Quinta-feira, 28 de Julho de 2005

André Carvalho - Tiros nos pés

José Sócrates adjectivou de «inteligente» as respostas do seu Ministro
Freitas ao DN.
Depois de ouvir estas declarações do sr. Primeiro-ministro, fiquei
preocupado, pois já tinha lido a entrevista e provavelmente tinha-me
escapado alguma coisa. Voltei a ler a entrevista mas, continuei sem
encontrar vestígios - dignos de monta - da dita tal... bem pelo contrário.
Senão vejamos, se considerarmos os factos subsequentes, identifico pelo
menos - e por enquanto - dois "tiros" certeiros do Professor Freitas nos
próprios pés.
O Professor Freitas quis aproveitar-se da indecisão do PS na escolha do seu
candidato presidencial e aproveitou a entrevista para "sugerir" ao PS o
apoio à sua candidatura. Se o Sr. Professor tivesse pensado um pouco,
chegaria à conclusão que o aparelho do partido socialista nunca aceitaria
apoiar um candidato com o seu passado político. As suas declarações acabaram
por espicaçar os socialistas a acelerarem a sua busca presidencial. O nome
de Manuel Alegre começou a ganhar maior consistência e também Mário Soares é
"pressionado" a avançar contra um suposto forte candidato de Centro-Direita
- há quem diga que é o Professor Cavaco Silva. :)
Como se pode observar afinal a entrevista teve o condão de servir
simultaneamente como tiro de partida e "tiro" no próprio pé do Professor
Freitas. Se graças às suas declarações a sua candidatura acabou quando
começou, por muito que me esforçe não consigo discernir nesta opção do
Ministro dos Negócios-Estrangeiros nada de inteligente.
O segundo "tiro" é mais sub-reptício pois parte da suposição que as
"críticas" de Freitas às falhas de comunicação governamentais, não se
dirigiam ao Governo mas teriam sido direccionadas ao Minístro Campos e Cunha
que acabou por abandonar as suas funções escassos dias depois.
Apesar desta análise de conteúdo à entrevista de Freitas só ter surgido após
o Ministro Campos e Cunha ter abandonado o Governo, a verdade é que essa
saída abalou a credibilidade do Governo e não veio a ajudar em nada à
superação da crise política-económica que se vive nos últimos tempos no
nosso país e que este Governo assevera estar empenhado em querer
ultrapassar.
Este cenário de instabilidade governativa que se traduz numa falta de rumo
que é cada vez mais evidente, acaba por beneficiar a candidatura de Cavaco
Silva, tal como têm indiciado as últimas sondagens.
Como se vê, é difícil de descortinar sinais de inteligência nesta entrevista
de Freitas do Amaral, e só mesmo quem anda muito desatento como o nosso
Primeiro-ministro, consegue encontrar inteligência onde ela não existe de
forma alguma, ou então a inteligência já não é o que era.
André Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 16:48
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Paulo Costa - Ota e TGV

O TGV irá permitir que uma viagem de Lisboa - Porto leve menos de 2 horas, o que implica a diminuição do tráfego aéreo entre as duas cidades. Assim, os voos "low cost" poderão utilizar o aeroporto do Porto,diminuindo assim o tráfego aéreo na Portela ( deixando de justificar o aeroporto da Ota e passando a rentabilizar o aeroporto de Pedras Rubras ).
Mas não devemos esquecer que o investimento feito no Pendular ainda não foi maximizado - há partes do percurso entre as duas cidades que são feitas a menos de 80 km/h, mas a promessa era que permitiria o trajecto em menos de 2 horas.
Assim, poder-se-á evitar o despendio, a meu ver criminoso, no TGV e na Ota, melhorando o Pendular e, já agora, instaurar um processo crime a quem autorizou e despendeu tanto dinheiro no pendular sem nunca ter sido atingido os objectivos pretendidos.
A construção do aeroporto da Ota e do TGV talvez ajudem a criar os 150000 empregos mas vão empenhar o país no próximos 20 anos.
Paulo Costa
publicado por quadratura do círculo às 16:44
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André Carvalho - Sinais graves

