Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2005

Carlos Duarte - Olhar sobre realidade

De facto, a situação actual é muito complexa. Em termos políticos estamos numa crise de identidade. Os políticos actuais são profissionais da política, sem convicções, com pouco conhecimento da vida real e sem criatividade, ou preocupação, para procederem às reformas estruturais necessárias.
Por outro lado, a falta de imaginação leva a que as linhas estratégicas do país não sejam definidas.
A principal questão é que Portugal queremos ser daqui a 10 ou 15 anos. Quais são os sectores em que temos vantagens competitivas. Quem são os nossos concorrentes? Em que nível nos devemos colocar, como país, na cadeia de valor? Quais os sinais e tendenciais que hoje podemos observar que indiciam um rumo? Qual a estratégia que vamos seguir?
Não vejo, no discurso político, nenhum sinal que me tranquilize sobre esta temática.
Falamos de educação mas que educação? Em quê e quem devemos formar? Para responder a que necessidades futuras?
A reforma da educação, que a meu ver é a base da mudança, deve ser efectuado com um objectivo ou, dizendo melhor, para que se atinja um objectivo que deverá ser criar os técnicos que, no futuro, trarão uma mais valia para o país. A estrutura deve seguir a estratégia.
Formar técnicos que não vão ter mercado de trabalho é um desperdício dos dinheiros públicos. Quantos licenciados estão a trabalhar em actividades ou sectores que nada tem a ver com a sua formação? Acredito que é simpático pedir um café a uma advogada, ou comprar roupa com o apoio de um economista ou, escolher as flores com alguns esclarecimentos técnicos de um botânico ou ser atendido por uma engenheira dentro de uma grande superfície.
Mas será este o caminho certo? Não acredito que seja.
Portugal urge em encontrar-se. Somos capazes dos maiores feitos e das maiores depressões. Somos crentes e esperamos sempre alguma intervenção divina que resolva a situação. Mas, nos dias de hoje já nada é ao acaso.
As grandes marcas são vendidas, empresas irrepreensíveis desmoronam-se como baralhos de cartas a incerteza é cada vez maior e, neste meio envolvente, sem estratégia estamos completamente perdidos.
Penso que é tempo se os nossos políticos olharem para a situação real e actuarem de uma vez por todas, mesmo que seja muito difícil e socialmente muito complicado mas, não podemos continuar a viver numa economia artificial, em que o estado consome recursos enormes, que fazem falta para o investimento e as empresas se encontram descapitalizadas e sem capacidade para investirem eficazmente.
Carlos Duarte
publicado por quadratura do círculo às 17:27
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