Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

José A. Coelho Dias - Portugal em fábula

Depois da fuga airosa de Durão Barroso, deste pântano, criado pela má gestão e fuga vergonhosa de António Guterres e de todos os acontecimentos políticos vividos até esta data, surgiu, na minha mente de vulgo Português, como tantas situações anómalas poderiam ser convertidas numa fábula para as gerações vindouras.
Talvez que Esopo a tratasse assim:
Era uma vez um lago, pequeno mas bonito, habitado por cerca de dez milhões de seres, que viviam de forma pacífica tentando superar as suas dificuldades do dia a dia.
Um dia, surgiu um sapo dizendo ter respostas para todos os problemas existentes e que transformaria o lago num paraíso.
Prometeu mundos e fundos, com ar convincente, de tal modo que os dez milhões de seres lhe entregaram a gestão do lago.
Reiterou de forma convincente a sua paixão pela Educação e Saúde dos habitantes do lago e motivou-os a viver acima das suas possibilidades.
Porém, volvidos seis anos e vendo não ter capacidade para cumprir as promessas feitas e tendo delapidado os últimos recursos existentes, declarou oficialmente a transformação do lago em pântano e fugiu.
Outros sapos, da sua família, tentaram subir ao poder. Porém os habitantes, do agora pântano, não aceitaram e resolveram entregar a gestão a um castor que parecia ter mais conhecimentos e capacidades para transformar de novo o pântano em lago.
Volvidos dois anos, depois de muitos sacrifícios pedidos aos habitantes, sem que fossem notadas francas melhorias, o castor aceitou um cargo de maior relevo no exterior e foi-se embora.
O mocho, tido como ser mais sábio do pântano, ouviu a opinião dos habitantes mais velhos e decidiu entregar a gestão a outro castor, amigo do anterior.
Este, de temperamento mais vaidoso, na sua ânsia de agradar e apresentar trabalho feito, tratou de tentar resolver todos os problemas ao mesmo tempo, descontrolando-se frequentemente e não coordenando devidamente as acções dos castores seus auxiliares.
O descontentamento dos habitantes do pântano foi crescendo e sendo intensificado pela acção da família dos sapos, sempre ansiosos de voltar ao poder.
As cobras e os lagartos também foram fazendo o que podiam para aumentar o descontentamento.
O mocho, voltou a reunir os anciãos e decidiu pôr à votação dos habitantes do pântano a eleição de novo gestor.
Aí, os habitantes do pântano, fartos de falsas promessas e de tanta incompetência, interrogam-se o que fazer.
Os sapos, já mostraram o que valem e têm ainda como ídolo o sapo que criou o pântano!
Os castores, são óptimos a construir represas mas mostraram-se demasiado trapalhões não apresentando soluções fiáveis!
As cobras e os lagartos, não pensam aceder ao poder e procuram apenas desestabilizar o mais possível, tentando manter a situação que lhes é favorável !
As águias, que sobrevoam o pântano, são óptimos gestores, têm provas dadas, mas trabalham em lagos privados e não querem perder beneficíos para virem governar o pântano!
Em quem votar? Quem merece confiança? Quem tem capacidade para gerir o pântano e requalificálo?
Será necessário procurar um gestor no exterior?
O final desta fábula ao futuro pertence!
Façamos votos para que seja um final feliz e que os habitantes do pântano possam ter o lago com que tanto sonham.
José A. Coelho Dias

publicado por quadratura do círculo às 19:02
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