Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

Ricardo Ferreira - Solução do dilema

Tal como o Pacheco Pereira também me encontro perante um dilema, votar partidariamente não gostando do presidente do partido, não votar ou votar noutro partido.
Tenho 36 anos, fui educado dentro dos princípios da social-democracia pelos meus pais que nunca me indicaram onde votar, mas votar sempre e em consciência com os meus princípios e opiniões.
Por esse motivo não senti necessidade de me esconder, por volta dos meus 16/17 anos, como alguns amigos meus quando li Marx e Engels, sendo até incentivado pelos meus pais, pois que sempre foram de opinião que quando se tem opinião sobre algo ela deve ser o mais fundamentada e abrangente possível não descurando o conhecimento sobre aquilo que não gostamos e não concordamos.
Posso dizer que até ao momento sempre votei PSD (com excepção de uma ou duas europeias em que fui atrás do Dr. Lucas Pires, infelizmente desaparecido), com o Dr. Durão Barroso senti que estava a engolir um sapito, pois não tinha a estatura de um Dr. Marcelo Rebelo de Sousa ou de um Professor Cavaco Silva, pois que o seu programa pouco me convencia bem como as suas origens (MRPP) (...), mas mesmo assim votei PSD por acreditar nas pessoas que o rodeavam.
Com o aparecimento em cena do Dr. Santana Lopes, senti-me completamente defraudado, poderia ele ser o presidente do PSD mesmo sem ser ter sido eleito para o efeito, mas para chefiar o governo deveria ter sido escolhido o número dois do governo anterior, a Dr.ª Manuela Ferreira Leite (tivemos esse sistema com o Dr. Fernando Nogueira e o Prof. Cavaco Silva). Assim não posso deixar de concordar com o Pacheco Pereira quando refere que o sistema italiano (o qual desconhecia) onde se vota para o partido e para a pessoa provavelmente não deixa de ser o mais justo e melhor.
O Pacheco Pereira por aquilo que disse vai votar partidariamente, talvez porque pela filiação partidária se sinta obrigado, felizmente eu que sempre ou quase sempre votei PSD não tenho esse tipo de laços e por isso já fiz a minha opção, que é não votar PSD nas próximas legislativas.
Abster-me, votar em branco ou nulo não faz parte das minhas intenções.
Que o José Magalhães me perdoe mas votar PS nem pensar, pois penso que será voltar ao tempo do Guterrismo, mesmo sabendo de antemão que o PS irá ganhar, a dúvida é se será com maioria absoluta ou não, sendo que não pretendo contribuir para uma maioria absoluta do PS.
Votar CDS/PP, nem pensar pois existem demasiados conflitos entre aquilo que penso e defendo com o que o partido do Lobo Xavier defende, como por exemplo a questão da pró-escolha (vulgo aborto), assim como o comportamento do Dr. Paulo Portas que se esqueceu que fez parte do último governo e que numa hora pisca os olhos ao centro e noutra hora pisca os olhos à esquerda parecendo nitidamente à procura apenas de poleiro.
Votar CDU, bem nem pensar.
Assim e perante isto, só me resta um partido com assento parlamentar para votar, o BE. Sim se até ao dia 20 não mudar de ideias, será este partido a levar o meu voto, e as razões são puramente racionais e não ideológicas que passo a explicar:
- É um partido pequeno, que não faz mossa a ninguém, e que no entanto nas últimas legislaturas (Dr. Durão Barroso e Dr. Santana Lopes) mais serviço apresentou com tão poucos deputados;
- Se o PS não ganhar com maioria absoluta, será o parceiro preferencial para formar um governo de coligação, pois que com o Eng. Sócrates não estou a ver o PS a formar um governo de coligação com o CDS/PP e muito menos com a CDU ou com o PSD do Dr. Santana Lopes (que já provou que nem para governar a minha casa serve), e então quero ver o BE a lutar contra os lobbies implantados nos corredores da governação;
- O BE não deixa de ter razão em alguns pontos que defende; como é que se percebe que uma das indústrias mais lucrativas deste país tenha benefícios fiscais (o caso da banca) que outras indústrias que lutam para sobreviver não têm entre outros pontos a nível fiscal por eles defendidos.
Assim caro Pacheco Pereira, vou votar BE, para ver se o PSD perde as eleições com menos de 30% por forma a que o PSD em novo congresso escolha um presidente à altura grande partido que é (...), para que o PS com o meu voto não tenha maioria absoluta e se tenha de entender com o BE.
Ricardo Ferreira

publicado por quadratura do círculo às 12:53
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