Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006

Jorge Costa - Intolerância e Democracia

O actual desatino com o caso dos cartoons dinamarqueses, com que eu nem simpatizo particularmente, demonstra duas coisas.
Por um lado as lideranças carcomidas dos países islâmicos manipulam as massas para que elas contestem violentamente o acessório e assim distraem-nas do estado de miséria e atraso em que estão mergulhadas, vítimas dessas mesmas lideranças corruptas e que em grande parte são títeres dos grandes interesses capitalistas internacionais.
Por outro, pelo modo tergiversante como algumas lideranças das apelidadas democracias ocidentais, a nível da Europa e do mundo, se pronunciam sobre o caso demonstra que há muito os princípios se perderam no caldeirão dos interesses imediatos, como alguém diria foram vendidos por um prato de lentilhas.
Valores básicos da democracia ocidental, a laicidade do estado e a liberdade de expressão que em caso de dúvida deverá ser regulada pelos tribunais, deveriam conhecer outro tipo de defesa.
Ainda que não se aceite, compreende-se que a Grâ-Bretanha e os Estados Unidos pelo que têm empatado no assunto e com algum peso de consciência, se a tiverem o que se duvida, se mantenham mudos e quedos sobre a actual problemática.
Já me parece mais estranho que, sem qualquer estado de necessidade, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MEN) português venha dizer que discorda da publicação dos tão falados cartoons, até fala em licenciosidade, é quase erótico, evoca o nome de Portugal em vão. Desconhece-se se falava dos publicados em Setembro na Dinamarca se os reeditados agora na imprensa portuguesa, demonstra pretensões a influenciar ou a linha editorial europeia ou a nacional.
Os representantes portugueses há décadas para cá, vêm demonstrando um espírito de subserviência que se assinala, mas se lamenta. Éramos os melhores alunos da CEE, agora verberamos que em plena liberdade editorial alguém publique aquilo que lhe dá na gana. Os tribunais servem exactamente para dirimir conflitos de interesses.
É engraçado que o nosso MNE no comunicado que emitiu verbere os cartoons e nem um palavra sobre a onda de violência que percorre os países árabes com ofensas diárias à soberania dos países cujos consulados e embaixadas são destruídas e bandeiras queimadas e espezinhadas.
É a barbárie na sua expressão máxima!
Se os países árabes e os seus habitantes estão satisfeitos com o seu modo de vida que o conservem, nós também não estamos completamente descontentes com o nosso, só defendemos alguns aperfeiçoamentos.
Agora ninguém lhes poderá reconhecer o direito de terem pretensões a serem eles a virem-nos indicar como nos devemos comportar nos nossos países de naturalidade, nem tentar condicionar-nos às suas opções.
Há muito que ultrapassamos a intolerância da Inquisição, as luzes iluminaram-nos, e o espírito das cruzadas está reservado para os Estados Unidos e seus aliados.
Não estaremos ainda perante a guerra de civilizações que muitos pretenderiam, mas é cada vez mais claro que existe um forte choque cultural cujo desenvolvimento se desconhece. Não serão as cedências sem princípios que evitará seja o que for que se avizinha.
Jorge Costa
publicado por quadratura do círculo às 18:07
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António Carvalho - As bolinhas

Bill Gates esteve de visita a Portugal para participar no Fórum de Lideres Europeus e para uns encontros, à margem, sobre o Plano Tecnológico Nacional.
Para nós o Senhor Bill é "apenas" o homem mais rico do mundo, e para se conseguir entender isto, alguns escaparates de economia diziam que eram precisos 218 prémios do euromilhões (...) para alcançar a sua fortuna (sic)! Não se preocuparam em nos dizer como é que se atinge esta fortuna a trabalhar… disseram-nos, isso assim, como é que atingimos essa fortuna sem fazer nada. É deveras desmotivante, empenharmo-nos num trabalhoso e cansativo “choque tecnológico”, sabendo que as bolinhas de sexta-feira à noite nos podem dar um “choque do caraças”
livre de problemas e canseiras!!!
António Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 18:04
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Carlos Andrade - Aviso

Um problema no processo de reenvio para o moderador pode ter eliminado mensagens remetidas nos últimos dias e que se destinavam a publicação.
Carlos Andrade
publicado por quadratura do círculo às 18:01
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006

Paulo Loureiro - Serviço de informações

Depois das mentiras sobre o IA, em que o actual governo insistiu em negar aquilo que já estava mais do que provado, não percebo muito bem se podemos ou não acreditar no que dizem. Parece-me uma notícia demasiado objectiva e detalhada para que tudo isto seja apenas uma grande mentira. Espero que seja só para vender papel, caso contrário, não tenho sequer palavras. Mas ente a Visão e o Governo, ou alguém mente descaradamente, ou alguém diz muitas meias verdades.
Paulo Loureiro
publicado por quadratura do círculo às 20:19
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Generosa Moreira - Casamento entre duas pessoas do mesmo sexo

