Quarta-feira, 22 de Junho de 2005

Luis Lima - Críticas ao Presidente

(...) Na sequência de um anterior pedido de desculpas emocionado aos "Coitadinhos" dos imigrantes, e de um evidente clima de insegurança no País, o nosso PR vai visitar pela 3ª vez o mesmo bairro problemático de Lisboa. Quaís serão as suas motivações?? Numa altura em que não há grande actividade de obras públicas, nem haverá tão cedo, continua o PR a achar necessário a entrada descontrolada de estrangeiros, particularmente brasileiros ?? Na sua incapacidade de análise o PR ataca o único sector que soube actualizar-se por forma a competir e dar grandes lucros. No seu entusiasmo repentino, esquece-se que os bancos servem para ganhar dinheiro e que cabe ao governo fazer as leis e taxar os impostos sobre os lucros. Mas o PR mais uma vez está preocupado, não com a eficiência das instituições, mas com os "Coitadinhos" que de uma forma leviana e sem qualquer responsabilidade consomem crédito e são "Enganados" pela publicidade!? Sr. PR, para tratar de publicidade enganosa ou "Embustes" tambem existem instituições e cabe ao governo fazer e aplicar as leis !
Luis Lima
publicado por quadratura do círculo às 17:40
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Nuno Monteiro - Preços dos medicamentos

A ANF fez divulgar na rádio uma comunicação onde dizia algumas "verdades".
De imediato, reagiu a Indústria.
Em Portugal, o Estado e os utentes pagam muito pelos medicamentos que consomem. Muito mais do que em outros Países (mais ricos).
Quem ganha? A Indústria que se pode dar ao luxo de apresentar lucros fabulosos e, com parte deles, comparticipar muitos eventos que benificiam aqueles que perscrevem os seus produtos (os médicos).
Quem perde? Os contribuintes( através do Estado que comparticipa) e o utente que consome muito mais caro.
O que se paga a mais?
1)O consumo de medicamentos de marca em detrimento dos genéricos. Sem justificação nenhuma.
Os médicos prescrevem estes medicamentos nos Hospitais. Não os ouço a protestar com a qualidade...
Os Países mais desenvolvidos e ricos da Europa utilizam os genéricos até à exaustão. Quase metade dos medicamentos utilizados. Não acredito que coloquem (mais do que nós) a qualidade da sua saúde em risco...
O crivo de qualidade dos genéricos é idêntico ao dos medicamentos de marca. Assegurado pelo Infarmed.
Os genéricos são muito mais baratos...
2)O preço dos medicamentos em Portugal não resultam de um mercado livre. É tabelado pelo Estado, com base em critérios legais. Neste caso, utiliza os preços dos mesmos medicamentos em países europeus (preços de referência) para determinar os preços de venda ao público. Infelizmente a lei (que já tem alguns anos) tem buracos nunca resolvidos.
Vejamos:
Quando é lançado um medicamento, procuram-se os preços de referência e aplica-se um valor. A Indústria descobriu o tal "buraco" e passou a lançar os produtos primeiro em Portugal. Sem preços de referência, fazia o seu próprio preço. Ano após ano, deveriam ser revistos os preços. Não são. Enquanto nesses países o mercado funcionava e os preços baixavam (com o aumento da "idade" do produto e com a concorrência), em Portugal, nada. Daí as diferênças detectadas pela ANF. Medicamentos 60% acima do preço de referência...
Os valores de poupança para o Estado (outros tantos para os utentes) referidos pela ANF são significativos. Algumas décimas do PIB.
O que está à espera Sr. 1º Ministro? Tape este buraco legal.
Nuno Monteiro
publicado por quadratura do círculo às 17:36
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Luis Ramalho - Tratado europeu

O povo Francês votou não o Tratado Constitucional. Será que:
1. O resto da Europa vota sim e o T.C. é imposto aos franceses ? 2. O resto da Europa vota sim e França não adopta o T.C. ?
Mas será que não foi ponderada (pela “elite política”) a hipótese de um
estado membro não ratificar o tratado ?
Quanto ás razões pelas quais se vota sim ou não.
Deveremos aprovar uma constituição que desconhecemos ?
Que passos foram dados para divulgar os oitocentos e tal artigos da
constituição ?
Será que o povo não tem capacidade ?
E os que têm capacidade mas não fazem da política o seu modo de vida será
que têm tempo e ou paciência para se inteirarem do Tratado Constitucional ?
Se se desconhece o conteúdo do que é proposto então voto é Não.
Luis Ramalho
publicado por quadratura do círculo às 17:32
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João Nabais - Ataque aos diabéticos

