Terça-feira, 4 de Abril de 2006

Paulo Loureiro - Polícia Judiciária

A inédita crise da Judiciária é o mais vergonhoso resultado de uma nação à deriva. Já não dá para passar um cheque e dizer que o está tudo resolvido, porque a única coisa que resultará será o esconder do problema, resolvendo-se o sintoma. Fala-se em meio milhão de euros cuja responsabilidade do pagamento é assumido por funcionários da casa, que é um terço do que algumas instituições geridas por gente rosa gastam a decorar pracetas com obras de arte moderna de artistas da mais elevada craveira internacional no campo da arte urbana. A Expo 98, os estádios, os subsídios para comprar BMWs à prova de bala e o resultado de todas as asneiras grosseiras do passado estão à porta, de mão estendida, e já não dá sequer para fugir pelas janelas, que dão para o abismo. Está na hora de começar a pagar aquilo que foi “encomendado”, a começar pelas muitas dezenas de “funcionários” que foram “introduzidos” no sistema. Isto só prova que se vende diariamente grandes sonhos. Actualmente, liga-se a TV e percebe-se que o negócio que mais está “a dar” são a banha da cobra e as fábricas de áqua quente engarrafada.
Não haverá ninguém que mostre a Pirâmide de Maslow a esta gente?
Paulo Loureiro
publicado por quadratura do círculo às 16:20
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Armando Bayam - Pareço adivinho

1. Em 04JUL05 foi por vós publicado um artigo de opinião, de minha autoria,
intitulado "O que se diz do défice", embora o título por mim atribuído ao mesmo, tenha sido outro.
2. Nesse mesmo artigo, entre outros assuntos, eu tecia algumas considerações,
sobre as "reuniões de Bilderberg", as quais se realizam todos os anos sempre em diferentes países do mundo.
3. Nessas reuniões clandestinas, porque se realizam à revelia do Direito
Internacional, algumas dezenas de psicopatas detentores do poder económico-financeiro mundial e os seus convidados políticos decidem refasteladamente, em luxuosíssimos hotéis, aquilo que irá acontecer no mundo, seja a curto, médio, ou longo prazo, desde que seja o melhor para defender os seus obscuros desígnios.
4. Completamente alheios ao sofrimento que podem causar aos seus semelhantes,
estes vampiros da Humanidade não olham a meios para atingir os fins, o que os torna particularmente perigosos para qualquer pessoa, organização ou Estado que tenha a ousadia de lhes fazer frente.
5. Quando em 1999 a reunião anual se realizou no Westin Caesar Park Hotel da
Penha Longa em Sintra, alguns dos pontos da agenda, entre outros que iriam ser debatidos, eram, e passo a citar "...a European superstate, a global currency, genetics, and the dismantling of the welfare state.".
6. É curioso que, já nessa ocasião, um político britânico tenha manifestado
a opinião de, e passo a citar "...On welfare cuts he adds: "It might be easier for somebody who claimed to be a socialist to impose change.", o que explica muitas das coisas que se têm estado a passar na CEE, especialmente em Portugal, França e Alemanha, só não digo UE, porque esta não passa, actualmente, de uma realidade virtual que tem de ser mantida a todo o custo para adormecer as pessoas.
7. No parágrafo 9. do artigo referido em 1., dizia eu que o referendo em
França foi o 1º. sinal de que algo não estava a correr bem para os "bilderberguianos" e que as pessoas podiam estar a acordar, o que ao acontecer, poderia fazer com que as futuras divergências não fossem tão pacíficas. Veja-se o que está a suceder neste país com dismantling of the welfare state francês.
8. Por cá, neste cantinho à beira-mar plantado, tem-se assistido impávida e
serenamente, salvo em raras excepções, à actuação do nosso Governo, o qual faz o que quer e lhe apetece, chefiado pelo Eng. Sócrates, o tal socialista que tem como função prioritária o começo do dismantling of the welfare state português, mas não só.
