Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Fernanda Valente - Madeira e Menezes

1. Estou feliz. E, estou feliz, porque na minha qualidade de funcionária pública, docente há um bom par de anos, médica ou enfermeira de uma unidade hospitalar ou centro de saúde de uma zona inóspita como o são a maior parte das concelhias no nosso país, militar na reserva ou no activo de um palco de guerra ido, aquartelada e conformada à especificidade operacional de um Julgado de Paz, encontrando-me perante a iminência de vir a perder direitos adquiridos e hábitos conjugados que só um tempo negligente e fora do contexto universal de uma economia globalizada conseguiu materializar, posso, a partir de agora, contar com um aliado de peso “empenhado em fazer cair o Governo socialista”, contra os desmandos e arbitrariedades da sua política reformista, aliado que é, nada mais nada menos, do que o PSD /Madeira, o seu secretário-geral e o próprio Governo regional com todos os seus “créditos executivos”, personagens ministeriais do mais alto gabarito e não só. Obviamente que, como vem sendo hábito, também vou poder contar, na minha manifestação, com a presença impar do próprio secretário-geral deste partido no Continente.
2. Luís Filipe Menezes é um romântico e um sedutor. Sedutor, porque está apostado em seduzir o centro político, pois como ele muito bem sabe, é ao centro que se ganham as eleições. Mas, os eleitores portugueses, do mesmo modo que os franceses “ne sont pas des gogos qui choisissent leur bulletin de vote comme on achète un yaourt”, conforme dizia um editorialista francês a propósito da estratégia de instrumentalização dos media, por parte de Sarkozy,  no sentido de vir a obter dividendos políticos e eleitoralistas na sua mais que provável candidatura à presidência francesa.
No seu blogue, LFM, critica os dirigentes social-democratas, incluindo o seu líder, pelas reacções desfavoráveis às declarações proferidas pelo Sr. Presidente da República em entrevista recente, em que fazia a apologia da política reformista do Governo. Faz transportar para a oposição, e muito bem, a obrigatoriedade de “exigir medidas mais arrojadas e com outro sentido estratégico” em alternativa às medidas tomadas pelo actual executivo, denunciando, deste modo, a “falta de rumo, ideias e propostas do PSD”, que se limita a “andar na cauda do cometa” ali designado por Cavaco Silva. Iliba, assim, o Presidente de qualquer responsabilidade partidária, tendo sido precisamente essa, a mensagem que foi transmitida por este, na sua entrevista, ao eleitorado social-democrata. Ilibando-o no presente, por uma questão de interesse estratégico, vaticina-lhe uma curta existência na cadeira presidencial, uma vez que, como afirma numa entrevista dada a uma revista em Setembro do ano passado, vê-se “a apoiar um novo ciclo de 10 anos liderado por Durão Barroso a partir de 2011”.
LFM é também um romântico, politicamente falando. Vive a política de uma forma emotiva. Dificilmente virá a ter o carisma necessário à liderança de um partido com o passado histórico do PSD, que só uma forte determinação, uma alta visão estratégica e um inabalável sentido de Estado podem protagonizar. 
Fernanda Valente   
publicado por Carlos A. Andrade às 19:20
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Mário Martins Campos - Flexisegurança

O modelo de relação entre a flexibilização das leis laborais e os níveis de suporte social, a que se chamou “Flexigurança”, é um modelo assente em dois pilares.
 
A Flexibilidade, permite aos empresários uma maior liberdade e agilidade na gestão da sua empresa, com a expectativa de que o aumento dos benefícios, corresponda a um aumento da competitividade económica do tecido industrial, numa economia global, com o consequente retorno para a riqueza nacional.
 
Por outro lado a Segurança Social, que com base num aumento dos níveis de suporte ao desemprego e à promoção do emprego, pretende amenizar os efeitos colaterais de um aumento de instabilidade.
 
Dito isto, importa referir algumas premissas, que considero essenciais para a implementação com sucesso, de um modelo desta natureza.
 
  1. A Mentalidade dos empresários. Os empresários terão de aproveitar um modelo desta natureza, para promover o crescimento económico e o seu nível de adaptação a um mercado global, extremamente exigente, competitivo e flexível. Se os empresários virem nesta oportunidade, a chave para utilizar a força de trabalho, sem regras e sem uma perspectiva clara de acréscimo de valor, não imediatista ao seu negócio, estaremos certamente no mau caminho, e o risco é grande.
  2. As Finanças Publicas. O aumento do investimento do estado na segurança e na promoção do emprego, com politicas activas de emprego e de qualificação dos Portugueses, necessitará de umas finanças públicas, capazes de albergar este esforço complementar, em nome de um retorno para a economia nacional. Como tal, teremos de passar por um processo de consolidação orçamental, que poderá não ser imediato.
  3. A Qualificação dos Portugueses. O capital humano nacional, possui baixos níveis de qualificação académica, cultural e profissional, dificultando desta forma a adaptação a um modelo de sociedade, onde o desemprego poderá ser visto como uma oportunidade, onde o emprego e até a própria profissão não são para toda a vida. Falta-nos pois nesta matéria, um investimento claro nas nossas pessoas, que permita dotar o nosso País de uma Sociedade culturalmente evoluída e profissionalmente desenvolvida.
 
