Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

Coelho Dias - Mais do mesmo

Após a "brilhante" campanha eleitoral, para as eleições de dia 20 de Fevereiro, em que os partidos se esmeraram em não apresentar ideias, soluções ou quaisquer medidas de carácter minimamente útil e concreto para o País, reservando para os Portugueses um desfraldar de banalidades, insultos, insinuações e outros mimos, com o desplante de quem se dirige a atrasados mentais, mais uma vez teremos que olhar para as consequências da atitude tomada pelo PR.
Aconteceu o que era previsível. Ganhe quem ganhar, vamos ter mais do mesmo!
O PR, ao dissolver o Parlamento, se não o fez para dar hipóteses de governo ao PS, deveria ter assumido a responsabilidade de nomear um governo de gestão, de sua iniciativa, indo buscar pessoas idóneas para governar, e tratar de pôr ordem nesta Democracia, a qual em menos de 30 anos já está decrépita.
Mais uma vez parece que Sertório tinha razão na mensagem que enviou a Roma!
A nossa adesão à UE veio introduzir uma série de condicionantes que todos conhecem, mas as quais os políticos parecem ignorar.
Deixamos de poder utilizar a valorização e desvalorização da moeda consoante os nossos interesses.
Com o alargamento a mais 10 países, nomeadamente os de leste, a nossa competitividade ficou arrasada, levando ao encerramento de empresas e perda de postos de trabalho, o que já era previsível e não foi acautelado pelos sucessivos governos.
Quem efectivamente manda no País, mormente nos assuntos macro-económicos e na determinação das grandes linhas de actuação é o Parlamento Europeu.
Ora, no Parlamento Europeu já temos os nossos deputados para nos representarem.
Perante isto, o PR deveria promover a revisão da Constituição, começando, entre outras coisas, por se reduzir o número de deputados na Assembleia da República para menos de metade do efectivo e em número impar, para impedir empates nas votações, reduzindo substancialmente os custos de funcionamento, que todos pagamos.
Por sua vez os Deputados deveriam auferir melhores vencimentos, serem obrigados a exercer a função a tempo inteiro e só poderem ser nomeados elementos com comprovada formação para desempenhar tais funções, por forma a evitar que mais de 80% se limitem a marcar presença e a carregar no botão.
A reforma da Administração Pública, que há décadas é anunciada aos quatro ventos por todos os políticos, deveria ser executada de imediato, até para acabar com a mistificação de que tais funcionários nada fazem, quando na realidade as condições em que laboram são das mais deficientes quer a nível de organização, quer a nível técnico, sendo sempre o contribuinte a pagar a factura e a ser mal servido.
É tempo de chamar à política gente séria, com ideias e capaz de conduzir a Barca Lusitana a bom porto e que tenha espírito de serviço público e não de se servir do público.
Para tal, será também necessário impor alguma moral nos media para que não transformem a política e os políticos num "big brother" nacional, andando permanentemente em busca de casos (ou criando-os) para aumentarem as audiências.
O PR ao não assumir uma posição forte e de interesse Nacional perdeu a oportunidade de prestar um bom serviço à Nação e terminar o último mandato com algum prestígio.
Coelho Dias

publicado por quadratura do círculo às 12:47
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