9. Toda esta rapaziada socialista e portuguesa não está senão a cumprir
escrupulosamente as "conclusões"/directivas emanadas das diversas reuniões, e o trabalho desenvolvido nesta área tem sido tão louvável, que até a "Suprema Eminência Parda Bilderberguiana de Portugal" andou em terras de Espanha a gabar o seu desempenho. Estranho, não é? Se juntarmos a tudo isto o facto da vinda inesperada a Portugal de um outro "habitué"
bilderberguiano da área da realidade virtual, então começa-se a compreender muito melhor o sarilho em que estamos quase todos metidos, e que temos de enfrentar acordando o mais rapidamente possível.
10. A perigosidade dos conspiradores referidos em 4. tem de ser levada muito a
sério, pois que o poder que eles detêm tudo controla, inclusivamente o terror espalhado, estrategicamente e de vez em quando, por esse mundo fora com o fito de as populações se tornarem receptivas a regimes cada vez mais repressivos, autoritários e controladores, tudo isto em prol da nossa segurança.
11. Eu que estou sempre atento aos pequenos pormenores, reparei que em 28JUN06
na segunda parte do telejornal do canal 1 e depois do jogo Benfica-Barcelona quando Carvalho da Silva estava a ser entrevistado no âmbito da manifestação realizada por jovens licenciados, a sua palavra foi inocentemente cortada
(censurada?) quando ele dizia "...como o que se está a fazer em França...", o que tirou todo o significado ao contexto daquilo que ele disse. Mas atenção, actualmente estas palavras são "perigosas" mas eu percebi-as porque já as tinha ouvido noutros noticiários.
Armando Bayam


publicado por quadratura do círculo às 16:17
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Fernanda Valente - Passividade

No seu segundo discurso de 27 de Março, directamente do parlamento australiano, e fazendo parte de uma série de três que Tony Blair irá proferir sobre política internacional, ele chama a atenção para a passividade - que é uma forma errada de fazer política - dos Estados e respectivos governantes perante os problemas centrais que actualmente se colocam à Humanidade e que são, na sua essência, a pobreza e as assimetrias daí decorrentes geradas entre os povos, a mudança de clima e as suas consequências físicas provocadas pelo sobreaquecimento do planeta e, por último, o terrorismo ou a guerra de guerilhas versus uso cirúrgico da violência contra alvos civis indefesos. Apela, assim, a uma “forte aliança” entre nações e a uma política externa comum, pró-activa, de empenhamento e combate a estes flagelos que a todos nós diz respeito.
Na Europa, são em pequeno número os Estados que não sejam declaradamente narcisistas. Aceitam, a fim dela beneficiarem, a liberalização dos mercados e as políticas económicas comunitárias que servem os seus interesses, mas são contrários à evolução natural das mentalidades que resulta da interacção entre culturas e que se traduz num novo paradigma social e político a que a união dos Estados deu lugar. Na prática, temos um Sr. Jacques Chirac que abandona uma cimeira europeia em Bruxelas, porque um dos seus conterrâneos ousa usar da palavra em inglês, e, numa outra dimensão, um Estado hegemónico como é o espanhol que, pretendendo ignorar as leis do mercado aberto, ao abrigo de um patriotismo económico, resiste, com toda a veemência, à oferta pública de aquisição de um dos seus grupos económicos de referência do sector da energia, por um gigante alemão daquele mesmo sector, que, pelos recursos financeiros e potencial tecnológico de que dispõe, estaria, com esta fusão, em condições de criar o maior grupo energético do sul da Europa.
