Sexta-feira, 28 de Outubro de 2005

Fernando Penim Redondo - Professor Kawaku

As sondagens recentes mostram uma tendência inelutável para o fim do "Tempo dos Ilusionistas" e a emergência do "Tempo dos Feiticeiros".
Os Ilusionistas, diz-se, tiveram as suas glórias mas já não são o que eram.
Calhados nas artes do faz de conta prometiam fazer desaparecer isto e aquilo mas toda a gente sabia que as promessas eram a mangar.
Enchiam urnas com votos e depois, numa guinada da batuta, tudo se esfumava sem que eles soubessem explicar para onde.
Com as cartas, baralhavam e tornavam a dar e só saíam duques.
Anunciavam que fariam desaparecer o pântano Dunoçoatrazo mas afinal quem desaparecia eram eles (diz-se que vagueiam agora, como almas penadas, em Bruxelas e Nova York).
Em vez de tirar os pombinhos das cartolas, com o pretexto da gripe das aves, passaram a tirar coelhones o que se converteu numa grande seca.
Há já algum tempo deixaram de serrar as suas partenaires e começaram a serrar presunto.
Aquilo em que ainda tinham algum sucesso, apesar de tudo, era em pegar num manjerico qualquer e, zás !, fazê-lo aparecer num Conselho de Administração.
A gota de água que fez transbordar o copo da impaciência popular foi a promessa recente de fazer desaparecer o défice; quando se foi a ver o que realmente tinha desaparecido eram as reformas, os abatimentos fiscais, os aumentos dos vencimentos e o "diabo a quatro".
Vendo a tenda do circo a claudicar saltou para a arena o Grande Suarez, o decano dos Ilusionistas, e garantiu que mostraria a quem quisesse ver que a ilusão tudo pode e tudo vence. Prometeu fazer dormir tranquilamente toda a plateia e até mesmo as feras nas jaulas.
Em vão. O povo desanimado ansiava pelo Professor Kawaku, feiticeiro recém-chegado. A fama dos seus poderes fora mais célere do que a vassoura que o trouxe de Bole-e-Queima.
E tudo isto porquê ? Porque o povo agora quer truques a sério.
O povo está farto do tom coloquial dos ilusionistas popularuchos e quer uma atitude hirta, hierática, e as poucas palavras que sejam abracadabras.
O povo está-se literalmente marimbando para os poderes constitucionais; o que lhe interessa são os poderes do Professor Kawaku (que ele diz que exercerá activamente).
O povo não quer políticos adiposos como o aparelho de Estado. A única gastronomia que interessa é a poção mágica que mantém Kawaku elegante e em grande forma.
Quando engolir um sapo o povo quer mesmo que apareça um príncipe encantado que resolva mesmo todos os seus problemas.
Fernando Penim Redondo

publicado por quadratura do círculo às 18:53
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

