Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005

Vitor Silva - Compreender o eleitor

Todas as análises sobre os resultados das eleições giram em torno dos partidos.
Quem ganhou, quem perdeu, percentagem de crescimento de derrota, de transferencia de votos, etc. Enfim as análises giram em volta dos partidos, da clubite partidária e dos diferentes personagens.
Não vi nenhuma análise que tenha posto no centro da questão o eleitor, o que significa a elevada taxa de participação (quando comparada com os valores de actos eleitorais anteriores) e as consequências que esse facto pode ter no modo de fazer política em Portugal.
Penso que a maturidade demonstrada pelos eleitores, votando em "massa", não se deixando impressionar pelos truques politiqueiros que uns e outros usaram, é o facto de relevância política mais importante destas eleições.
Demonstra que o "povo" sabe analisar e compreender o que é melhor para o país e age em conformidade quando necessário. E isto independentemente da cor partidária (parece evidente que o PS ganhou com os votos do eleitorado "natural" do centro-direita).
Já muito se especulou se o voto foi no PS ou contra o PSD. Quanto a mim esta é
uma questão de pouca relevância.
O que importa saber é qual foi a acção do PSD que o eleitorado castigou?
Muitos dirão que foi as reformas difíceis que fez o PSD no inicio do mandato outros que foram as trapalhadas do final de mandato. Eu penso que foi a falta de respeito pelos eleitores que foi sancionada.
O problema não é que se peçam sacrifícios. O problema é a facilidade com que se entorse a direcção traçada, com que se engana o "povo". A falta de rigor, o despudor. Em resumo, o problema é não compreender que se governa gente madura, educada e inteligente. Pronta a aceitar o plano proposto, a aderir. Pronta também a sancionar.
O PS tem de perceber isto e de aproveitar a oportunidade que um eleitorado maduro apresenta ao partido do governo.
O novo governo tem de falar claro com os Portugueses, definir objectivos claros, mesuráveis. Tem de evitar a tentação de prometer e não cumprir. Tem de ser rigoroso e exigente.
Se for capaz de tratar o eleitorado como "gente crescida" e atingir de forma rigorosa e transparente os objectivos a que se propôs poderá ter um longo "reinado".
Se optar pelo facilítismo da gincana política corre o risco de ser tratado da mesma forma que o PSD.
Vitor Silva (França)
publicado por quadratura do círculo às 19:05
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