Constituem factores de imobilismo estas tomadas de posição, bem como a lentidão dos vários governos europeus em reformar as suas economias, nomeadamente no que diz respeito aos códigos do trabalho que, na generalidade, protegem uns e excluem outros através do trabalho precário dos contratos a prazo, e em que as manifestações contra o CPE em França representam a incapacidade dos governantes na gestão destas temáticas e são o palco da incompreensão por parte dos cidadãos, quando tentam obstruir o processo de liberalização dos mercados, promovendo o atraso do retorno em benefícios resultantes do aumento da competitividade, em igual grau de competências, que só uma economia aberta de mercado, liberalizada, poderá proporcionar.
Fernanda Valente
publicado por quadratura do círculo às 16:13
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António Carvalho - Simplex

Alguém dizia há tempos, referindo-se às medidas de combate à desburocratização, que o Governo tinha de “começar por algum lado – mais faz quem quer do que quem pode – e ele (Sócrates) quer… e pode”.
Concordando-se ou não com tais iniciativas, a verdade é que algo está a mexer com o estado obnóxio em que a política caiu. No entanto, a visão milagrosa de que a Internet, por si só, faz, descomplica, organiza e resolve, pode tornar-se numa autêntica dor de cabeça de difícil terapia.
Vejamos:
Cerca de 900 mil portugueses não sabem ler nem escrever, 44% não sabem utilizar a Internet, apenas 34% tem computador em casa e 16% têm mais de 65 anos. Deveras preocupante!
Mas… numa qualquer Repartição Pública deste País, equipada com a mais recente “coqueluche” informática, formação adequada contínua e especializada o que poderá falhar? Uma coisa que o Governo e o Senhor Engenheiro Sócrates parece ter esquecido: o estímulo dos trabalhadores! É que às vezes, o simples facto de carregar no botão “power” da máquina, exige um enorme e desmedido sacrifício.
E por aqui devia começar, também, a tal mudança que se pretende.
Tão “Simplex” quanto isto (ou talvez não)!
António Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 16:09
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José Duarte Amaral - Deixem-me sonhar

Tal como em termos de solidariedade social, é muito importante a real existência, por todo o país, de Instituições de cariz Cultural, Recreativa, Desportiva, Educacional e Social (entre outras), dirigidas pelos chamados “carolas”, ou seja, por cidadãos ao serviço de outros, abnegadamente, os quais se substituem (as Instituições e seus dirigentes) ao Estado que, por sua vez e com fundamento no consagrado na Constituição da República Portuguesa, tem o dever de proporcionar espaços condignos aos cidadãos, nomeadamente aos mais carenciados, onde possam passar o seu tempo de lazer, mas… com motivação, através de actividades desenvolvidas nas Instituições da sua cidade, vila ou povoação (pequena que seja), uma vez que, infelizmente, a maioria dos portugueses ainda não têm o mínimo de comodidades dentro dos “telhados” que habitam (muitos dos quais, sabe-se lá como!) e, muito menos, acesso aos Ginásios e Lares privados e, nem até ao simples Café ou “Tasco” lá da “Terra”, para não falar dos chamados “sem abrigo”! Nesta perspectiva, torna-se urgente que os nossos “governantes” olhem, de frente, para essas importantes Instituições (Colectividades, Centros de Dia para a chamada “Terceira Idade”, etc., etc.), no sentido de obras de requalificação e ou preservação, bem como na atribuição de subsídios condignos e de acordo com as actividades desenvolvidas e, ainda, proporcionar aos agentes associativos (nomeadamente, aos jovens com escolaridade nessas importantes áreas e à procura do 1.º emprego), cursos de formação nas áreas do dirigismo associativo, bem como, nas das Artes (Teatro, Música, Poesia, etc.), da Educação Física (Ginástica, Desporto, de Manutenção, Dança, etc.) e, porque não, nas áreas do Artesanato Tradicional (na sua maioria em vias de extinção)! Mas atenção, senhores “governantes” (incluindo os senhores autarcas): É urgente que se faça o levantamento real das citadas Instituições, porque (muitas) só abrem as suas portas, como sendo, de facto, autênticos “tascos”. A estes, não deverá haver subsídios para ninguém! É que (tenho conhecimento), parte delas, acabam por receber subsídios idênticos àquelas que, com o sacrifício da tal “carolice”, proporcionam aos seus utentes (sócios, ou não) actividades, motivação e comodidade! Mas, outras, para além de receberem os tais subsídios, os seus “dirigentes” fazem destas “Casas Públicas”, autênticos espaços comerciais, ou seja: à noite, são Colectividades; durante o dia, substituem os Ginásios privados, recorrendo-se à habilidade do duplo registo de sócios (os efectivos e os temporários, enquanto utentes dos fictícios Ginásios, geralmente, destinados aos mais favorecidos).
