Quinta-feira, 8 de Setembro de 2005

Fernando Lagarto - Reformas políticas

Parece ser dos assuntos menos badalados e no meu entender o mais urgente de todos
Portugal não produz(erro crasso de quem cosidera que isso é problema dos privados...) logo não pode distribuir mas a classe política que na sua generalidade padece de confrangedora habilitação para o desempenho tem-se colocado de lado nos sacrifícios...
Caros amigos:
Quem não consegue definir correctamente com antecedência nº de médicos ,enfermeiros e hospitais necessários;
Quem não consegue definir uma política "limpa" de ordenamento de território (a maior fonte futura de problemas para Portugal);
Quem acabou com o ensino técnico-profissional das escolas industriais e comerciais;
Quem continua a enganar-se a si próprio com a formação profissional (deve haver pessoas que esgotaram o cardápio disponível sem nunca terem praticado nenhuma...)
Quem acabou com o serviço militar obrigatório só porque alguns meninos tinham que oferecer algo em campanha...)
Quem partidarizou as FA , tribunais ,etc.;
Quem dá a cidadania como se bebe um copo de água;
Quem nunca é responsável por nenhuma das suas decisões ;
Quem desmantelou e vendeu o sistema de controlo de fronteira terrestre;
Quem mantém um sistema autárquico que é mais caro do que os benefícios que distribui, à custo do orçamento e do défice;
Quem ainda não eliminou os governos civis;
Quem tem um tribunal de contas que "não julga";
Quem se serve substituído-se por filhos, irmãs,primos e enteados como na monarquia;
Quem em nome do povo que jura servir abomina deixar de o "servir";
Quem quando eleito é muito difícil de agarrar pela justiça;
Tem de humildemente reconhecer que não está mal pago e que deve abdicar com humildade dos actuais privilégios ;
Deve por isso colaborar com urgência na reforma em assunto pois julgo tratar-se duma última oportunidade pacífica em que o mérito e os cidadãos não encarneirados em partidos tenham mais a dizer e mais oportunidades e em que o número de eleitos seja substancialmente reduzido em benefício do sector privado onde tanta falta fazem e onde vão ganhar melhor...
Fernando Lagarto
publicado por quadratura do círculo às 15:07
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Fernando Calisto - Incêndios e Defesa Nacional

Esta vaga de incêndios deixa-nos a quase todos incomodados, e a muitos de
nós revoltados. A cada passo lembro-me dos Senhores militares.
Porque não incluir nas atribuições militares a defesa do nosso património
florestal e incluir como nosso inimigo, o fogo florestal.
Relativamente a pessoas e bens, as instituições polícias respondem de forma
ajustada às necessidades. Relativamente a uma multiplicidade de emergências
humanas, urbanas e industriais, o INEM e os Bombeiros sapadores e
voluntários respondem eficazmente.
Mas quando se trata de fogo florestal, não há dúvida que os meios civis que
dispomos não são minimamente suficientes, e criar uma estrutura a nível dos
bombeiros com a capacidade para responder ao problema teria custos elevados.
Ao incluir na Defesa Nacional o património florestal, a instrução dos nossos
militares incluiria formação no combate e essencialmente patrulha e detecção
de incêndios florestais.
No Verão o patrulhamento das nossas florestas teria que ser contínuo e
sistemático. Se não existem militares suficientes, poderá criar-se um
serviço militar obrigatório muito curto com formação só nesta área (1 mês de
formação e 2 de prestação de serviço, por exemplo).
Já agora, como é que se inventam tantas formas de destruir, bombas atómicas,
nucleares, de neutrões, incendiárias, napalm, etc. e ainda não se inventou
uma que apague os fogos (com Azoto ou CO2, por exemplo). O Instituto de
Defesa Nacional poderia lançar esse desafio às nossas Universidades.
Fernando Calisto

publicado por quadratura do círculo às 15:04
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Fernando Calisto - Mudar sindicalismo

Tendo em conta o que aconteceu nos últimos 50 anos, os sindicatos da Europa
ocidental podem orgulhosamente considerar que fizeram um bom trabalho. O
nível de vida dos trabalhadores subiu significativamente, e parte do mérito
vai para o mundo sindical.
No entanto, ultimamente as reivindicações sindicais não se fazem sentir.
Algo está a mudar. Os acordos de empresa, na indústria automóvel, são a
constatação disso mesmo.
Os sindicatos para combater estes novos desafios têm que se globalizar. Se o
capital, o mercado e as empresas têm estratégias globais, os sindicatos
também têm que intervir globalmente.
Neste momento os direitos dos trabalhadores, estão, não nos seus direitos,
mas nos direitos dos trabalhadores com quem celebramos acordos comerciais. Por isso os sindicatos deveriam participar na OMC e exigir que os produtos
comercializados têm por trás trabalhadores com determinados direitos.
Se nada for feito, vamos continuar a assistir a mais cedências dos
trabalhadores, para manterem os seus postos de trabalho, e os sindicatos
assistirão impotentes.
Fernando Calisto
publicado por quadratura do círculo às 15:01
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Manuel Neves - Não à subida de impostos

(...) Eeis que dou comigo,frente ao televisor, a ver e ouvir uma entrevista ao ex-presidente do Brasil José Sarney. E a páginass tantas,fiquei preocupado. É que o senhor em questão,admitia que o Plano Cruzado 1 no Brasil,tinha sido um êxito,porque ao congelar os preços,tinha dominado a inflação. Pelo contrário, admitiu ainda que o pior que poderia ter feito,foi o Plano Cruzado 2,ou seja subir os impostos,etc...porque sem querer tinha arruinado o Brasil.
Mas será que não temos cá ninguèm que nos faça um Plano Euro 1 aqui em Portugal,dispensando o nosso actual Plano Euro 2?
É que por este andar e como já sou de provecta idade,mas ainda tenho um filho menor de 11 anos, e quero vêr se não morro antes de acabar a sua educação(o diabo seja cego) ...
Manuel Neves
publicado por quadratura do círculo às 14:57
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Fernando Calisto - Sobre produtividade

