Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

Rui Gouveia - Debate sem sumo

Foi um debate sem ideias novas. Ninguém fez novas propostas. Acusaram o
passado mútuo, como meninos mal comportados perante a Senhora Professora.
Sócrates, tal como já tinha feito no debate do Diário Económico, deve ter
pensado que todos os eleitores leram o Programa de Governo do PS. Além do
mais, não parecia convicto do que dizia. Também já devia ter percebido que o
CDS lhe pode roubar deputados - vide Método de Hondt -, e como tal: Não o devia ter negado; Desde o início devia ter atacado e metido no saco do Governo também o CDS.
Sim porque eles também fizeram parte do Governo.
Santana esteve com as críticas do passado - demissão de Guterres - e com o
ataque à banca. Banca esta que tem um sistema de Segurança Social próprio,
que funciona bem e que não pesa no sistema público. Isto, em parte,
justifica a seu baixo IRC.
Louça ainda teve uma ideia ou outra. Sempre respondeu ao que lhe
perguntavam. Mas afundou-se quando atacou a banca, entre outras coisas, por
fazer fusões de agências, sem qualquer custo fiscal. Isto é contrário ao bom
funcionamento da economia. Com impostos sobre estas actividades, a economia
fica cristalizada e não evolui.
Paulo Portas esteve bem ao descolar-se do Governo actual e ao mostrar os
13.000 postos de trabalho criados. Parece que se esqueceu das OGMA. Parece
que não se lembra que Durão Barroso sentia limitada a sua acção ao não poder
demitir Secretários de Estado e Ministros.
Uma pergunta a que todos responderam foi o problema das idades de reforma e
Segurança Social. Era uma área em que todos deveriam ter uma opinião bem
definida. É um problema actual, em que todos têm responsabilidades. Não
podem dar respostas vagas. Não podem passar a responsabilidade para o
Governo seguinte, de cor politica diferente. Não é com estudos e mais
estudos, comissões e mais comissões (leia-se tachos) que se resolve o
problema.
Este é um assunto que é um dos alicerces do Estado Português. Devia ser
resolvido com o apoio mínimo do PS e PSD. Um acordo de longo prazo para um
problema de longo prazo. Isto aplica-se a outros sectores do Estado: Saúde,
Educação, Formação Profissional, Investigação e Desenvolvimento, Tecnologia,
Rodovias e Ferrovias, entre outros.
Concluindo, foi um debate sem sumo nenhum, em que se notou que o País fica
mais uma vez a marcar passo.
Rui Gouveia
publicado por quadratura do círculo às 12:55
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