Tudo isto para chegar à mediática discussão sobre a extinção e (ou) fusão de certas e determinadas Autarquias (Juntas de Freguesia), com a agravante de, à partida, serem extintas as de pequenas povoações (aldeias) do Interior, já, por si, prejudicadas, a todos os níveis, em relação às do Litoral! Veja-se o que se passa (por exemplo) com a extinção de certas e determinadas Escolas, naquelas parcelas do Mapa de Portugal! É que as pessoas que (ainda) lá vivem, também são gente (jovens e menos jovens), também são eleitores… numa só frase: Também são “Portugueses de 1.ª”, ou seja “Portugueses genuínos” que morrem, se forem “obrigados” a abandonarem as terras onde nasceram, aprenderam a dar os primeiros passos e (embora ainda hajam “analfabetos”, pela força das circunstâncias) os que puderam ter acesso à Escola: uns, pelo menos, aprenderam a ler e a escrever; e, outros, conseguiram completar a antiga 4.ª Classe de Instrução Primária! Bons tempos, para aqueles que tiveram a honra de atingirem aquele alto grau de escolaridade (alguns, com “distinção”)! É que, a antiga 4.ª Classe, em termos de conteúdo, era muito superior aos actuais 9.º e, até, 12.º ano de escolaridade, neste caso, “preparados” (?) para o acesso às Universidades. Coitados dos nossos doutores, engenheiros, advogados, homens de letras ou, simplesmente, licenciados! Coitada da Língua Portuguesa (basta ouvir os que aparecem, de surpresa, nos nossos televisores)! Enfim, coitados dos políticos que nos têm “desgovernado” desde o “25 de Abril” (que Deus o perdoe) e, implicitamente, coitado do nosso querido Portugal, chamado de “Democrático”, à procura (vejam só) do inventado “Choque Tecnológico” (chamem-lhe o que quiserem) e das “apregoadas” reformas, em “catadupa”, mas que, na sua maioria, não passam do papel ou das palavras de circunstância, nas “Campanhas Eleitorais”, nos “Estados Gerais”, na “Sociedade Aberta”, na “Opinião Pública”, no “Estado da Nação”, no “Diga lá Excelência”, na “Assembleia da República” (é uma vergonha ouvir a maioria dos representantes do povo que os elege!...), nas “Presidências Abertas” do “invernado” Soares, copiadas, com outro nome, pelo seu sucessor – o “bem intencionado” Sampaio –, quem (na minha opinião, pois sou um cidadão livre de um Estado de Direito e Democrático e, por isso, com “Liberdade de Expressão” (?) consagrada na “Sagrada” (?) Constituição da República, adulterada em relação à que foi aprovada, por maioria mais que absoluta, em 2 de Abril de 1976 – só votou “contra” o antigo CDS do, agora, “socialista” Freitas do Amaral).