É sabido que a produtividade da indústria portuguesa é baixa, e tem
regredido em relação à média europeia.
Existem várias razões para que tal aconteça, baixo nível escolar, formação
profissional desadequada, qualificação insuficiente dos patrões e pequenos
empresários, entre outras.
Penso, no então, que existe uma outra razão, a falta de pressão sobre o
preço da mão-de-obra.
Há uns 15 a 20 anos atrás o Prof. Cavaco Silva alterou o cálculo das
actualizações salariais, função da inflação do ano decorrido, para função da
inflação esperada.
Passamos, a partir daí, a ouvir todos os anos, os sindicatos protestarem que
os aumentos não têm em conta o diferencial, entre a inflação esperada e
efectiva do ano anterior.
Ao deixar os salários baixos, em relação aos nossos parceiros europeus,
levou a que, a maioria das empresas, que trabalham “à vista”, não sentiram
necessidade de melhorar a produtividade dos seus trabalhadores, nem de as
melhorar, noutras áreas, como a energética, por exemplo.
A sociedade se tem um problema (salários altos), resolve-o (melhora a
produtividade).
Não consegue é resolver um não problema.
Fernando Calisto
publicado por quadratura do círculo às 14:53
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José Duarte Amaral - PS em queda

«(...) O Barómetro DN/TSF/Marktest revela que o PS também sofreu uma queda. Se as eleições legislativas se realizassem agora, o partido não teria a maioria absoluta, já que desceu dos 47% para os 43% nas intenções de voto. (...)» - Não é novidade nenhuma... Já se adivinhava!... Quem tem o desplante de mentir a 10 milhões de portugueses, merece, não o cartão amarelo nem mesmo o vermelho, mas, sim, o vermelhão! E vai levá-lo, já, nas Autárquicas de 9 de Outubro próximo! Nem o seu "camarada" Soares lhe vai valer, pelo contrário! Os portugueses já não acreditam nos "políticos" do após "25 de Abril" (que Deus o perdoe), principalmente naqueles que (des) governaram o nosso pobre país durante 31 anos... e o "camarada" Mário também foi um dos timoneiros do barco naufragado! É verdade! A memória dos portugueses não é tão curta assim! Cavaco Silva também tem a sua quota-parte de culpa, mas... se nos impuserem os dois, venha o diabo e escolha o mal menor... pelo menos, Cavaco conseguiu completar dois mandatos, como governante, para além de ser um especialista nas matérias mais importantes (finanças e economia) e que muito poderá contribuir no sentido da salvação do citado barco (leia-se "Portugal"). Áh, é verdade, o nosso querido Portugal está a arder, mas, em compensação, o “nosso” Primeiro-ministro resolveu ir de férias para África e, como os “ricalhaços”, até foi fazer um “safari”, em vez de dar o exemplo e passar a fazer férias cá dentro – ficava-lhe muito bem e, se calhar, até recuperaria um pouco a sua actual queda no próximo Barómetro, acima citado!...
José Duarte Amaral

publicado por quadratura do círculo às 14:51
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Fernando Calisto - Têxteis chineses

Se um industrial de calçado se lembrasse de montar em Portugal uma fábrica
com 2 mil postos de trabalho, todos ficaríamos contentes.
Mas se para preencher os 2 mil postos de trabalhos ele recrutasse os
reclusos das nossas cadeias e somente se responsabilizasse pela alimentação,
aconteceria a seguinte:
Todos se indignariam por esse industrial, provavelmente fascista, querer
transformar em escravos os reclusos; os industriais concorrentes e as
associações do sector, interviriam junto do governo para fechar a fábrica,
dada a concorrência desleal; e os sindicatos fechariam os portões da fábrica
não permitindo a saída da mercadoria, pois estavam em causa os direitos dos
trabalhadores.
Então porque é que as pessoas, os industriais e os sindicatos não se
indignam com a importação de produtos que são produzidos com um custo/hora
de 0.60 € ?
Nota- 0.60 €/h é o custo médio da mão-de-obra na China segundo Pablo
Bustelo professor de Economia da Universidade Complutense – La avalancha
textil China - El País de 26-06-2005
Fernando Calisto
publicado por quadratura do círculo às 14:42
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Carlos Batista - Novo aeroporto

Ota, Rio Frio, Alverca, onde quiserem, mas não na Portela o novo Aeroporto.
Há um factor que nas múltiplas discussões a que felizmente nos vamos habituando na Comunicação Social e entre amigos, que raramente é discutido – Os acidentes ( não falo propositadamente em segurança, palavra demasiado desgastada, a que já ninguém liga ).
O avião que saiu da pista em Toronto, se fosse em Lisboa teria ‘’parado’’ na 2ª Circular...
Não duvido que o Aeroporto propriamente dito sirva mais uns anos, mas em condições apenas de não-acidentes.
Lisboa, nesses anos vai acabar por ‘’cercar’’ completamente ( já está em parte ) o Aeroporto da Portela.
E um Aeroporto novo ( onde quiserem, repito ) demora quase 10 anos a construir!!...
Tenho Brevet ( PPA ) e conheço as fases críticas das descolagens e aterragens. Aterrar na Portela, com aproximação sobre Lisboa, e com mau tempo, é aterrador....com os telhados à mão de semear.........tragédia.
Juízo, portanto.
Carlos Batista



publicado por quadratura do círculo às 14:39
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