(...) sobre a situação actual dos diabéticos em Portugal:
Numa área onde uma politica estratégica de prevenção, educação para a saúde e disponibilização das mais modernas formas de tratamento são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos portadores de doenças crónicas, para o incremento da produtividade e para a economia do país podemos constatar que são propostas medidas avulsas que visam totalmente o oposto.
Não tendo a visão estratégica e querendo mostrar a curto prazo obra feita (ainda que danosa) assistimos à proposta por parte do Ministério da Saúde de reduzir a comparticipação de 100 para 95% nos medicamentos de classe A. Esta medida de carácter imediato, ainda que o imediato seja demagógico (pois os argumentos avançados são uma pura ilusão) e sem efeitos práticos para a redução efectiva do défice da Saúde irá reflectir-se a curto, médio prazo bastante danosa até para o orçamento da saúde, tal como o provam inúmeros estudos científicos que apontam um só caminho para a poupança de dinheiro na área da diabetes (a qual representa cerca de 10% do orçamento da saúde) que é a aposta na prevenção da doença e das suas complicações.
João Nabais (Presidente da Direcção da Diabentejo – Associação dos Diabéticos Alentejanos)
publicado por quadratura do círculo às 17:29
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Mário Martins Campos - Questões de segurança

A propósito de um “arrastão” ocorrido na praia de carcavelos, o tema da segurança saltou para o debate publico e político. Teve pelo menos esse mérito de levantar uma questão, que a todos diz respeito e a todos deve preocupar.
O problema da segurança (ou da falta dela...) é muitas vezes confundido com outros problemas, que lhe são adjacentes, e que para bem do debate, devem ser tratados de forma distinta.
Quando ocorre um caso desta natureza, onde a “cor do crime” é bem definida, aparece logo uma certa corrente de opinião a radicalizar o discurso, contra uma comunidade que não deve, nem pode ser, toda ela carimbada, com o selo da criminalidade. Por outro lado, logo saltam à liça, os arautos da tolerância, da compreensão e os defensores acérrimos da teoria, de que não existem Homens maus, as suas circunstâncias é que são potenciadoras do desrespeito pela ordem e pela lei.
Ora é aqui que reside o problema, que impede um debate sério, e que conduz a que este debate seja recursivo, e infelizmente despoletado por casos públicos de violência, que trazem às parangonas, aquilo que a pequena (mas igualmente dramática) criminalidade não traz.
Há pois que destinguir, de forma clara, aquilo de que falamos. Há que destinguir, aquilo que deve ser um combate intransigente contra a criminalidade e a insegurança, fazendo cumprir a lei de forma dura e sem constrangimentos de qualquer espécie, sejam eles raciais, económicos ou sociais, daquilo que deve ser uma política de promoção da inclusão de comunidades étnicas, de promoção da igualdade perante o mercado de trabalho e de promoção da abertura dessas mesmas comunidades à sociedade em que se inserem.
É importante uma verdadeira política de imigração, mas não nos podemos distrair com esse debate, desculpabilizando desta forma aquilo que é a pratica de crimes graves contra uma sociedade, que não pode ser esquecida em todo este debate. Muitas vezes, atrás de um debate que não trata de forma distinta o que é efectivamente diferente, esquece-se do direito de uma sociedade à liberdade e à segurança. É inadmissível que se desculpabilizem os criminosos, com base em atenuantes que a própria sociedade lhes impõe, e se esqueçam os ofendidos, que se vêm coarctados nas suas liberdades e garantias.
Há pois que ser firme contra o crime, sem esquecer todas as políticas sociais e económicas que devem ser levadas a cabo, por forma a melhorar as condições de vida de toda a comunidade. Á policia cabe fazer cumprir a lei, e devem-lhe ser dadas todas as condições, materiais e humanas, para que possam garantir a segurança de toda a sociedade. Só uma sociedade segura, pode ser verdadeiramente livre e capaz de construir a cada dia, um país onde seja bom viver.
Mário Martins Campos

publicado por quadratura do círculo às 17:26
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Abel Cunha – Ditadura da democracia