Quatro curtos meses foi o tempo suficiente para o Minístro de Estado e das
Finanças Campos e Cunha confessar o seu "cansaço" governativo e abandonar as
suas funções.
Por muitas desculpas que se arranjem, parece-me evidente que a sua saída se
prendeu com divergências e conflitos de interesses cada vez mais
indisfarçaveis que estão a surgir no seio do governo e internamente no
partido socialista.
Este episódio é bastante mais grave do que alguns querem fazer crer, pois
este governo conta com uma forte base de apoio: uma maioria absoluta
parlamentar; um Presidente da República que ao contrário de outros tempos
anda muito condescendente e silencioso; uma multidão de opinion makers que
pretendem todos os dias e por todos os meios «tapar o sol com a peneira»; um
relevante número de apoiantes com cartão rosa que querem manter os "bons
empregos" que entretanto lhes arranjaram; e até com o apoio dos portugueses
que como eu não acreditam neste governo mas que sabem que o país necessita
de estabilidade governativa.
Com esta sólida base de apoio este governo deveria ter a obrigação de
governar sem qualquer sobressalto e com um rumo definido, contudo, o
Primeiro-ministro José Sócrates parece continuar a vacilar entre a defesa
dos verdadeiros interesse do país e os caprichos dos seus camaradas de
partido.
Não era isto que eu esperava, assim como não me parece que fosse isto que o
povo português esperava de um novo governo saído de eleições antecipadas
forçadas por outras «trapalhadas» que, em comparação com as actuais, cada
vez me parecem mais umas simples brincadeiras de mau gosto.
André Carvalho

publicado por quadratura do círculo às 16:43
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Tiago Dias - Presidente que explique

Nove meses depois deu-se à luz uma sombra de Governo.
Há cerca de 9 meses o Senhor Presidente da República decidiu que a demissão de um Ministro, bem como alguns acontecimentos mais, seria motivo suficiente e consequente para exonerar o Governo e dissolver a Assembleia da República. Agora, depois de tanta asneira, depois de tanta mentira e depois de tantos acontecimentos nefastos à estabilidade da democracia portuguesa, eu como cidadão português, gostaria de ouvir uma explicação. Gostaria que o Senhor Presidente da República explicasse de novo porque é que na altura fez o que fez, pois parece-me que ao ouvi-lo agora a falar do passado, os portugueses iriam igualar os factos ao presente.
Mas como não estou colocado em posição de exigir nada à mais alta figura do Estado, se me permitem os Senhores da Casa Civil, tomei a liberdade de retirar da vossa página na Internet o discurso do Presidente da República à altura. Vejamos um pouco:
“ Mas acrescentei, advertindo: “O Presidente da República (...) mantém intactos todos os seus poderes constitucionais, incluindo o poder de dissolução da Assembleia da República”. E explicitei que manteria em permanência “a minha avaliação das condições de manutenção da estabilidade governamental”.” Diga por favor ao País, Senhor Presidente, que estamos a viver um período de estabilidade. Diga para que o Povo inteiro se ria um pouco, pois neste período socialista está a ser difícil arrancar um sorriso dos portugueses.
Mas continua o Senhor Presidente…
“Entretanto, desde a posse do XVI Governo Constitucional, e depois de lhe ter assegurado todas as condições necessárias para o desempenho da sua missão, o País assistiu a uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o País vive.”
Será mesmo necessário comentar? Mas continua…
“Refiro-me a sucessivos incidentes e declarações, contradições e descoordenações que contribuíram para o desprestígio do Governo, dos seus membros e das instituições, em geral. Dispenso-me de os mencionar um a um, pois são do conhecimento do País.”
Pois são Senhor Presidente. Temos um Ministro das Finanças que é forçado a abandonar o Governo quando finalmente diz algo acertado. Este Governo vai mal. Temos um Ministro dos Negócios Estrangeiros que ameaça sair do Governo querendo ocupar a sua casa (Senhor Presidente, a sua casa!) se se reunirem as condições necessárias. Temos uma Ministra da Educação que não sabia que os Açores fazem parte da República a que o Senhor Preside. Tem toda a razão Senhor Presidente, os factos são do conhecimento do País e o País está farto.
Mas continua…
“por diversas vezes e por formas diferentes, dei sinais do meu descontentamento com o que se estava a passar.”
E agora, já o fez?
“A insustentável situação a que se chegou – e que certos comportamentos e reacções dos últimos dias só têm contribuído para confirmar” (A demissão de um Ministro das Finanças chega?) “– mostra que as tendências de crise e instabilidade se revelaram mais fortes que o Governo e a maioria parlamentar, que se tornaram incapazes de as conter e inverter.”
Termina o Senhor Presidente dizendo:
“Afinal, para o bem de todos nós.”
Pena que ainda não tenham passado 6 meses da eleição deste Governo, talvez não seja pena, talvez seja doloso este facto pois sabe o Primeiro Ministro que até esses seis meses decorrerem é imune à sua pessoa Senhor Presidente. Talvez saiba o Senhor Presidente mais do que todos os portugueses e quiçá esta tenha sido a melhor altura para sair o Ministro das Finanças, evitando ter que explicar aos portugueses o que quer que seja, pois ainda não passaram os… seis meses e não deverá por isso V. Exa. comentar factos inconsequentes. Apetece dizer que houvera período experimental para os Primeiro Ministros e restantes membros de Governo e o Povo estaria a exigir de si mais do que exponho aqui.
Afinal, Senhor Presidente, não foi para o bem de todos nós que o Senhor fez o que fez.
Quem quiser ver o discurso encontra-o em www.presidenciarepublica.pt no link biblioteca>discursos> Comunicação ao País de 10 de Dezembro de 2004
Tiago Dias

