda-feira, 30 de Maio de 2005

Joaquim Ludovino - Acordar o povo

Apesar de não ser da área política com que o Dr. Pacheco Pereira veste a capa só me resta dar-lhe os parabéns pela atitude inteligente que teve em alertar para o povo acordar da injenção dormente que os orgãos de estado têm administrado à populaça no sentido de ninguém se questionar sobre o conteúdo do que estará em decisão no próximo referendo sobre a "Constituição Europeia", ou será "Tratado Europeu"?!!!!, não sei bem e 99 por cento dos portugueses também não sabe. Ponho-me a séria dúvida se vocês próprios saberão o que é e directamente implicará no caso de ser aprovado.
Agora digam-me, senhores políticos, o que é que merecem que o povo vos faça? Que vos mande dar "uma volta ao bilhar grande".
Estão a esta altura do campeonato a apelar ao voto no sim, quando ainda nenhum de vocês (excepto o Pacheco Pereira - o único que merece o meu apreço) explicou aos portugueses o que é que vão votar - o que vão votar precisa ser esmiuçado em todas as suas componetes e implicações (eu cá para mim, nem ainda vocês pensaram bem nisso)...(...)
Joaquim Ludovino
publicado por quadratura do círculo às 18:10
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Alexandre Quinteiro - Tratado constitucional