Estamos confinados à ditadura da democracia. Depois de 1974, o sistema de alternância democrática que ora põe no governo o PS, ora o PSD, apenas nos conduziu à situação actual; dificuldades económicas, apertos do cinto, o país na cauda da Europa na generalidade dos indicadores socio-económicos, desânimo e frustração.
Caímos na armadilha da democracia. Alternadamente, em 30 anos, estes dois partidos afundaram-nos. Batemos num fundo sem fundo. Consequência da (in)competência política, o país afunda-se ou, vice-versa. Chegamos ao ponto dos políticos mentirem descaradamente nas suas campanhas e, nem sequer somos capazes de lhes retirar o poder. Reconheçamos que se o PS na campanha eleitoral, tivesse dito que ia aumentar a idade da reforma, os impostos, os combustíveis, e todas as decisões gravosas para os cidadãos, que tem tomado, provavelmente teria sido menos votado que o BE. Mas, assim não vale! Se o país caminha para o terceiro mundo, a política já lá chegou.
(...)
É esta a armadilha. De vez em quando, lá vai, como dizem os anarquistas, o gado eleitor a votos, legitimar a alternância. Os que são governo, passam a oposição, ocupando os confortáveis cargos de deputados, enquanto que, os que deixaram estes cargos, elevam-se a governo ou a administradores das EP. E andamos no alterne há 30 anos.
Claro que o regime só poderia conduzir à actual situação. De há 30 anos para cá, eles são sempre os mesmos e os resultados estão aí. Não vale a pena discutir as medidas do actual, ou outro qualquer governo, que apenas têm consequências gravosas na vida de quem trabalha: o défice, a crise da justiça, o ensino, a saúde, o corte de regalias dos políticos – deixem-me rir - é tudo fumaça para entreter o pagode. Daqui a quatro anos, se não for antes, o PSD ganhará as eleições, o PS terá socializado a miséria, o país estará mais longe da Europa, mais pobre e atrasado.
Devo confessar que pelo menos lhes reconheço um mérito. O de me fazerem tristemente sorrir, quando um governo acusa o anterior pelo estado da nação.
É tudo tão previsível. As promessas eleitorais, a encenação com o valor do défice, motivo para legitimar o não cumprimento do programa em que o povo votou, as novas promessas de que daqui a 3 anos estaremos melhor – claro estaremos próximo de novas eleições - Valha-nos Deus. Pelo menos que nos sirva de lição; o poder corrompe, o poder absoluto é, já em si, corrupção.
Não tenho qualquer preferência partidária. Abomino o sistema. Aos 55 anos, estou, mais que desiludido, descrente que algum dia venhamos a ter vida melhor.
Por tudo isto, a conclusão é óbvia. Novas eleições nada mudam. Não vale a pena gastar dinheiro e energias com estas. Quanto muito, mude-se o regime.
Somos um país indignado e em luta com o seu próprio governo, eleito há apenas 3 meses. Assim não há economia que resista. Se este governo durar os 4 anos, quando lá chegarmos, estaremos desgastados e provavelmente, insolúveis. De outra forma, se é para saírem, que seja depressa. Como têm maioria absoluta e estão agarrados ao emprego que nem lapas – se assim não fosse não teriam mentido para lá chegar – sendo o PR é da mesma cor, só o combate na rua os pode demitir.
E aos próximos, já que eu não votarei, não se esqueçam de lhes dar maioria absoluta!
Abel Cunha
publicado por quadratura do círculo às 17:22
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2005

Sebastião e Silva - O que se passa?