publicado por quadratura do círculo às 16:40
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Armando Barata - Discursos demagógicos

Os partidos políticos têm ensaiado um discurso político ao longo dos anos,que é descredibilizante,é repetitivo,demagógico e passa para a opinião pública uma total falta de postura de Estado dos nossos representantes. Quando se atinge um tal estado, as democracias começam por correr alguns perigos,pois fazem crer aos representados (população)que os males do seu país está na política e nos políticos. Quem sobe ao poder, começa por ter de explicar, qais as razões de não cumprir as promessas eleitorais feitas, sabendo à priori que não as podia cumprir. Quem está na oposição começa por abordar todas as temáticas políticas, com um sentido do "bota abaixo" das acções do governo em vigor,no sentido de retirar dividendos políticos, para poder ser alternativa e fazer exactamente ,quando poder, aquilo que exatamente criticaram. É uma espécie de loucura permanente, passando sistemáticamente atestados de estupidez ao eleitorado que os vai elegendo. O ministro Campos e Cunha demitiu-se.O governo dá a explicação para os"atrasados mentais" do público que o motivo teve "razões pessoais"!A oposição passa a mensagem que o governo está "desorientado e sem rumo", apelando aos"atrasados mentais" do público, que tem de haver alternativa a um governo que teve o "gravíssimo erro" de deixar sair o seu Ministro das Finanças! Com esta demagogia, a política feita desta maneira, tem os seus dias contados a prazo! Não sou futurologista, mas creio que a crise de confiança nas Instituições e Estado de Direito vai-se agravando,e com certeza este "sistema", vai implodir a prazo,com consequências que ninguém consegue antecipar!!!
Armando Barata

publicado por quadratura do círculo às 16:32
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Alexandre Quinteiro - Terrorismo em Portugal