J. Gomes Gonçalves - Separação de poderes

Faz parte da matriz cultural dos países do Ocidente a separação de poderes entre o Estado e a Igreja. Foi uma luta de demorou alguns séculos e a Igreja Católica só no final do século XIX, com relutância, abdicou do seu domínio sobre as instituições do Estado: entre nós esta disputa prolongou-se até à implantação da República e aquilo que hoje nos parece uma realidade natural não existe ainda e muitos países muçulmanos.
Não é por acaso que a Lei que regula a eleição para os órgãos das autarquias locais refere expressamente a inelegibilidade de “ministros de qualquer religião ou culto”, todavia apesar de ilegal, em Vieira do Minho, foi eleito nas últimas eleições autárquicas um padre para presidente da câmara, sem que tenha previamente renunciado ao sacerdócio.
Segundo declarações ao jornal “Público” (19. Outubro), o padre Albino Carneiro sabe que não pode assumir cargos políticos e, certamente, os seus companheiros de lista e as concelhias dos partidos que o apoiaram também sabem mas todos acharam normal violar a lei .
Todavia, afigura-se mais estranho que o juiz da comarca que aceitou a candidatura desconheça a lei ou não conheça o padre – Vieira do Minho tem menos de 15 mil habitantes – e também a oposição parece não ter dado pela ilegalidade, pois a candidatura não foi contestada e o padre Albino já tomou posse como presidente da câmara.
Tamanha indiferença pelo cumprimento da lei dá que pensar. Vieira do Minho pode não ser muito importante no mapa nacional das autarquias mas não deixa de ser mais uma manifestação da degradação que vai corroendo as instituições: a indiferença, ou mais grave, a violação da lei caminha de braço dado com a ausência de fiscalização no seu cumprimento, e a explicação não pode ser encontrada, quanto a nós, nos brandos costumes.
O laxismo reinante, o vale tudo para chegar ao poder e uma tradição de práticas administrativas centradas na produção abundante de legislação sem preocupação com o seu cumprimento e fiscalização, talvez ajudem a explicar a entrada deste “submarino” nas instituições públicas.
Aberto o precedente, será que mais padres não serão tentados (a carne é fraca) a candidatar-se às autarquias? E porque não à Assembleia da República ?
Voltando ao padre Albino Carneiro, alem de não cumprir a lei civil e a canónica, conforme refere a citada notícia, parece que também não percebe que no nosso regime democrático existe a separação de poderes entre o Estado e a Igreja: declarou o padre que vai para a câmara “em missão” ! Missão religiosa com certeza, pois outra não é de esperar de um sacerdote. O presidente-sacerdote vai gerir a câmara como se gere uma paróquia e lidar com os munícipes como se fosse seus paroquianos? Como vai lidar com os munícipes que não frequentam a igreja, têm credo diferente ou não tem qualquer credo? Vai continuar a celebrar missa? Mais prosaicamente, o que faz correr o padre Albino ?
As últimas eleições autárquicas foram férteis em modalidades de populismo e de caciquismo, a que se junta está singular modalidade de querer regressar ao passado. Provavelmente muitos dos apoiantes e eleitores do padre Albino não se dão conta da sua falta de ética, bem expressa na ligeireza com que viola a lei dos homens e a lei de Deus, mas é de esperar que o arcebispo de Braga saiba separar as águas e reparar a falta de vergonha, uma vez que as instituições da República parecem não estar preocupadas com o caso. Dada a inércia ou a conivência da oposição local, a que entidade do Estado compete repor a legalidade em Vieira do Minho e anular o último acto eleitoral naquele concelho ?
J. Gomes Gonçalves





publicado por quadratura do círculo às 19:06
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Pedro Betâmio de Almeida - Homem e circunstâncias

O que leva um homem a contradizer-se a ele próprio? Que força o impele para uma confusão entre o que prometeu fazer ou não fazer, entre o que disse para si próprio e aos outros, ou até a imagem e os ideais por que lutou durante tanto tempo e a acção em sentido inverso que acaba por adoptar em determinada altura?
Era habitual dizer-se que o ser humano tem um natural sentimento de pertença de identificação a um grupo, seja ele a família e os amigos, o clube de futebol ou o partido politico, com o qual se identificaria e o qual defenderia com “unhas e dentes”. Digo era habitual, porque ultimamente se pode testemunhar uma nova conjuntura, onde os valores da constância e da coerência são sacrificados em favor de objectivos de significado, se não meramente pessoal, pelo menos de valor relativo e absolutamente circunstancial.
É assim que se pode assistir a primeiros-ministros a trocarem mandatos nacionais por outros de natureza Europeia, invocando o interesse nacional como um valor justificativo, quando, na verdade, pouco mais se pode retirar do cargo que prestigio pessoal. Ou ainda, programas eleitorais que constituiriam compromisso de honra perante o eleitorado, a serem permanentemente derrogados e ultrapassados pelas realidades da governação. Pode-se igualmente testemunhar candidatos à Presidência da Republica, que pouco tempo antes excluíam fundada e categoricamente tal hipótese. Mas o fenómeno em apreço estende-se pelo desporto, onde podemos assistir a jogadores de futebol, que, vitimas das circunstâncias, se vêm obrigados a jogar pelos clubes rivais do seu “clube do coração”, pedindo-se-lhes que honrem camisolas com as quais não têm nenhuma ligação emocional.
As perguntas sagradas são: Até que ponto as atitudes de alguém deixaram de ser norteadas por valores e por um projecto coerente e passaram a “andar a reboque” das circunstâncias? Qual é a parcela do substrato moral de que se abdicou quando se tomou uma decisão? Hoje, como ontem, é através da resposta correcta e curial a estas perguntas que podemos saber se estamos na presença de uma pessoa de confiança ou apenas de mais um “homem circunstancial”.
Pedro Betâmio de Almeida


publicado por quadratura do círculo às 19:05
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António Carvalho - Posse de autarcas