Como ia dizendo, na minha opinião (contrária à de alguns “posicionistas”, bem acomodados), o “bem intencionado” Sampaio, saiu pela “porta pequena”! E, não julguem que digo isto com contentamento! Pelo contrário: Aquando da candidatura ao seu 1.º mandato, votei contra o seu principal adversário – aquele que havia deixado “órfão” o meu Partido (sou um “Social Democrata” identificado com Eanes, Sá Carneiro e, em Gaia, com Menezes - o Homem melhor posicionado para substituir o actual “líder” do PSD e, eventualmente, para ser o próximo Primeiro – ministro de Portugal, porque, com a sua forma de fazer “politica moderna”, actualizado, conhecedor dos “dossiers em cima da mesa” da Europa e do Mundo actuais, com as suas visão, ideias, projectos, “sonhos”, “engenharia financeira”, dinamismo, sentimentos, etc. (“dotes”, através dos quais, conseguiu pôr “Gaia na Frente” e no Mapa de Portugal), também poderá ser o político capaz de “Salvar Portugal”, com a mais – valia constitucional do actual Presidente da República e, em parceria, com o actual Mapa de Portugal em termos do “Poder Local”, que (como se sabe), está pintado com a cor “laranja” (ou “alaranjada”)! Este vosso concidadão comum não tem quaisquer dúvidas! Nesta perspectiva, Menezes, merece (sem dúvida) o apoio das bases do seu Partido e, depois… o apoio da “maioria” daquela franja do eleitorado que, por uma causa de “cidadania” (leia-se “estabilidade”), geralmente, fazem a diferença, dando, à partida, a “maioria absoluta”, a Bem de Portugal, ou, se quiserem, “A Bem da Nação”! Pelo menos, cumprem o seu direito (e o seu dever), conscientemente… e, por isso, ficam com força para intitularem de “mentirosos” (em termos políticos) àqueles que, uma vez sentados nas Cadeiras do “Poder” (as mesmas letras de “Podre”), não cumprem com as promessas apregoadas (leia-se “compra do voto”). Estes, só merecem um castigo – o mesmo que Sampaio aplicou ao “vitimado” Santana - ou seja, a pena máxima: 25 anos de total abstinência política – partidária! Se calhar e, atendendo às circunstâncias políticas, sociais e económicas – financeiras de um país de “tanga” (à beira do abismo), que herdou dos “desertores” Guterres e Barroso (a bem do prestígio, não pessoal, mas, sim, da nossa Pátria – como, “poeticamente”, diz o verdadeiro socialista Alegre e o 2.º mais votado nas últimas Presidenciais, à frente do candidato apoiado pelo seu Partido de sempre e que, até, foi um dos seus fundadores, tendo chegado à PR pelas mãos da saudosa Pintassilgo – Sampaio resolveu demitir Santana, pura e simplesmente “A Bem da Nação”! E, agora? Agora, Sampaio, não vai, concerteza, seguir os passos do seu antecessor, mas, sim (estou certo), praticar a sua modalidade desportiva preferida – O “Golfe” – à qual, tal como os “Safaris”, só têm acesso os “ricalhaços”. Assim, só me resta a expectativa, quanto ao novo PR! Sou como São Tomé (“ver para crer”)! Pelo menos, espero que vá estando por aqui, atento (e, não, por ali, em constantes passeios turísticos), que cumpra (não tenho dúvidas) e, principalmente, faça cumprir a Constituição (como “jurou”, no Acto de Posse), que não seja um mero “espectador”, que não confira “comendas” a torto e a eito… numa frase: Que não seja um “corta – fitas”, como afirmou, nos seus discursos contidos e estratégicos, durante a Campanha Presidencial! Pela 1.ª vez, temos um PR da área não socialista! Sim… Foram 20 anos de “Reinado” Socialista no mais alto cargo da Nação! E o que aconteceu, durante este longo percurso, desde o “25 de Abril”? Tivemos (e só) 3 governos que conseguiram cumprir os seus mandatos (2 de Cavaco e 1 de Guterres)! O actual, é o 23.º (6 provisórios e 17 constitucionais) e, por isso (vejam só), se, aos 32 anos de democracia, forem retirados os 12 correspondentes aos governos (completos), chega-se à conclusão de que, em 20 anos, tivemos 20 governos (incompletos), ou seja, em média, 1 governo por ano!