Nota: tenho uma profunda admiração intelectual pelo Dr.Pacheco Pereira, embora discorde dele em elgumas matérias...
=Pacheco Pereira e o sim e o não ao Tratado Constitucional Europeu=
“Assi fomos abrindo aqueles mares,
Que geração alguma não abriu(…)”
Luís Vaz de Camões
Há dias tivemos o grato prazer de ouvir o Dr. Pacheco Pereira queixando-se da falta de isenção que existiria no debate pelo referendo ao Tratado Constitucional Europeu!
Afinal estarão ou não as pessoas formadas sobre as questões europeias que se avizinham? Possivelmente não estarão… mas será que a discussão ou a vontade de encetar uma verdadeiro debate público poderá ser suficiente para mover a população a interessar-se por se esclarecer? Muito honestamente não me parece.
Não me parece que irei assistir a uma desejável mobilização cognitiva por parte do comum cidadão, que na selecção das suas preocupações não elege a agricultura portuguesa, ou as pescas, ou até mesmo a perda da soberania nacional no rol das suas diárias preocupações.
Por outro lado ainda, antevejo alguma tentativa de protagonismo por parte daqueles que, não rejeitando frontalmente o percurso europeu desde há anos encetado, agora parece quererem defender uma terceira via difusa, que não está nem no federalismo indutivo dos anteriores tratados, nem numa “Europa das Nações” na sua versão mais arcaica e obsoleta!
Ao que tudo indica, então, aquilo que nos preparamos para assistir graças aos “iluminados” é ao debate entre o sim (que estará, segundo alguns, super-protegido) e o não que, segundo aqueles, os portugueses devem conhecer com base em argumentos parecidos com os que amiúde são usados nos países mais desenvolvidos da Europa (para que se perceba a ideia dos defensores do não é um pouco: “vamos lá torná-los um pouco mais dinamarqueses” !
Essas personalidades terão de assumir também, para além do papel paternalista-formador que estão prontas a exercer, que irão vestir a camisola de uma “não-solução” para as questões concretas da organização de 25 países. Este visam através deste Tratado Constitucional, não perfeito é certo mas concreto, debelar alguns dos problemas actuais da União Europeia, minorando-os, e tentando evitar a natural confusão decorrente da sobreposição de 25 interesses nacionais diferentes.
Penso que é um dado adquirido por todos nós que as grandes premissas - sobretudo as de ordem práctica - em relação à construção europeia estão hoje perfeitamente assumidas pela generalidade dos cidadãos hoje - apesar da falta de informação que possam ter em relação ao ordenamento jurídico que lhe é intrínseco.
Será que poderíamos ter cidadãos verdadeiramente informados ao fim de uns parcos meses de discussão pública apenas… seria isso possível? Ou será que a verdadeira escolha estará em avaliar se a relação de forças entre custos e benefícios nos é ou não favorável?
Nesta avaliação, infelizmente para os partidários do não, o julgamento que as pessoas fazem da realidade portuguesa , antes e depois, da integração europeia é globalmente considerado positivo.
Antes de mais gostaria de afirmar claramente que tenho um total orgulho em ser português e tenho um conhecimento bastante razoável da nossa história desde 1143. A Nação é um conceito importante... a Pátria um valor insubstituível! No entanto, alerto para o facto que desde 1986 que a realidade é outra...
Vejamos então:
- O território
- A população
- A moeda
- A língua
Quanto ao território já cuidaram de reparar que desde 1 de Janeiro de 1993 deixaram de existir quaisquer controlos alfandegários e fiscais sobre bagagens e mercadorias que passam nas fronteiras da União Europeia. Podemos desde há dez anos atravessar as fronteiras internas da União utilizando qualquer tipo de transporte sem nos termos de sujeitar aos controlos que seriam normais nos parâmetros do Estado-Nação de há umas poucas décadas atrás! Aliás fomos mais longe em nos distanciarmos deste vector importante do tradicional controlo do Estado-Nação: a 26 de Maio de 1995 cessaram os controlos de pessoas independentemente da sua nacionalidade quando viajassem dentro da zona definida como espaço Shengen (Portugal, Espanha, França, Alemanha, Paises Baixos, Bélgica e Luxemburgo). O que se pensou nessa altura? O que pensamos nós como País e Nação soberana?
Ora bem, é claro que os tempos são outros, é o que estarão todos a pensar talvez... e é precisamente isso que há que realçar: os tempos são outros porque, em tempos, outros houve que mudaram os pressupostos de então, por atitudes de vanguarda que, aparentemente, hoje todos reconhecemos como válidas!
No que diz respeito à população europeia, a nova U.E. de 25 países passa a ter 457 milhões de pessoas e com 7,3% da população mundial passa a ser a maior potência económica do planeta… donde a reforma das instituições actuais no seio da União Europeia é muito mais que uma necessidade federalista do momento: ela constitui um passo decisivo (como todos percebem) para um modelo de construção europeu como nunca ninguém conheceu anteriormente!
Caminhamos para a harmonização fiscal, para a uniformização dos cursos do ensino superior (com o Processo de Bolonha), temos um Banco Central Europeu que define uma única taxa de juro, legislação comunitária supranacional, repito supranacional, assente em Tratados que são, sempre, integrados constitucionalmente e uma cidadania europeia com direitos estabelecidos!
Se à construção europeia faltar uma Constituição ela será apenas - se me permitem a expressão propositadamente deslocada - a cereja em cima do bolo!!!
Em relação à moeda há já algum tempo que deixámos de ter a possibilidade de podermos recorrer ao sempre útil ao expediente da taxa de juro para ajudar a reanimar a economia num dado momento (a Suécia, a Dinamarca e a Grã-Bretanha ainda têm essa possibilidade). E recordo que a interdependência exterior não foi alterada, porventura terá aumentado e, portanto, os mecanismos de resposta têm de ser mais avançados: é evidente! O motor de arranque está fora de Portugal há vários anos, depende das mais fortes economias dos outros Estados europeus e da contínua integração com os mesmos – não há outro caminho, donde a Constituição é aparentemente apenas uma nuance – por mais que isto custe aos puristas do Estado-Nação.
Em Maastricht os chefes de Estado e de Governo riscaram a palavra “Económica” no nome do Tratado: deixamos de ser Comunidade Económica Europeia para passarmos a ser Comunidade Europeia aliás, União Europeia como todos sabemos... mas será que ainda nos lembramos que esta pequena e simbólica alteração representava o desiderato de passar de uma união política? Da qual, aliás, actualmente já temos representantes a saber o Sr. Javier Solana e o Dr. Durão Barroso!
O Tratado de Amsterdão por seu turno foi, em termos comuns, apenas cosmética intergovernamental. (o processo tinha mesmo de continuar)
As duas palavras de ordem são pois: união política. Esta vem depois da união monetária, que é em si mesma e sempre foi, na história das relações internacionais, um acto eminentemente político.
Assim chegamos à Língua... este sim sempre foi o elemento estruturante de qualquer Nação.
Qualquer Nação com mais de 800 anos de história como a nossa e com as suas fronteiras definidas desde 1297 (no reinado de D. Dinis) está numa posição privilegiada para não temer qualquer projecto mais arrojado ao nível supranacional. A sua história tem um peso idiossincrático tão bem definido (diria mesmo atávico), que é iniludível num sentido uno de comunidade, mesmo numa oposição a outros povos num espaço europeu confederativo de Estados ou algo semelhante.
O embate provocado por uma União assente nestes moldes nunca irá afectar as nossas estruturas como Nação - atingirá sim e muito mais outros interesses quem sabe em áreas estruturais ou talvez não, mas decididamente no plano económico, há que realçá-lo, e quanto a esse facto como já vimos, desde há algum tempo, que já decidimos sobre essa matéria!
No fim de contas e correlacionando todos estes dados com o momento actual e com a discussão que se forma em volta do sim e do não ao Tratado Constitucional Europeu, eu pessoalmente gostaria que ele fosse encarado talvez como uma oportunidade de estar na vanguarda de um projecto político com o qual, decididamente, Portugal tem ganho desde há mais de dez anos desenvolvendo-se como nunca - conforme se pode constatar por exemplo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas - e não com as dúvidas e reticências habituais por parte de alguns que, ainda por cima, pecam sempre por inconsistência temporal.
Conclua-se, assim, que, do meu ponto, de vista a vitória do não representará a ausência de uma indelével linha de rumo na nova União Europeia , factor absolutamente essencial para congregar 25 visões nacionais (naturalmente desagregadoras) sobre uma realidade transnacional que é a nossa e que em última análise só pode representar ou a regressão a uma Europa dos 15, ou até mesmo o fim deste projecto único, renovador e inspirador das consciências das sociedades humanas nacionais a nível mundial muito mais relevante que a perpetuação dos Estados-Nação do tipo século XIX!
Uma nota final a vós pacientes leitores: lembrem-se do Velho do Restelo!
Alexandre Quinteiro