Já tomaram posse os executivos municipais saídos das últimas eleições. Vamos ficar a conhecer, agora, o “programa” destes órgãos para os próximos quatro anos. Depois de uma campanha eleitoral de escárnio e maldizer chegou a altura de saber-mos qual vai ser o futuro dos 304 Municípios Portugueses. O povo, soberano e sabedor, apreciou a pose, a simpatia, o perfume, o charme e o sexapeal dos candidatos que desfilaram na passerelle. Votou-se, com base sabe-se lá em quê!!!
Não fosse a nossa “maturidade política” e o jeito para escolher os melões e estaríamos novamente mergulhados num pântano de autarquias corruptas enxameadas por peculatos e sacos cerúleos! A ver vamos.
António Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 18:55
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Fernando Penim Redondo - Soares receado

"Tenho condições únicas para evitar a crispação política e a grande conflitualidade social. Todos os portugueses sabem que, comigo em Belém, podem dormir tranquilos, passe a expressão, quanto às suas liberdades, direitos, garantias e haveres."
Na apresentação do seu Manifesto tivemos o Mário Soares que eu receava;
Maniqueísta : "comigo em Belém" é completamente diferente do "Outro em Belém"
Messiânico : "comigo em Belém" podem dormir tranquilos
Malabarista : "Sou a favor das mudanças racionais que a experiência torne necessárias. Não sou, nem nunca fui, situacionista. E também compreendo, com todo o realismo, que o modelo social português não pode abstrair do grau de desenvolvimento do país."
Matreiro : "O Presidente da República (...) é ainda, por assim dizer, o "ouvidor" dos portugueses, assegurando a voz das minorias, dos mais fracos, dos desprotegidos e dos excluídos."
Quando é que Portugal terá a esquerda que merece: rigorosa e não ilusionista, competente e não facilitista, com projectos inovadores e não a jogar à defesa, solidária mas não por compadrio, humanista mas não lamecha, falando do futuro em vez do passado ?
A última coisa que devemos fazer, nas presentes circunstâncias, é "dormir tranquilos".
Fernando Penim Redondo
publicado por quadratura do círculo às 18:37
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António Menino - De Lisboa à Ota

Gostaria apenas de chamar a atenção para uma questão de conteudo em relação á OTA. Na generalidade dos opositores da OTA referem a distância do novo aeroporto a Lisboa e falam em 40 Km.
A própria candidata do PP à Câmara de Lisboa fez um teste partindo de Táxi do Rossio. Ora a Baixa de Lisboa como sabemos não tem moradores, para além do sem-abrigo. Muito menos são passageiros de aviões.
Sintra, Cascais, Santarém, Região Oeste, Leiria, Coimbra, ficarão mais perto. A zona que se prevê de maior crescimento turistico é exactamente a Região Oeste.
Por isso anulem este item. Podem depois meter a Faculdade de Ciências, a Escola Superior de Enfermagem, o Hospital de Sta. Maria, e mais alguns espaços "humanos", por onde passam os aviões quando levantam na Portela.
Não existem bruxas, mas que há acidentes, há.
António Menino
publicado por quadratura do círculo às 18:28
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António Espírito - Razões dos abstencionistas

Este texto tem como fim ser uma resposta ao texto escrito por Carlos Carvalho quando se refere aos abstencionistas. Os abstencionistas não deixam de votar para o PSD ou o PS ganhar. Eles deixam de votar porque
a) não se interessam por política, ou b) não acreditam no sistema democrático. É altamente desconfortavel ser alvo da ignorância por parte das pessoas. A única coisa que um abstencionista lhes desperta é falta de interesse. Mas um abstencionista não se resume, obviamente mas que pelos vistos não parece, à falta de interesse. Quando um abstencionista não vai votar, pode muito bem estar a dizer que o sistema democrático não funciona e que não passa de uma ditadura do consenso, da maioria.
António Espírito
publicado por quadratura do círculo às 18:22
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2005