“Assim não vamos lᔠ(in “blog” de Luís Filipe Menezes). Caro Dr. Menezes, sejamos optimistas, porque… “mais vale tarde que nunca” e… “enquanto há vida há esperança”! E, já agora (enquanto português), “A Bem da Nação… Deixem-me sonhar”!...
José Duarte Amaral
publicado por quadratura do círculo às 16:06
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António Carvalho - Na hora

É rara a semana em que não são tornadas públicas medidas e mais medidas, para, segundo dizem, desburocratizar e facilitar a vida aos cidadãos.
Empresas na hora, Licenciamentos na hora, Associações na hora, Marca na hora, enfim, tudo o que não interfere com a maioria dos cidadãos é feito na hora. Infelizmente, e deslumbrados com tanta eficiência, esquecem-se que tudo isto é banal numa sociedade moderna e desenvolvida. Descobrir a mó do moinho no século XXI é próprio de quem nada mais tem para fazer.
Mas já que é assim, lembrem-se também de criar as Consultas Médicas na hora, as Operações Cirúrgicas na hora, a Justiça na hora, as Dívidas do Estado pagas na hora, e mais um rol enorme de acções que mexem, estas sim, com a maioria dos Portugueses. Sabe quantos desempregados têxteis surgem na hora em Portugal? Dois, Senhor Engenheiro Sócrates. Quanto tempo se espera por uma intervenção cirúrgica? Oito mil setecentas e sessenta horas Senhor Engenheiro Sócrates. Quanto tempo o estado demora a saldar uma dívida? Uma eternidade Senhor Engenheiro Sócrates.
Faça lá mais uma “forcinha” e tente inventar a máquina a vapor!
António Carvalho
publicado por quadratura do círculo às 16:00
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João Gomes Gonçalves - Tráfico de armas

Segundo a lenda Sísifo, rei de Corinto, ambicioso e hipócrita, teria outros defeitos mais. Foi castigado pelos deuses a empurrar um bloco de pedra até ao cume de uma montanha, mas nunca consegui chegar ao fim, pois a enorme pedra voltava sempre a cair. O infortunado era obrigado a recomeçar, eternamente, o seu trabalho.
As histórias de polícia e ladrões parecem ser a versão moderna daquele castigo dos deuses: por muitos ladrões que prendam, surgem sempre novos amigos do alheio e, assim, a polícia parece condenada aos trabalhos se Sísifo.
“A operação desencadeada pela Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, contra a mais poderosa rede de tráfico de armas alguma vez detectada no nosso país, aponta para a participação de militares. A Polícia Judiciária Militar, segundo as nossas fontes, que colaborou na operação lançada pela PSP, está agora a investigar a suspeita de que grande parte do armamento chegava a Portugal a bordo de aviões da Força Aérea e de navios da Armada”
Correio da Manhã, 25.03.2006
Se vier a confirmar-se a suspeita da utilização de aviões da Força Aérea e de navios da Armada (sem que a hierarquia tenha conhecimento, claro), para o transporte da “mercadoria”, estaremos perante um degrau acima do habitual, nestas histórias de polícias e ladrões.
Com frequência, a nossa Polícia Judiciária orgulha-se de ter batido novo recorde na apreensão que mais toneladas de cocaína e outras drogas, mas nestas espectaculares operações apenas são apanhados “operacionais” e um ou outro quadro intermédio: nunca caem na rede os chefões e mandantes, que parecem ser fantasmas de outro mundo inacessível às polícias.
Envolto nas sombras e nuvens daquele mundo de fantasmas, ficaram os casos do acidente de Camarate, que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa de então, e provável alvo principal; da Universidade Moderna, que levou o então ministro Jorge Coelho a proferir declarações tipo bomba atómica (lavagens de dinheiro, tráfico de armas, de mulheres, etc., etc.); o caso do empresário João Zoio.