publicado por quadratura do círculo às 18:07
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Fernanda Valente - Cavaco inevitável

O Prof. Freitas do Amaral ao anunciar oficialmente o Engº António Guterres para o alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, evidenciou o mérito como sendo o critério principal que presidiu à escolha deste candidato, mérito circunscrito a qualidades pessoais e humanas e a capacidades profissionais e políticas.
Penso que as qualidades e capacidades enunciadas teriam necessariamente que fazer parte dos currículos de todos os candidatos que concorreram ao lugar, posto que se trata de um cargo com uma raiz de essência humanitária.
Mas, o candidato António Guterres ganhou a corrida. E, ganhou-a sobretudo pela “movida” de influências gerada pelos seus “altos” apoiantes, correligionários e não só, exercida ao mais alto nível internacional, e pela preparação ao pormenor do seu processo de candidatura, do qual destaco a sua deslocação ao Iraque para apoiar o processo eleitoral naquele país, na qualidade de presidente da Internacional Socialista – muito conveniente –, dando razão àquele velho ditado popular que diz: “se não consegues vencê-los, junta-te a eles”.
Também o presidente da Comissão Europeia terá igualmente movido as suas influências, senão, como é que se justifica o apoio dado pela Rússia a este candidato,
país com o qual nunca tivemos laços estreitos seja de que natureza for, para além das meras representações diplomáticas, e cujas políticas seguidas pelo seu presidente são por nós fortemente contestadas, assim como por todos os países que defendem regimes políticos com sustentação democrática. Durão Barroso conhece o desejo de Vladimir Putin em integrar a União Europeia, e Vladimir Putin conhece Durão Barroso como tendo sido um forte apoiante da guerra do Iraque e, consequentemente, da administração Bush, um decisor de peso em todo este processo, não fosse Kofi Annan uma das muitas marionetas animadas com engenho e arte pelos cordelinhos dos E.U.A.
Bravo Prof. Cavaco Silva, o senhor vai entrar para os Anais como o primeiro candidato a candidato que antes de o ser, já é o próximo Presidente da República eleito pela esmagadora maioria dos portugueses. Como dizia a Clara Ferreira Alves naquele programa de “jovens” irreverentes, sem papas na língua, o “Eixo do Mal”, pela ausência de candidatos presidenciáveis, credíveis ou ajustáveis às funções, ver-nos-emos todos compelidos a votar Cavaco Silva! Acho bem.
Fernanda Valente



publicado por quadratura do círculo às 18:00
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Vítor Costa Lima - Défice de 2004