(Três semanas) depois do terror em Londres não poderia deixar abordar também um pouco este tema infeliz, cada vez mais presente nos dias de hoje!
Para os mais distraídos sobre este tipo de temas enquadremo-lo do ponto de vista dos contendores.
Por um lado, e caracterizando cada uma das partes, penso que valerá a pena citar Mao Tsé Tung dizendo que a “primeira lei da guerra é preservar-nos e destruir o inimigo”... Deste modo, o que os terroristas pretendem quase sempre é isto… se calhar até na forma inversa da frase (“destruir o inimigo e preservar-nos”).
Por outro lado, nos países democráticos, a liberdade acarreta certos riscos e o controlo existente pode ser medido, por exemplo, com o tipo de informação que Francis Pisani, um jornalista, usou no “Le Monde Diplomatique”, na edição de 4 de Junho de 2002 (p. 5) com dados do “The Economist” de Londres: “ 90% do transporte mundial de mercadorias é feito em contentores (há mais de 15 milhões em circulação) e que menos de 2 por cento desse contentores passam por uma inspecção alfandegária ou policial”.
É caso para dizer que se isto é a medida do controlo que escapa nos Estados democráticos, imagine-se o que é possível esperar das acções dos terroristas nos próximos tempos!
É claro que não temos em Portugal os factores que nos podem fazer temer o terrorismo que ameaça países como os EUA, a G.B., a Espanha ou a Rússia. Mas temos outras desgraças! Em Portugal grassa outro tipo de terrorismo neste momento: o dos atentados ambientais na vertente dos incêndios florestais!!!
São verdadeiros terroristas os pirómanos que ameaçam a vida de particulares que, desesperados, se põem a correr atrás das labaredas como podem, para salvar os seus bens, muitas vezes idosos carenciados em zonas rurais. É um crime hediondo e equivalente a atentados suicidas - com a “cobardia” de que nem sequer chegam a ser suicidas!!!
Não é possível continuarmos todos os anos a ver aumentar a área ardida e assistir incólumes ao desbaratar de recursos sejam eles ambientais ou financeiros!
Onde estão agora então as críticas vorazes ao estado das coisas e que na anterior legislatura não paravam de vociferar ataques à incompetência do Estado na gestão da coisa pública?
Afinal foi só retórica meus senhores, retórica fácil para consumo rápido e sazonal… sempre ideal, no início da “silly season”.
Alexandre Quinteiro








publicado por quadratura do círculo às 16:27
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André Carvalho - Entrevista de Freitas

Li com interesse a entrevista do Sr. Ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros que foi publicada (...) no DN, e que antes de o ser, já fazia
correr muitos pixéis pela nossa infosfera. Achei deveras curiosa a
referência feita pelo Sr. Ministro a Xenofonte pois, se por um lado
demonstrou um grande desconhecimento do autor citado, por outro, e apesar
dessa incongruência, existem duas similitudes importantes nos percursos de
vida de ambos que interessa revelar.
Xenofonte foi um militar e escritor destacado na sociedade ateniense,
contemporâneo e amigo do famoso filósofo Sócrates, mas que por defender
posições muito próximas dos inimigos de Atenas - os Espartanos - acabou por
ser obrigado ao exílio. O Ateniense não conseguiu agradar a Gregos e a
Troianos tal e qual o Professor Freitas (apesar de querer parecer só agradar
a Troianos). A vontade do Sr. Ministro ser Presidente da República é tanta,
que na sua estratégia parece ter-se esquecido dos factos que o impedem de
tornar o seu sonho realidade: em primeiro lugar não pertence ao aparelho
partidário socialista, sendo por isso olhado com desconfiança pelos mesmos;
simultaneamente, também é tido como uma espécie de "foragido" por parte das
hostes da Direita Conservadora e Liberal.
Outra coincidência entre Freitas e Xenofonte é que durante um determinado
período das suas vida ambos surgem ligados a um Sócrates - o que, ao
contrário do que o Professor Freitas afirma, não fez de Xenofonte um
filósofo nem irá fazer (espero eu) do Sr. Doutor um engenheiro.
Se os deuses gregos estiverem connosco, o "nosso" Sócrates também há-de ser
condenado por um tribunal popular a “tomar cicuta” antes que nos enterre
completamente no buraco que continua a escavar alegremente.
André Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 16:24
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João Correia - Freitas fora

Freitas do Amaral está igual a si próprio. Sabe sempre como pular fora do barco na altura própria. Foi assim com Mário Soares, com Mota Pinto, na ONU, etc etc etc. Na oportunidade que o justifica enfia uma facada nas costas de quem lhe deu a mão.
Já deu um ar da sua graça (...).
Quando ele quiser saltar significa que o Governo vai mal e que o princípio deste breve reinado de Sócrates estará a chegar ao fim.
Espero que o ponham na rua antes que ele salte...
João Correia
publicado por quadratura do círculo às 16:21
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Manuela Rocha - Emagrecer o Estado

