Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005

João Viveiro - Vitória dos portugueses

Na noite eleitoral, os grandes vencedores foram sem dúvida o P.S., o Eng. José Sócrates, o Sr. Presidente da República e a esquerda. (o BE de forma espectacular); mas também, o Dr. Pacheco Pereira (triunfo da inteligência e da coerência). No entanto, o grande vencedor foi, inequivocamente, o Povo Português. Sendo ele o grande obreiro, provou inequivocamente ser um povo esclarecido e generoso!
O povo português, provou de forma indelével que:
1. não esteve distraído, penalizando a trapalhada e a incompetência;
2. não se deixou levar pelas falas mansas de quem nada tinha provado até então;
3. não esteve disposto a dar cobertura ao boato e ao insulto baixo e soez;
4. não premeia nunca a mentira, e o oportunismo bacoco, penalizando os seus impulsionadores;
5. esteve absolutamente de acordo com a decisão do P. R. quando resolveu dissolver o Parlamento;
Nesta sequência, conclui-se facilmente que o povo, sentiu a necessidade urgente e inequívoca de mudança, dando uma oportunidade única ao Partido Socialista que, deste modo, obteve maior votação de sempre!... Pela primeira vez uma vitória com maioria absoluta em todos os círculos eleitorais, salvo na Madeira e em Leiria, sendo que a vitória mais significativa, foi ganhar pela primeira vez em Viseu, ex-cavaquistão, (capital da nossa GAM). Um verdadeiro feito para a história do PS e para a história contemporânea da política portuguesa.
O Sr. Eng. Sócrates, principal responsável pela vitória socialista, enfrentou com dignidade e sobriedade a vergonhosa campanha suja contra si, promovida e alimentada pelo PSD, mantendo uma linha de seriedade e determinação sem desfalecimento e resistindo à constante pressão dos "média", relativamente a outro cenário que não fosse o da maioria absoluta.
Estas eleições foram uma enorme lição para políticos, para jornalistas, para algumas personagens que têm habitualmente um pé nos dois campos e, ainda, para outras personagens que não têm pés em coisa alguma.
Os tempos não estão para grandes euforias, ainda assim, festejemos!... Não é sempre que se vencem umas eleições em ternos tão eloquentes. O Povo Português deu uma lição de maturidade sobre a qual todos devem reflectir, a começar pelos que agora vão ter a responsabilidade de ser governo; desta vez o cidadão comum exige a resolução de problemas, dispensando promessas vãs. Desta vez, houve verdadeiramente um movimento colectivo de vontades para dar uma maioria absoluta, registando-se pela primeira vez, nos últimos anos, um aumento significativo dos votantes.
Definitivamente deixou de haver mandatos grátis. Deste modo, quem governa deve fazê-lo com competência e honestidade, quem faz justiça deve fazê-lo com total imparcialidade e quem informa deve ser obstinadamente imparcial.
O Povo, que tudo leva a crer estar disposto a fazer os sacrifícios necessários para fazer face à situação caótica do país, duvido que dê alguma vez mais, a qualquer governo, o benefício da dúvida, pelo que nem sei se irá sequer considerar a hipótese de atribuir à governação que se perfila, o habitual período de graça. Parecendo-me antes, haver da sua parte uma exigência de rigor e competência, na constituição da futura equipa governativa!... Ao contrário do que pudemos constatar no anterior governo, desde a escolha dos seus membros, até à contratação do mais modesto assessor, nas opções a tomar, a competência deverá ser sempre o principal argumento.
O voto de confiança foi tremendo, viabilizando inteiramente as grandes e urgentes reformas de que o país necessita, em direcção ao crescimento económico e, portanto, à ansiada convergência europeia. Não haverá portanto, lugar para mais desculpas! Se, eventualmente, falhar esta derradeira oportunidade, o Povo Português jamais perdoará o fracasso!
Quanto aos perdedores, por tão maus que se revelaram, nem me atrevo a tecer qualquer comentário. Sugiro apenas que façamos os possíveis por esquecer rapidamente a deselegância das afirmações, a infelicidade das estratégias, assim como as atitudes de mau perder, feridas estas, que o tempo, felizmente, se encarregará de sarar...
João Viveiro

publicado por quadratura do círculo às 18:47
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