Sinceramente, por mais que me esforce, não consigo entender o " estado de graça " em que este Governo ainda se encontra e a apatia dos " media ".
E refiro-me a este Governo, que é do PS, como me referiria a qualquer um outro Governo, fosse ele do PSD. Aliás também fui crítico do anterior Governo e não me considero um “ bota-abaixo “.
É que desde Abril de 1974 que aqueles dois partidos políticos - PS e PSD -, têm alternado no poder.
Sendo assim, pergunta-se: se o País está, efectivamente mal, de quem será a responsabilidade? Dos funcionários públicos? Dos professores? Dos magistrados e dos funcionários judiciais?
Deixem-me dar um exemplo, abstracto:
Se um Banco, ao fim de 30 anos, estiver à beira da bancarrota devido à incompetência dos administradores e dos gestores que teve durante esse tempo, será admissível, tolerável vir a sua adminsitração para a opinião pública dizer: a culpa da situação é do porteiro; dos caixas; do ascensorista, etc. e, por isso, vamos ter de reduzir 50% do vencimento dessa gente, mantendo, é certo, os vencimentos - chorudos - dos adminsitradores. Porém e porque a crise é para todos, os vencimentos - chorudos - destes senhores também não serão aumentados nos próximos 3 ou 4 anos…
Mas afinal fazem de nós parvos, a Comunicação Social anda distraída ou o que é que se passa?
A Espanha saíu de um regime autoritário, tal como nós; entrou na CEE em 1986, tal como nós e, no entanto, está muito mais desenvolvida do que nós. Porque será? Tem melhores funcionários públicos; melhores professores, etc? E mesmo admitindo que os tem, a culpa será de quem?
Outro exemplo:
Como se admite que um político que foi responsável por um enorme rombo no erário público - v.g. obras do Metro no Terreiro do Paço, em Lisboa; Ponte Vasco da Gama que custou o dobro do previsto, etc -, venha agora para a televisão e para os jornais, a falar de cátedra, como se não tivesse nenhumas responsabilidades na crise, muito grave, que atravessamos?
Outro exemplo, por uma questão de pluralismo partidário: Como se admite que o líder da oposição que esteve anos no poder, embora alternados, apareça agora com receitas milagrosas para todas as maleitas do país?
Foi uma balbúrdia como a que se vive actualmente que levou ao final da 1ª República e à instauração de um regime autoritário, lembram-se?
E agora só não acontecerá o mesmo porque, pelo menos por enquanto, estamos integrados na UE.
Face à manifesta incompetência demonstrada pelos políticos que nos governam desde 1974, seja qual for a cor política, não terá chegado a altura de limitar os mandados dos políticos obrigando, assim, à sua renovação e à esperança de que…. um dia, a competência política apareça?
Eu, por mim, confesso que estou cansado de ver na AR, nos Governos e nas autarquias as mesmas caras e, óbviamente, as mesmas competências, ou melhor,incompetências.
Confesso também que quando leio alguma imprensa estrangeira e vejo o retrato que fazem de Portugal, o país mais miserável da UE, que só ocupa os lugares cimeiros onde não devia ocupar - criminalidade, sinistralidade rodoviária, vencimentos dos gestores públicos, etc. -, sinto, verdadeiramente, vergonha de ser português, de ter tido o azar de ter nascido neste canto da Europa e pergunto-me: Será que os nosso políticos sentirão o mesmo? Dormirão eles com a consciência tranquila?
Valha-nos Nº Srª de Fátima que é o que nos resta!...
Sebastião e Silva



publicado por quadratura do círculo às 17:52
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J. L. Viana da Silva - Viva Cunhal

"Enquanto houver injustiça e exploração de um homem por outro haverá sempre comunismo e socialismo"- Palavras de Álvaro Cunhal. Ainda existe quem diga que Cunhal perdeu, ou que a sua vida não teve sentido, que o marxismo não faz sentido, etc, mas a sociedade actual é fundada no marxismo, a democracia não teria sobrevivido sem a ideia de poder do povo! Cunhal é um vencedor e as democracias não podem perder essa ideia do poder dos cidadãos. Num tempo em que proliferam os mass media como em finais do sec.XIX o poder do povo pode desenvolver-se através deles... Espírito crítico e consciência serão as qualidades que se espera, e esperaria Cunhal - como esperam todos os que pensam democraticamente o social - Viva Cunhal e a forma como enveredou politicamente no seu tempo histórico!
J. L. Viana da Silva
publicado por quadratura do círculo às 17:48
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Marco Ferreira - Sou culpado

