Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

Vasco Guerra - Ainda o voto no PSD

Imagino que devem ter recebido centenas de emails com este assunto, por
isso não me vou alongar.
Ouvi a quadratura do círculo e li o artigo do Pacheco Pereira no Público de
quinta-feira.
É claro que o dilema do Pacheco Pereira é dele e só dele. E (pelo menos nos
dias que correm) é admirável que o assuma publicamente e com frontalidade.
A decisão é sua, está tomada, e tem que ser respeitada.
O argumento decisivo parece ser:
"Uma coisa é colocarmo-nos contra este epifenómeno (e foi apenas
epifenómeno porque foi percursor e a personagem era pouco subtil, porque os
mecanismos que o criaram continuam a funcionar em pleno na sua televisão de
todos os dias...), outra coisa é colocarmo-nos contra o PSD e o seu papel
na sociedade portuguesa."
O Pacheco Pereira decidiu que é mais importante não se colocar contra o PSD
do que colocar-se contra Santana. Penso que é pena. Porque ao fim de muito
tempo de alguma letargia, os portugueses parecem ter percebido que, mesmo
que o seu voto não sirva para escolherem os governantes que querem (porque
neste momento não querem nem Santana nem Sócrates, por exemplo), pelo menos
serve para dar a célebre "vassourada" aos que estão a fazer um mau
trabalho. Foi assim que conseguimos correr com Guterres. Essa é a melhor
maneira de correr com Santana.
Mas é muito mais do que isso: ao brindar os incompetentes com vassouradas,
podemos dar um sinal aos políticos que alguma coisa tem que mudar; que não
toleramos incompetentes, venham eles de onde vierem; que não aceitamos que
nos tomem por parvos.
Votar em Santana é dar o sinal inverso: é alimentar outros epifenómenos,
porventura mais hábeis que Santana. Como "os mecanismos que os criam
continuam a funcionar em pleno", é dizer que basta ser um pouco mais
discreto que Santana para se chegar lá enganando-nos a todos.
É por isso que estou em "desacordo" com o Pacheco Pereira. Porque penso que
a maior esperança de evitar que outros Santanas continuem a aparecer
continuamente na política é usar a estratégia da vassourada.
Vasco Guerra
publicado por quadratura do círculo às 19:15
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