Depois de ter assistido ao programa (...) e sobre o assunto acima pergunto:
Será que alguém já foi ler o significado da palavra "casamento" nos dicionários de língua portuguesa ( e não só) ?
Os que eu tenho cá em casa dizem "entre um homem e uma mulher" (mesmo os de inglês e francês)
Generosa Moreira
publicado por quadratura do círculo às 20:17
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Alcídio Mateus Ferreira - Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Sou levado a pensar que há um equívoco no entendimento do art. 1577 do C.Civil com o precieto constitucional que diz que todos tem direito a casar.
É que, o que o 1577 do C.Civil diz é que o casamento é o contrato entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família.... Não diz que pretendem constituir-se em família, o que é bem diferente.
Não vejo assim qualquer hipóetes de inconstitucionalidade.
É que constituir família, é isso mesmo: constituir família a partir dessas duas pessoas, gerando a partir delas outras pessoas. Constituir-se em família em uma noção estática de duas pessoas que por si só, sem nenhuma outra gerarem, se constituem em família.
Atrevo-me eu a pensar
Alcídio Mateus Ferreira
publicado por quadratura do círculo às 19:57
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Mário Martins Campos - Economia portuguesa

Passado o período eleitoral, temos pela frente um longo período, sem qualquer tipo de eleições, o que dará aos agentes políticos a estabilidade e tranquilidade necessárias, para levar a cabo as verdadeiras reformas que o País reclama e urge implementar.
Em paralelo com o frenesim eleitoral, foram apresentadas propostas de investimento na economia nacional, que traduzem um trabalho árduo de atracção e negociação, feito pelo Governo e em particular pelo Ministério da Economia.
O Ministro da Economia, ao longo dos meses que antecederam este conjunto de decisões, foi frequentemente acusado politicamente, pela sua ausência, em determinados foros de debate, e pela sua falta de exposição mediatica.
Percebe-se agora, o quão injustas estas criticas eram, uma vez que o “trabalho de formiga” desenvolvido, e agora exposto, era incompatível com essa exposição.
O investimento apresentado vai de acordo com uma definição estratégica de desenvolvimento nacional, baseado no conhecimento e na inovação.
Nos investimentos apresentados, existem algumas linhas comuns, que importa sublinhar, uma vez que são pontos chave para a construção de uma estratégia de desenvolvimento económico nacional.
A aposta em investimento estrangeiro, com base em tecnologias de ponta ou processos industriais de elevado valor, são potenciadores de uma transferência de conhecimentos e aprendizagens, para os nossos recursos humanos, bem como uma séria aposta no seu valor e capacidade de aportar mais valias aos negócios em questão.
São por si só, um forte estimulo à construção de uma sociedade do conhecimento e da inovação, em Portugal, orientada pelo Plano Tecnológico, e sem a qual dificilmente nos desenvolveremos, no mundo globalizado.
Outro aspecto relevante tem a ver com a fomentação do conceito de Cluster, em torno dos investimentos de elevado valor, uma vez que estes alavancam a criação de uma rede de subsidiárias, capaz de fazer emergir um conjunto de negócios favoráveis à economia nacional.
Um aspecto, não menos importante, tem a ver com o facto de a grande maioria dos produtos transaccionáveis, resultantes dos investimentos em curso, se apresentarem como produtos para exportação, dando desta forma um forte auxilio ao equilíbrio da nossa deficiente balança comercial.
Paralelamente a este tipo de investimentos, foram também apresentados, importantes investimentos na área do turismo.
Este sector tem de ser uma séria aposta para Portugal, que não pode desperdiçar a sua apetência natural para o turismo, o que seria um erro indesculpável!
No entanto, é importante apostar da forma correcta, garantindo um equilíbrio estável entre todos os factores envolvidos nos empreendimentos turísticos. É necessário apostar na qualidade, diversificar a oferta, garantindo a sustentabilidade económica e o respeito ambiental. E os investimentos apresentados, parecem ter essas garantias.
A par destes investimentos apresentados, existem outros indicadores de confiança e estabilidade, que nos fazem querer que melhores tempos virão, assim esta política de atracção e retenção do investimento em Portugal, prossiga, se multiplique e dê os seus frutos.
Importante, é que os principais actores politico-económicos nacionais não se desviem do essencial!
Mário Martins Campos

publicado por quadratura do círculo às 19:50
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