Abro a porta, entro no átrio arrefecido pelo ar condicionado, obtendo uma sensação agradável e hedonista. Dirijo-me á pessoa da qual quero obter uma informação; no decorrer da conversa, foi perguntado: "Qual a sua profissão?". Hectacombe total! Fiquei encurralado: qualquer resposta que desse seria sujeita ao tal olhar reprovador, com um misto de inveja e desdém. Após o turbilhão rápido redemoinhante no meu cérebro, surgiu a decisão de optar pela resposta que teria o menor impacto: entre dizer "professor" (os tais dos privilégios faraónicos, com honras de primeira página no Expresso) e "funcionário público" (os tais que não trabalham e que são os tratadores do Monstro, alimentando-o fartamente), optei pelo segundo. E lá veio o olhar da praxe...
É este o ponto emocional a que chega um funcionário público (com a ênfase perjorativa da expressão): ter vergonha de o ser...
Já apontam o dedo no pátio da escola aos filhos dos funcionários públicos, como se fossem os filhos dos cobradores de impostos da Idade Mèdia; ou então, fazem bullying, vingando-se da malandrice dos pais dos mesmos...
O que é certo é que vejo expressões como esta registadas no blog: "(...) nada se anuncia para travar as despesas correntes ou para por os funcionários públicos a trabalhar. (Daniel Patmore)". Estranho...! Então quando vão ao hospital, ninguém os atende? Como obtêm os documentos necessários? Os filhos regressam das escolas porque não está lá ninguém? Não sei responder; apenas sei que é esta ideia subconsciente que está enraizada, e nem a golpe de machado se vai conseguir arrancar...
No entanto, deixo algumas reflexões talvez politicamente incorrectas:
Entrevista no Jornal de Negócios da SIC Noticias:
Medina Carreira (economista)
“Dou alguns exemplos de despesas públicas que acho descabidas:
Juros bonificados- €420 milhões
SCUT - €520 milhões
Lei programação militar- €220 milhões
Formação Profissional - €900 milhões (!) (onde estão os técnicos de que tanto se queixam os empresários?)
Euro 2004- €600 milhões (em infraestruturas que são usadas esporadicamente e neste momento 2 estádios vão ficar desertos –Aveiro e Algarve)”
Quem gerou estes (e os outros não mencionados) monstros? Os sucessivos governos desde 1974, particularmente desde a década de 90, e não vi até hoje qualquer responsabilização pessoal das pessoas que assinaram os diplomas que permitiram o nascimento das bestas. Para quando esta responsabilização pessoal? Se um governante negligentemente toma decisões castrantes para o futuro do país, a penalização politica deve ser considerada suficiente?
Quem deve ser o alvo: os funcionários públicos ou quem tomou a decisão de recrutá-los consoante as necessidades (clientelistas, politicas ou profissionais)?
Ainda não ouvi o Governo anunciar:
- que serão extintas as leis (ou estatutos) que permitem que determinados cargos públicos (CGD, Banco de Portugal, etc.) tenham direito a pensão vitalícia com poucos anos de trabalho
- as medidas para que os 60% de empresas que não pagam IRC passem a pagar
- as medidas para que os profissionais liberais e os trabalhadores por conta própria declarem os rendimentos reais
- as medidas para acabar com o "cancro" autárquico no capítulo da despesa pública (controlo de recrutamento de pessoal, obras públicas, empresas municipais)
- as medidas para que a banca e os seguros não se refugiem nos off-shore para não pagarem o que devem
- as medidas reguladoras para que as mais-valias bolsistas sejam tributadas, evitando que estas aproveitem a globalização para fazer circular os capitais, fugindo à tributação
Após 20 anos a receber dinheiro grátis, não era suposto Portugal estar ao nível de desenvolvimento económico e de qualidade de vida dos países da Europa Central e do Norte?
De acordo com as medidas anunciadas, parece que não; ao invés dos trabalhadores usufruírem do sistema mais benéfico, que neste caso, segundo o entendimento do Governo, será a Função Pública, retira-se esse sistema e nivela-se por baixo. Isto é, se a Função Pública tem melhores regalias sociais, então que todos os trabalhadores do mundo empresarial fossem nivelados para o mesmo sistema, em vez de nivelar a Função Pública pelo sistema mais desvantajoso. Num país desenvolvido seria esta a medida anunciada; com a proposta apresentada, ficou definitivamente evidenciado que nem com crédito gratuito Portugal consegue evoluir...
E do muito que havia para reflectir, é melhor ficar por aqui; para funcionário público já trabalhei (a escrever...) demais, e não estou habituado a tal, pelo que tenho de repousar.
Entretanto, vou fazer manutenção ao meu estojo de disfarces e decidir qual o que vou usar amanhã, não vá o diabo tecê-las e alguém me reconhecer na rua e começar a gritar "Agarra, que é funcionário público! Agarra, que é malandro! Agarrem o despesista!"...
Marco Ferreira
publicado por quadratura do círculo às 17:46
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José Duarte Amaral - Marcação do referendo

