Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

Carlos Frota - Rescaldo das eleições

Desde há umas semanas que não alimento o blog - ir-me-ia repetir, desde que disse com clareza que estas eleições eram um referendo a Santana Lopes (SL) e que ficaria muito surpreendido se este conseguisse um resultado honroso. Por outro lado, a maneira como correu a campanha quase me enojou primeiro e enjoou depois... Hoje, no dia seguinte às eleições, sinto-me quase forçado a voltar à Quadratura do Círculo para elaborar um pouco sobre os resultados. Houve de facto um referendo - mas atenção, não se minimizem a determinação e a inteligência de José Sócrates (JS), que apesar do que os comentadores dizem, fez passar uma boa imagem. A sua estratégia era alcançar a maioria absoluta: e alcançou-a. Compreendo a sua felicidade ao dizer "Conseguimos!" (e não"Consegui", como ouviu o comentador-mor Marcelo na RTP, já a caminho para tentar abater outro PM) porque de facto a campanha foi dura para ele e para quem nela se empenhou. Ou seja, se acredito piamente que a gestão de SL, desastrada, maldosa, ajudou muito JS; se até acredito que se Jorge Sampaio tivesse dissolvido a Assembleia em Julho e provocasse eleições, talvez SL ganhasse a Ferro Rodrigues (digo, talvez), isso não me leva a dizer que JS é uma nulidade. Pode até acontecer que seja uma boa surpresa. Eu sei que o Partido Socialista é complicado mas JS não é Guterres (outro erro de alguns comentadores). Mas falando das eleições, é necessário ser rigoroso. A soma de votos em PS, PCP/CDU e BE excede bastante aqueles que, em rigor, são de "esquerda". A esquerda pura e dura acantona-se no PCP e no BE - e haverá uns tantos no PS, poucos. A esquerda possível, nos tempos de hoje, corresponde a menos votos do que aqueles que o PS teve, porque o PS (JS) recebeu o benefício de alguns que votavam antes mais à direita. E tudo isto está certo, afinal: a maior parte do país não quer devaneios nos extremos, aponta de facto a uma certa segurança no centro e é sensível aos apoios sociais que são mais necessários em tempo de crise. E não gosta de ser enganado: por isso castigou Guterres (mas autárquicas), Durão Barroso (nas Europeias) e agora SL (nas legislativas). O crédito que o PS recebeu é muito grande; espero que ele não o desperdice. E, já agora, estejamos atentos ao que acontece para os lados do PSD... Será que vamos ver a clarificação necessária - ou seja, a separação PSD - PSL/PPD?
Carlos Frota
publicado por quadratura do círculo às 18:58
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