Tenho lido que a Comissão Constâncio previu para 2005 um deficit de 6,8%. No entanto, nunca consegui ler em sítio algum o valor do deficit real de 2004, sem receitas extraordinárias. Creio que isto é muito importante, pois o valor do deficit de 2004 é aquele que se pode imputar ao governo Durâo/Santana Lopes, e não o deficit previsto para 2005, com receitas e despesas indicadas pelo governo Sócrates. Gostaria de ver os vossos comentários sobre isto publicados no blog.
Vítor Costa Lima
publicado por quadratura do círculo às 17:58
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António Gaspar - Estudos e decisões

Gostava que se discutisse um pouco os tais estudos que o Eng Sócrates disse
que iriam ser feitos com vista à resolução dos problemas da Segurança
Social, da Caixa Geral de Aposentações,... Dizem os jornais que vêm aí
decretos e decisões...
Já se fizeram os estudos? Ou já não são precisos? Ou foi mais uma mentira?
Será mais uma medida tomada à pressa com consequências imprevisíveis?
Sinto-me cada vez mais arrependido,... (e desta vez durou pouco).
António Gaspar
publicado por quadratura do círculo às 17:57
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João Correia - Regras do jogo

As pessoas poderão admitir a mentira, escondida ou disfarçada. Poderão admitir enganos, assumpção pública desses enganos e mesmo perdoar, pagando sem reclamar os novos sacrIfícios que lhes são exigidos.
O que as pessoas nunca irão aceitar ou tolerar é que mudem as regras a meio do jogo: depois de descontar para uma reforma durante 30 anos com decretos em vigor virem clamar que, à conta de erros que dos que antecederam na governação - venham dizer que afinal já não há euros para pagar isto ou aquilo e que os decretos e leis em vigor têm que ser alterados:
Isso minará irremediavelmente e para sempre a confiança de todos no futuro e no País como país.
João Correia
publicado por quadratura do círculo às 17:55
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José António Martins - Pelo esclarecimento

O assunto Constituição Europeia preocupa-me! Preocupa-me, não porque não o entenda e não tenha informação sobre ele, mas porque percebo que há sinais de instabilidade latente, baseados em argumentos e contra-argumentos falaciosos usados por pessoas que, por norma, nos habituaram a um registo de pensamento estruturado e fundamentado. Temo que este crescendo de conflitualidade em volta de um assunto sério possa trazer mais prejuízo que um simpes SIM ou NÃO no referendo (se o houver!). O facto de haver perspectivas diferentes em confronto, não nos torna inimigos, tão só enriquece o espectro de abordagem dos problemas, contribuindo para um melhor conhecimento e, necessariamente, uma melhor decisão na sua resolução. Tenho dúvidas em relação à bondade deste Tratado ! No entanto, também as tinha em relação à bondade dos anteriores ! Acontece que, desde o Tratado de Roma até aqui, por apresentarem novidades e não serem comparáveis com qualquer outros produzidos até então, todos os Tratados geraram dúvidas e não eram perfeitos (por isso foram sendo revistos ao longo dos tempos). Ora, penso, este também o será no futuro ! Entetanto, como em tudo na vida, é preciso fazer o Deve e o Haver para tomar a decisão. E aqui está o meu problema ! Até agora, vários comentadores e especialistas tomaram posição sobre o assunto. Tenho em conta a opinião de cada um e percebo-as ! Só ainda não percebi o que o Sr. JPP (José Pacheco Pereira) pretende em relação à Constituição Europeia ! Por um lado advoga de forma veemente, quase desesperada, pelo NÃO ! Por outro lado, usa argumentos que, por populistas e demagógicos, mais não fazem que entediar e criar desconfiança em quem os ouve ! Na minha perspectiva o Sr. JPP está a fazer um jogo esquizofrénico ! Dizer que NÃO para convencer todos os outros a dizer que SIM ! Senão
repare-se:
- critica a falta de debate e, ao mesmo tempo, critica os debates em que é convidado a expôr as suas ideias (?!) !!
- critica a falta de informação e, ao mesmo tempo, critica as instituições comunitárias por fazerem divulgação de informação factual sobre a Constituição Europeia !!
- critica o texto constitucional e, ao mesmo tempo, critica o Tratado em vigor
(Nice) !!
Afinal o que é que o Sr. JPP quer ?
Será que quer o que o Sr. Le Pen quer ? Será que quer o que o Sr. Louça ou o Sr Jerónimo ou o Sr. Graça Moura querem ? Será que não quer nada ? Será que quer só protagonismo ? Saberá, por acaso, o que quer ? A bem do meu NÃO ou do meu SIM, aguardo com expectativa a resolução desta esquizofrenia. Um espectador atento e ávido de esclarecimento,
José António Martins
publicado por quadratura do círculo às 17:53
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Sebastião e Silva - Críticas a Vítor Constâncio