Jorge Costa - Lapsus Linguae

Finalmente na passada 5ª feira, dia 20 de Outubro, acabou o tabu. Cavaco Silva desvendou o segredo de polichinelo, anunciou a sua candidatura à Presidência da República.
Quando há uma década, numa conversa em família, nos disse que abandonava os negócios de Estado para ser baby-sitter dos netos, fugiu ao julgamento eleitoral nas legislativas que se aproximavam.
Nessa altura, porque não fosse necessário ou o seu trabalho com as crianças não fosse suficientemente estimado pela família, após um arrastado tabu resolveu regressar à política activa com a candidatura a Presidente da República contra a de Jorge Sampaio.
O resultado é conhecido.
O eleitorado, de quem ele anteriormente fugira como o Diabo da cruz, que contrariamente ao que muitos pensam não tem memória curta, castigou-o com uma derrota clara.
A imagem que sempre tentou fazer passar e que agora reafirma é a do não político. Contraditório, se recordarmos que após a sua primeira experiência governativa com Sá Carneiro sempre esteve envolvido em conspirações contra os diversos líderes do seu partido, antes e depois dos seus 10 anos de liderança. Para um não político (?) não se saiu nada mal.
Autoritário como primeiro-ministro, sempre demonstrou um profundo desprezo pela imprensa que dizia não ler, pelos adversários a quem recusava a hipótese do contraditório e ainda pelos mecanismos democráticos de controlo.
Sustentado por maiorias absolutas, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que se dignou descer do Olimpo e ir à Assembleia da República discutir as suas políticas, até em duas campanhas recusou os habituais debates eleitorais, com o falso argumento que serviam para escolher o candidato pela cor do fato. Mistificava as razões da vitória do célebre debate de Kennedy versus Nixon, que segundo ele teria sido o fato cinzento a vencer o preto. Reescreveu a história, pois todos os analistas da época e actuais concordam que foi a pergunta de Kennedy se algum americano compraria um carro usado aquele senhor que verdadeiramente o fez vencer o debate.
Para não recordarmos a famosa tese das chamadas forças de bloqueio.
Antes do 25 Abril como assistente universitário, contrariamente a outros pares, assistiu com irritação à contestação universitária ao regime. Como a política dos apolíticos é a política do status quo, nem que fosse por omissão era na prática apoiante do Estado Novo e da sua orgânica.
Daí, talvez com alguma nostalgia, a sua referência à Assembleia Nacional— entidade extinta há mais de 30 anos— no anúncio de candidatura.
O novo D. Sebastião da direita portuguesa apresenta um percurso completamente mistificado, como já se viu reescreve a história a seu belo prazer, a sua tão falada rodagem até à Figueira da Foz sabe-se hoje não ser mais que uma bem urdida e sucedida manobra de bastidores para o alcandorar ao poder.
Ilustra bem o aforismo popular de ser capaz de dizer que Deus não é Deus se isso lhe convier.
Teorizador do monstro do défice sabe bem do que fala pois foi o seu criador, Miguel Cadilhe dixit. Os agora tão falados e contestados privilégios dos funcionários públicos foi ele que os concedeu, quando deixou S. Bento o défice era de 9 por cento. Quando entrou estávamos na cauda da Europa e nela ficamos na sua saída, apesar do tão propagandeado desejo de nos colocar no pelotão da frente.
Uma análise profunda da sua acção leva-nos à conclusão que não passa de um hábil gestor de silêncios, interrompidos de quando em vez com uns bitaites para não cair no esquecimento público. O sebastianismo português faz o resto.
O seu convencimento messiânico é tanto que na mesma declaração utilizou o eu majestático, para a propósito do referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, se assumir antecipadamente como Presidente.
Apesar dos 10 anos que leva de reciclagem na tentativa de criar uma imagem mais humanizada, a verdade é como o azeite vem sempre ao de cima, e quando se distrai ou entusiasma a sua verdadeira essência fica a descoberta ou como popularmente se diria foge-lhe a boca para a verdade. Os dois lapsus linguae referidos, o da Assembleia Nacional e o de se auto-intular Presidente, são disso bem ilustrativos.
Freud chamava-lhe actos falhados e explicava bem isso numa obra notável, a Psicopatologia do Quotidiano.
Com estas características como nos poderá merecer a confiança em Belém?
(...)
Jorge Costa

publicado por quadratura do círculo às 19:28
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Nuno Monteiro - Construir escolas