«Lisboa – O ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, admit iu esta quarta-feira a hipótese de Portugal fazer uma «pausa para reflexão» e, eventualmente, adiar a realização do referendo em Outubro sobre o Tratado da Constituição Europeia.» - Ainda existem dúvidas por parte do governo? Ainda não se aperceberam que, antes do Referendo, quer os governantes, como todos os agentes políticos, deverão proceder aos devidos esclarecimentos sobre o que é e para que serve a UE – União Europeia? E o que é o Tratado? É a Constituição Europeia? Ou é o documento, a partir do qual será elaborada a nova Constituição? Os franceses, os ingleses, os holandeses, entre outros, estarão esclarecidos... mas, os "portuguesitos"... coitados dos "portugas"... sabem lá o que isso é!... Além disso, os candidatos a autarcas não poderão "digladiar-se" pelo poder local e, ao mesmo tempo, andar aos beijos e aos abraços em relação ao Sim, ou ao Não ao Referendo sobre o citado Tratado (para a Constituição Europeia). Por isso, em simultâneo com as Eleições Autárquicas... nunca, senhores políticos do após "25 de Abril"! Por isso, a “pausa para reflexão” deverá prolongar-se por muitos meses, ou seja, a data para a realização do citado Referendo só deverá ser promulgada pelo próximo Presidente da República, que (espera-se) não seja, mais uma vez, um Cidadão da área política – partidária da chamada “esquerda burguesa”, como deseja o “camarada” Mário! Basta “camarada” Soares! Termine as suas intervenções políticas com o segundo “ abraço (envenenado) ” ao “verdadeiro Camarada” Álvaro Cunhal – este, sim, coerente nas suas convicções! O primeiro abraço, foi há 31 anos, no “1.º de Maio” de 1974 – Lembra-se? E, depois? Como foi o seu percurso político? Já se esqueceu que até aceitou uma coligação governamental com o, agora, “socialista” Freitas do Amaral, logo no 2.º Governo Constitucional, quando, há época, era o “líder” do partido mais próximo do regime deposto? Porque não o “empurra” para a candidatura de esquerda à Presidência da República? Áh, é verdade, se isso acontecesse, que “sapo” engoliam os comunistas, os bloquistas e, até, os verdadeiros socialistas? Recorde-se que, os anti – soaristas, em 1981, votaram, em massa, no General Ramalho Eanes; e, em 1986 (na 1.ª volta) voltaram a votar, em massa, no saudoso Dr. Salgado Zenha, que só não foi à 2.ª volta, porque lhe faltou os votos daqueles que optaram por votar na “mulher – coragem” – foi a sua sorte, Dr. Mário Soares!... E, para terminar, pergunta-se: - Qual é a situação actual do nosso pobre país, depois de ter sido “governado” pelos senhores políticos do após “25 de Abril”? Uma coisa é certa: - A culpa não poderá ser imputada aos partidos que não fizeram parte dos 17 (!...) governos constitucionais! Relativamente aos governos provisórios, bom… Ao General Vasco Gonçalves, deveria ser erigida uma Estátua em cada distrito do território nacional! Sabe porquê? Simplesmente porque, se não tivessem existido as nacionalizações, não teriam sido levantadas, bem altas, as vossas bandeiras das privatizações!...
José Duarte Amaral
publicado por quadratura do círculo às 17:40
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