Vítor está preocupado com o estado financeiro do País e com os gasto do
Estado. Volta a dizer que estamos de tanga.
Vitor, também conhecido por Constâncio, está há muito à frente do Banco de Portugal. Em sua casa entram mais de 25.000 euros mensais.
O governo do PSD/CDS de Durão Barroso permitiu-lhe que continuasse à
frente do Banco de Portugal,desde que viesse de tempos a tempos alertar os
portugueses (só os que pagam impostos) de que é preciso apertar o cinto.
E Vítor cumpriu meticulosamente a sua função, defendendo com unhas e
dentes o Discurso da Tanga, versão I, de Durão e Manela Leite.
Santana e Bagão mantiveram-no no Poder e ele também cumpriu.
Agora, está de novo o seu PS no Poder e Sócrates fartou-se de fazer
promessas de que não havia aumento de impostos e haveria aumento de
empregos e alteração da Código do Trabalho do Bagão. Eram promessas só
para serem metidas na gaveta mais tarde.
Mas Sócrates não quer assumir a responsabilidade da versão 2 do Discurso
da Tanga já antes das eleições autárquicas.
Por isso pediu ao seu amigo Vítor, que viesse ele a público dizer que
isto está mesmo mal e apelar ao Presidente da República para intervir a
convencer os portugueses (sempre os mesmos do costume, claro) a apertarem
ainda mais o cinto.
Alguém ouviu o sr.Vítor apelar a que não construíssem 10 estádios de luxo
do Euro 04, pagos quase exclusivamente pelo Estado e autarquias e aprovados
por Sócrates como Ministro do governo Guterres?
Alguém ouviu o sr. Vítor apelar aos governos para que não comprassem
submarinos por causa da crise?
Alguém ouviu o sr.Vítor pedir aos governos que não comprassem ou adiassem
a compra de centenas de blindados e helicópteros de guerra de último modelo?
Alguém ouviu o sr. Vítor a chamar a atenção que o TGV é um luxo de
centenas de milhões para o estado do País?
Alguém ouviu o sr.Vítor apelar aos governos para serem inflexiveis
contra a gigantesca fuga aos impostos dos que mais ganham e que atinge
milhares de milhões?
Alguém ouviu o sr. Vítor pedir aos governos que acabem com a isenção de
impostos sobre os milhões ganhos na especulação bolsista de acções?
Alguém ouviu o sr.Vítor apelar aos senhores administradores das grandes
empresas, pagos a valores iguais ou superiores aos dos países ricos, para
que dêem o exemplo baixando os seus chorudos vencimentos e prescindindo das
dezenas de milhares de contos de prémios anuais?
Etc, etc,
Não, ninguém ouviu!
Ouviu-se agora o sr. Vítor para fazer um frete ao seu amigo Sócrates
porque este fez promessas que não eram para cumprir e agora era preciso
desenrascá-lo dizendo que «isto está pior do que se pensava».
No País mais pobre da U.E., com os mais baixos salários de todos, com
mais de 2 milhões de pobres e 200 mil com fome e o maior fosso entre os 20%
mais ricos e os 20% mais pobres nas estatísticas da U.E., o governador do
Banco de Portugal apenas tem o papel triste de apelar para aos que já estão
sobrecarregados de impostos que paguem ainda mais.
Sr.Vítor, ao menos seja coerente, apele publicamente aos governos que,
devido à crise, o seu salário de vários milhares de contos mensais, deveria
ser diminuído...
Já agora acrescentaria:
- É de quem a responsabilidade da Ponte Vasco da Gama ter custado
exactamente o dobro do que deveria ter custado, segundo auditoria do
Tribunal de Contas?
- E do contrato ruinoso para o Estado português, que se traduziu em milhões
de contos de prejuízo, do agora inviável túnel do metro de Lisboa?
- E de quem é a responsabilidade do desperdício de milhões do erário público
com o início de construção e respectivo embargo do túnel do Marquês?
- A quem interessa o projecto, que parece agora querer ser retomado, do
aeroporto da OTA, que acrescenta mais 50% de capacidade ao da Portela, sem
que este esteja esgotado nem se preveja que venha a estar na próxima década,
para além da total falta de infra-estruturas de transporte da OTA para Lisboa
Bem, pelo menos tivemos a maior árvore de Natal da Europa!
E temos umas pégadas de dinossauro, que ficaram em 50 milhões de contos, mas
valem bem a miséria e desgraça das populações sem água, sem electricidade e
no desemprego
Futebol-Construção civil-Tráfico de influências: Está aqui a explicação
para tudo Sr. Governador do Banco de Portugal.
Um português, dos poucos, que pagam impostos,
Sebastião e Silva
publicado por quadratura do círculo às 17:51
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Odete Pinto - Excesso de futebol