Sucessivamente, o Governo da República tem vindo a apresentar propostas “inovadoras” no 1º Ciclo. Depois do Inglês e da Escola a Tempo Inteiro, vem a refeição e o encerramento das microescolas.
Tudo boas iniciativas. Por ora, intenções.
Alguns sindicatos, a nível nacional, repetem as esfarrapadas razões contrárias ao processo.
Que não, que vai reduzir a qualidade de vida das crianças, vai isto mais aquilo e terminam referindo que nas mais de 500 escolas (a encerrar este ano) há outros tantos docentes que têm vínculo ao ME.
Ora, poderiam apenas ter apresentado esta última razão. Pois é a única que lhes compete e a única que lhes importa. O resto é poeira para os olhos dos mais distraídos...
Qualquer política de melhoria do 1º Ciclo (e educação Pré-Escolar) só poderá ser "construída" a partir dum efectivo reordenamento escolar.
Que terá de ser de iniciativa supra-autárquica. Não porque não existam autarcas conscientes. Mas porque estes são poucos e nem basta que sejam muitos. É preciso que sejam todos. Ou seja, com despachos para as autarquias fazerem não iremos a lugar nenhum.
Só depois desse reordenamento poderá vir a refeição e uma efectiva escola a tempo inteiro, como muito mais do que um Inglês dado por uns professores que vêm e vão, a correr, a partir da sua Escolas de 2º e 3º Ciclos…
Actividades como as Artes, Desporto, Tecnologias, são áreas que, com o Estudo apoiado e o Inglês, são fundamentais.
“Construindo” uma Escola completa que garanta às famílias que as suas crianças estão (bem) enquadradas enquanto trabalham.
Oitenta milhões de euros para investimento este ano.
Pouco. Chega para construir centena e meia de Escolas para 100 alunos capazes de abranger quinze mil alunos. Muito pouco. Estamos em contenção. Dirão.
Mas então não precisamos de uma grande iniciativa nacional? Que custe muitíssimos milhões? Para dar impulso à economia? Não é essa a justificação para as obras faraónicas do aeroporto e caminhos-de-ferro?
Que tal esquecer a OTA e o TGV e iniciar um programa (actualizado) de construções escolares (lembram-se do Plano de Construções de Salazar?) com a finalidade de num prazo aceitável criar uma Nova Escola de 1º Ciclo com Pré-Escolar?
É que a OTA e o TGV, para além de serem investimentos localizados, com efeito e retorno muito duvidosos contêm uma grande componente de know-how externo, com consequentes mais valias estrangeiras.
Ao contrário do Plano de Construções Escolares onde se aplicariam esforços e recursos portugueses, em Portugal… de uma forma maciça e descentralizada. Sendo o Futuro, o retorno mais evidente...
Nuno Monteiro
publicado por quadratura do círculo às 19:20
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António Carvalho - Pena por Soares

A forma como está a ser gerida a candidatura de Mário Soares á Presidência da República não é digna de uma figura que, quer se queira quer não, marcou irremediavelmente a história de Portugal. As "graçolas" de mau gosto sobre os problemas da próstata, a colagem da sua figura ao simpático canalizador "Super-Mário", a atirar um pouco para a infantilidade mais própria de uma juventude que sonha chegar á presidência de uma qualquer Associação de Estudantes de uma secundária do interior profundo, atiram a credibilidade deste "animal político" para um patamar ao qual ele não pertence mas para o qual parece estar a ser conduzido. Ao Dr. Soares bastava-lhe gerir a "graça"
há muito conquistada, ao invés de pretender, com a sua proveta idade, ser "engraçado". Saiba ser merecedor, por muitos e bons anos, desse crédito da "graça", coisa que, infelizmente, a força política que o apoia perdeu em meia dúzia de meses. Plagiando o Dr. Medina Carreira, “Tenho pena de ver Mário Soares metido nisto”.
António Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 19:17
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