Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005

Fernanda Valente - Candidaturas presidenciais

Penso que no dia 20 de Fevereiro, para além de eleger aquele que virá a ser o próximo primeiro-ministro de Portugal, por um novo período de 4 anos, definir-se-à igualmente o candidato preferencial à presidência da República, devendo o seu perfil vir a desenhar-se no horizonte dos fundamentos do escrutínio daquele acto eleitoral.
Pelo menos para mim, assim será. Ao evocar o factor tempo no sentido da formulação de uma opinião que assenta na escolha do presumível candidato presidencial, não me refiro, como é natural, à dicotomia maniqueísta esquerda/direita, direita/esquerda que ultimamente tem sustentado o equilíbrio das principais forças políticas oponentes que alternam no poder, mas a uma causa mais nobre, e que é a força de carácter que distingue os seres humanos uns dos outros, mantendo-os fiéis aos seus princípios, da moralidade e do bom senso, desde o alvor até ao anoitecer. Em concreto, faço referência aos denominados "decisores de opinião" que pululam na nossa sociedade (subentendendo-se estes como sendo os políticos que motivado por específico cunho que imprimiram à sua carreira política e/ou académica, se constituiram e são reconhecidos como tal) e, que, na qualidade de factores multiplicadores de votos, podem ajudar e muito na escolha de um candidato.
Apoiar um partido do qual se é militante, abraçando ideais e políticas em comunhão com o seu lider não tem nada de mais, é até legítimo, mas, convenhamos, no caso do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa que, ao longo de infindáveis semanas, monopolizou todos os meios de informação que se possam imaginar, ao criticar publicamente e com assaz contundência o lider do seu partido, chegando mesmo a mobilizar poderes presidenciais, instituições e opinião pública em massa, na defesa da sua causa, vir agora dar todo o seu apoio, num comício em Celorico de Basto, àquele mesmo lider que ele tanto criticou, reveste-se este incidente por si só da maior das contradições, deixando-nos a nós, cidadãos eleitores, por de mais pensativos.O facto de não ter mencionado o nome do Dr. Santana Lopes como justificativa da sua atitude, é uma falsa questão, até porque se referiu ao Engº Sócrates como "guterrista de 2ª", ou quererá ele com isso dizer que um "guterrista de 2ª" poderá significar um "sócrates de 1ª" ?
Espero, pois, que até à data de 20 de Fevereiro não venha a ser surpreendida com situações análogas a esta, para que possa definitivamente e nesse mesmo dia, escolher aquele que virá a ser o meu candidato preferencial à presidência da República.
Fernanda Valente
publicado por quadratura do círculo às 12:48
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