Muitas vezes vemos, nas televisões, um convidado – por mais importante que seja o assunto de que nos vem falar - ser bruscamente interrompido pelos jornalistas com a desculpa “enfim, como sabe o tempo em televisão é sempre curto, mas ficará para uma próxima oportunidade…"
Alguém se lembra de ter algum dia visto semelhante atitude para com um jogador, treinador, seleccionador, director da bola (antes, durante, depois da bola) ? Nunca !
Já ontem era tarde para que as Televisões dediquem muito menos tempo de emissão ao futebol e muito mais a temas como o ambiente, a cidadania, o civismo!
Sabe-se que hoje o futebol não pode ser encarado apenas como um desporto, mas antes como uma poderosa indústria (até tem fundos de investimento), cuja "poluição" é a violência, a corrupção e os incumprimentos tolerados. São também os gastos obscenos num pequeno e pobre país da Europa onde, em pleno século XXI, a água canalizada e o saneamento básico estão longe de servir toda a população.
O futebol não pode continuar a ser preponderante, nem ser considerado como um "desígnio nacional", até pelos nefastos sinais que difunde para a sociedade a quem há muitos anos são pedidos sacrifícios.
Afinal, não foi autorizada a instalação de um casino no Parque Mayer mas faz-se ampla divulgação pública e gratuita do maior casino do país, diariamente, nas televisões.
É justo salientar as corajosas posições públicas do Dr. J.Pacheco Pereira, do Prof. Jorge Miranda e até a atitude do Dr. Rui Rio.
Em minha casa e na dos meus filhos, bola não entra!
Odete Pinto


publicado por quadratura do círculo às 17:41
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Armando Barata - Democracia em perigo

Ciclo de poder dos partidos em Portugal:
Acção:
1ªFase:
-Subida ao poder da(s) força(s) com base na demagogia e promessas
eleitorais populistas.
2ºFase:
-Não cumprimento das promessas eleitorais com base no argumento:
"...desconhecimento da verdadeira situação real do país..."
3ªFase:
-Introdução de algumas medidas impopulares que não comprometem muito o
calendário eleitoral próximo (autárquicas,presidenciais,europeias,etc.),demonstrando uma aparente vontade
reformista.
Reacção:
1ªFase:
- O eleitorado e forças corporativas(partidos,sindicatos,outros),tentam
cobrar promessas eleitorais
2ªFase:
-As corporações em geral tentam ganhar dividendos políticos e outros,
passando a mensagem nos media das contradicções do governo e sua
incompetência.
3ªFase:
-Desgaste e falta de apoio social do governo na implementação de
medidas.
Consequência:
1ªFase:
-Eleições antecipadas ou prolongamento dum ciclo político desgastante
com contestação generalizada dos media,partidos,forças económicas e
outras
2ªFase:
-Fim do ciclo político,com a eleição de outra força governativa com base
novamente na mentira,demagogia e promessas eleitorais populistas.
Conclusão: A democracia representativa está em perigo!!!
Armando Barata

publicado por quadratura do círculo às 17:37
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