Todos sabemos, através da última intervenção de Vítor Constâncio,do órgão da CEE que apreciou o "défice" e de outras intervenções, que as medidas tomadas não são suficientes !
Então vamos começar por emagrecer rapidamente o Estado:
1)Reduzir os deputados para metade, bem como retirar de imediato os benefícios que auferem - carro, motorista, comunicações pagas por todos nós......etc...e claro o tal benefício de reinserção, a reforma de deputado por 10 anos de trabalho !
De uma forma geral, todos nós trabalhámos 35 a 40 horas semanais e temos direito a reforma depois de mais ou menos, 40 anos de trabalho e aos 65 anos, ou não?
Entendo, entretanto, que alguém que se enquadre neste último esquema, caso tenha mais de 65 anos, e se continua a trabalhar, tem direito a acumular salário com reforma .
2) Saída do Estado de tudo o que não é a sua função - ser accionista de Grandes Instituições é ilegítimo quando os valores que despende têm de ser pagos por todos nós - vamos deixar que a iniciativa privada entre em força- com concursos legitimados e auditados por gente independente.
Que se parem os estudos/consultadorias que absorvem milhões sem que existam as decisões.
3) Reformulação/ reorganização imediata dos Ministérios - sua adequação às realidades, objectivos a cumprir, contas a prestar e a conclusão em cada um - orçamentado X , efectivamente gasto Y - poupado Z.
Claro que isto até está no programa do Governo - mas já se viu um 1º resultado ao fim de três meses? Não.
4) Li com alguma atenção a sugestão do presidente do BPI, que sugeria a diminuição dos vencimentos - dá que pensar, mas é necessário fazer contas:
O nosso salário mínimo/mês é de 75.121$00 e corresponde a 374,70€...( lei de Dezembro de 2004).
E que tal Baixar 10%, 20 %, 30%... a quem ganhasse mais de 40 salários mínimos nas ditas empresas escandalosas - Galp, EDP, CGD, Telecomunicações (várias), Banco de Portugal, Autarquias e suas empresas e Institutos e Instituições Públicas...
É que 40 salários mínimos/mês, são 3.004.824$00 - 14.988,00 € ou 50 salários mínimos/mês,
que são 3.756.030$00 - 18.735,00 € .
Teremos de começar por algum lado.E que tem de ser feito de imediato alguma coisa quanto aos vencimentos, impróprios para um país pobre, que não consegue pagar os seus próprios gastos, tem.
5) E deveríamos retirar reformas que não correspondam a trabalho pelo menos de 25 ou 30 anos de descontos.
Deveríamos anular os contratos que garantem à entrada X anos de antiguidade ( referência ao EXPRESSO de 16/07/2005, 17 anos de antiguidade em contratos da Galp) porque representam uma mentira, ( claro que a Lei refere outro nome para estas situações).
Seria um bom começo e mostraria que o exemplo vem de cima.
Manuela Rocha


publicado por quadratura do círculo às 16:18
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André Carvalho - Sugestões de Ulrich

(No) Expresso, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, defende,
que os portugueses devem preocupar-se menos com a praia e mais com a
competitividade do país, e que para isso deveriam aceitar uma redução de 10%
nos seus salários.
Como resposta a esta "ideia brilhante" faço minhas as palavras de Pedro Rolo
Duarte, que no editorial do DN (...), considera que a ideia é boa, mas
que «as boas ideias morrem sozinhas enquanto a imoralidade e a
irresponsabilidade forem as imagens de marca de quem governa».
Eu sei que ninguém me pediu a opinião, contudo, gostava de dizer que me
parece que o senhor Ulrich também se deveria preocupar menos com os seus
chalés, com os seus iates, com os seus bólides, com as foto-reportagens nas
revistas cor-de-rosa, com as suas férias nos trópicos, com o ski e o golf, e
passar a doar todos os anos 10% do lucro do seu banco ao Estado Português
para ajudar a relançar a economia nacional.
Porque é que ninguém me ouve? Como se vê eu também tenho excelentes
ideias... será por o meu nome ser 100% português e gostar muito de praia
porque não tenho posses para gostar de outras coisas?
André Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 16:13
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