Penso contudo, que é positivo debatermos na sociedade nacional, os bons exemplos que vêm dos Países mais desenvolvidos do Mundo, onde os modelos Sociais-Democratas mostram as suas virtudes. Se outro aspecto não se retirar deste debate, estou certo que se retirará a constatação das nossas limitações, para fazer face a um modelo de equilibro perfeito entre a economia e a protecção social. 
Mário Martins Campos
publicado por Carlos A. Andrade às 19:16
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António Carvalho - Tempo colorido

Transformando as normalidades em anormalidades vamos sendo constantemente confrontados com possíveis “visões” do fim do mundo.
Ou é porque vai chover muito, ou o vento vai soprar fortíssimo, ou uma vaga de frio vai originar fortes geadas que por sua vez vão originar acidentes rodoviários… e por aí fora.
Para a nossa Protecção Civil o planeta Terra foi descoberto ontem e cada dia que passa é uma novidade deslumbrante aos seus olhos! O Inverno ser uma “estação” de chuva, de frio e de gelo, é qualquer coisa de transcendente para estes “especialistas” da matéria.
Assim, de cada vez que aparece nos telejornais aquela figura bonacheirona do Comandante Gil Martins, a única coisa que me vem à “cabeça” é a imagem da Senhora de Fátima, “encarnada” naquelas simpáticas estatuetas que conforme o grau de humidade do ar mudam constantemente de cor. Destapando a “cataplana”
na cozinha”… todos os aposentos entram em alerta máxima para a ameaça de chuvas (sic)!!!
Com a mesma facilidade, o simpático Senhor põe o País a Verde, a Amarelo, ou a Laranja, numa pintura já tão surrealista que descredibiliza uma qualquer anormalidade que eventualmente venha a acontecer.
Que saudades do Senhor Antímio de Azevedo!
António Carvalho
publicado por Carlos A. Andrade às 19:12
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João Brito Sousa - Restauração e perda

Faz (...) 366 anos que os Portugueses recuperaram a soberania depois de sessenta anos de domínio espanhol.
O historiador espanhol Rafael Valladares, no DN (...), diz que os Espanhóis consideram uma "perda", a saída da administração espanhola do território que estava sobre o seu domínio; para os Portugueses foi a restauração, seja, a recuperação da administração total dum território que era seu.
Esta palavra "perda", no meu entendimento, apresenta-se ao serviço trazendo consigo  um pouco de nostalgia e culpa. Nostalgia porque penso que os espanhóis têm saudade deste espaço, que lhes fazia jeito continuar ainda hoje anexado ao seu território. Culpa, porque penso  não terem esgotado tudo o que estaria ao seu alcance, para manter como sua administração, um território que nunca se deixou de denominar - Portugal.
Seja como for, sabe-se que entre nós, Portugueses,  há uma pequena faixa da população, alguns intelectuais incluídos, que defendem que a península Ibérica, deveria ser um País apenas. Outros sectores haverá, que só de se poder  pensar nisso, entendem que tal constituirá uma ofensa aos valores de Pátria, País, Bandeira Nacional e outros.
O assunto está em aberto, pois creio que foi em Espanha que houve hoje uma manifestação de rua, "A Arruada",  onde se ventilava que, a existência de um País só, era mais vantajoso para ambas as partes.
Como nos tempos da Roma antiga, "cada cabeça sua sentença".
João Brito Sousa
publicado por Carlos A. Andrade às 19:08
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António Carvalho - Aulas de substituição

De norte a sul do País alunos do básico e secundário saíram à rua para lutar contra as aulas de substituição, a falta da famigerada educação sexual, de condições materiais e humanas e contra a "arrogância e desprezo do Governo pelos alunos".
Numa ignorância confrangedora lá iam tentando responder às perguntas dos jornalistas, num português de arrepiar, pensando justificar o
injustificável: “Epá, nós pracisamos de namorar”, “de ir pó café mandar umas abébias às gajas”. “Sainda ao menos tivesse-mos educação sexual… sobre as quecas, pá, era baril”. “Agora um gajo tá li preso pá a jogar sudoku…”.
Este “pessoal” acaba por ter toda a razão do mundo: ao demonstrarem desta forma leviana, infantil e inqualificável os seus ideais, os meninos não tem nada que ser sujeitos pelo “sanguinário” Governo a esta autêntica “barbárie ditatorial” educativa.
Os seus cérebros, tão pequeninos, ainda em fase de formação, deviam era estar ocupados a visionar os episódios do “Noddy” ou a juntar umas letrinhas no livro da “Leopoldina e a Tartaruga Bebé”!
Enquanto Portugal tiver uns professores que não querem ensinar e uns alunos que não querem aprender, talvez se entenda o porquê de o desemprego estar a aumentar consideravelmente entre a maioria dos licenciados.
Depois são desprezados… tadinhos!
António Carvalho
publicado por Carlos A. Andrade às 18:58
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