Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2005

Maria do Céu - Contra Freitas do Amaral

Segundo os media deste território que prolonga os jardins de Marrocos na Europa (sem ofensa para Marrocos nem para as Marroquinas ou Marroquinos, e sem qualquer sentido figurativo para os jardins), Freitas do Amaral recusa demitir-se da presidência da assembleia geral da Caixa Geral de Depósitos (CGD), contra o que terá sugerido o ministro das Finanças Bagão Félix, por ter feito um parecer contra a transferência do fundo de pensões da CGD para o Estado, noticiou a Agência Lusa.
«Não renuncio ao cargo, como é óbvio», garante Diogo Freitas do Amaral. Como é óbvio os interesses aqui patentes são:
1. Do funcionário part-time da CGD: dinheiro fácil abundante, sem trabalho
nem responsabilidade, e
2. Do antigo político desempregado e sem rumo : é um "Tacho" bem pago e
com todas as benesses inclusive visibilidade para os media que promovem.
«Se o senhor ministro quiser demitir-me, ele que assuma a responsabilidade», acrescenta. Isto significa em bom português: ele que me pague uma choruda indemnização, ou que prove que tem justa causa para me despedir sem indemnização! Cá por mim ia já por esta via (obviamente demitia-o, como disse um General de boa memória..., já que o elo de confiança mútua indispensável está objectiva e irremediavelmente afectado como ambos confirmaram publicamente, a imagem da entidade saiu prejudicada, e torna-se impossível manter uma boa relação funcional entre as partes, sendo notória a acomodação irresponsável de Freitas numa função que requere também diligência, sentido de equilíbrio, bom senso e ética). (...) Freitas se quer continuar ao lado dos trabalhadores poderá sempre fazê-lo colocando-se nessa situação, i.e. peça emprego como trabalhador e não como consultor independente bem pago. E para defender os trabalhadores pode também oferecer-lhes os seus serviços de jurisconsulto independente negociando com eles o seu preço, as suas benesses e o sentido dos seus pareceres, devendo mesmo reforçar a sua isenção afirmando claramente que é um jurisconsulto independente e, para dar os seus pareceres, não falará com ninguém antes, como a pedir licença, e muito menos aos trabalhadores e sindicatos dos bancários. Estou certo que até Bagão não se importará e mandar-lhe-á todos os anos os parabéns pelos pareceres independentes divulgados enquanto assim for!
«Não será a primeira vez, nem provavelmente a última, que este Governo faz perseguição política aos seus adversários», insinua Freitas. «Dificilmente se percebe como é que Freitas do Amaral não renuncia ao lugar de presidente [da mesa da assembleia geral da CGD] depois de discordar tão frontalmente da posição do accionista que o nomeou e representa», afirmou Bagão.
E tão bem lhe paga para isso, digo eu.
Na resposta a estas declarações, Freitas do Amaral afirma que é um jurisconsulto independente, diz que não existe qualquer incompatibilidade entre ter feito o parecer e presidir à assembleia geral da CGD e garante que não renuncia ao cargo. «Sou um jurisconsulto independente e, para dar os meus pareceres, não falo com ninguém antes, como a pedir licença, e muito menos ao Governo», aponta Freitas do Amaral, defendendo a inexistência de qualquer incompatibilidade. «Eu não dei um parecer contra a Caixa, mas sim a favor dos seus trabalhadores e, portanto, a favor da própria Caixa», sustenta.
(...) Atrevo-me a sugerir - a bem da transparência sistemática e não casual, que a de Freitas nem aos trabalhadores aproveita - que os partidos concorrentes acordem e se comprometam desde já na seguinte prática desde 20 de Fevereiro de 2005:
1. Que recorram obrigatoriamente e em proporção no exacto peso - ou mais -
da abstenção nestas eleições, a independentes na constituição de toda e qualquer Comissão, Lista ou Grupo ou Task Force ou o que quer que seja que implique nomear, indicar, seleccionar, formar, juntar, organizar, retribuir, consultar, contratar, ouvir, solicitar ou preparar parecer, acompanhar, etc., todo e qualquer Inquérito, Avaliação, Apreciação, Averiguação, Audição, Crítica, Conclusão e tudo o mais deste tipo que deva ser assegurado com rigor, isenção, representatividade e objectividade.
2. Seja pelo Presidente da República fiscalizado o rigoroso cumprimento e não
subversão deste princípio.
Na expectativa de ver publicada em tempo útil esta minha proposta,
Maria do Céu
publicado por quadratura do círculo às 18:12
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