Em Portugal apenas se traficam armas ligeiras ou existem plataformas – temos uma costa marítima tão bonita, tão azul, com praias tão lindas e tão desguarnecida – do tráfico de armamento mais pesado?
De qualquer modo, estas operações policiais, ocupam os média e passam a mensagem, tranquilizadora, de que a justiça persegue e castiga os maus. Todavia, fica na boca um travo de “sabe-me a pouco”: será que nos maus, uns são mais maus do que outros e que existe também o deus desconhecido que protege os mais maus?
João Gomes Gonçalves






publicado por quadratura do círculo às 15:57
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Mário Martins Campos - Oposição

Eis senão quando, o Centro-Direita se deu conta que está na oposição.
Estar na oposição implica fazer oposição, de forma séria, consistente, capaz de não hipotecar posições futuras, nem contradizer opiniões passadas, sobretudo para quem tem aspirações de chegar a formar Governo.
O problema, comum ao PSD e CDS-PP, é precisamente esse. O de não conseguir fazer oposição forte, ao Governo, sem contradizer o passado ou condicionar a acção no futuro.
A necessidade de se apresentarem como alternativas credíveis, capazes de suscitar a adesão do eleitorado, pelo lado do rigor, da credibilidade e da seriedade, é uma dificuldade imposta ao Centro-Dreita pelo Governo, uma vez que este já ocupou essa via.
Como o Primeiro-Ministro referiu, “o pior está para vir”, e isso será também aplicável para o calvário da oposição, uma vez que o “piorar” da situação, abrirá espaço à oposição de esquerda, para com outro desprendimento, encabeçar a oposição ao Governo, sem amarras ao passado, nem temores com o futuro.
Assim, a oposição feita pelo PSD e CDS-PP, vai continuar a fluir à margem das questões de fundo, porque para estas não podem expressar posições antagónicas em relação às expressas pelo Governo.
Este drama da oposição, vai conduzir inevitavelmente a um esbatimento da sua posição perante o País, uma vez que este não presta atenção às questões formais, uma vez “entretido” a trabalhar e discutir as reformas em curso, que são as verdadeiras questões de fundo.
Outro drama da oposição, será certamente a sombra mediática, que a relação S.Bento/Belém irá fazer, na opinião publicada. O foco estará muito mais intenso, na direcção de saber qual o tipo de relacionamento institucional, entre Presidência e Governo, do que deste com a oposição de Centro-Direita.
Discutir lideranças, directas e estatutos, serve para “encher” a agenda política, mas não trás nada de substancial, à construção de uma oposição forte, credível e responsável, capaz de, para além de outras coisas, potenciar a acção do Governo.
Uma oposição forte é essencial para um Governo forte.
Marques Mendes vai ganhar tudo o que tiver que ganhar, nos próximos tempos dentro do seu partido, mas nem por isso se tornará um líder forte, dentro e fora do partido. Ganhará sobretudo por falta de comparência dos adversários, que o vão deixando estar, até ao momento em que já não seja preciso levar a cabo o “trabalho de trolha” que agora se apresenta fundamental. Importa pois, que pelo menos o ajudem a fazê-lo com qualidade.
Ribeiro e Castro tem tido um estilo de oposição apático, desbragado e inconsistente, que parece muitas vezes saído da necessidade de afirmação, mesmo que sem conteúdo ou substância. Esse é um estilo que não agrada a um conjunto de pessoas, dentro do partido, alguns dos quais continuam com a referência de Paulo Portas, bem presente nas suas mentes, e Ribeiro e Castro perde, de forma retumbante da comparação directa com Portas. É por isso um líder fraco, dentro e fora do partido, a quem o partido fugirá das mãos na primeira oportunidade. Ele já teve a dele, e não consegui agarrá-la.
O rumo da oposição de Centro-Direita não é certamente este, importa pois, que a bem do País, este tome a rota certa.
Mário Martins Campos

publicado por quadratura do círculo às 15:52
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